Existe mais violência dentro da sociedade, que nossos olhares não conseguem observar. Existe a violência que consolida em crime, sendo uma da situação mais sentida e presenciada pela população. Existe no Brasil e em diversos países onde se trava luta por liberdade, ideologia, direitos políticos, enfim, por questões diversas. No caso da segurança pública, caso do Brasil, exige que o Estado, adote políticas públicas efetivas para proteger a população. Quando se fala em Estado, exige-se esforço da União, Estado e Município, para o devido controle, já que por ser um fenômeno social, impossível de se aniquilar completamente. Quando o Estado está ausente (falta de atenção devida), como caso típico da cidade do Rio de Janeiro (em certos locais como se tem noticiado), aumenta a vulnerabilidade da população, pois ausente o Estado, é obvio que a rede de violência da criminalidade avança (tráfico de drogas, de armas, entre outros crimes em cadeia ligados estas situações), surgindo, no caso milícias, que em síntese prestam nestas comunidades uma pretensa segurança, em substituição do Estado, cobrando da população todos os serviços básicos que necessitam. Todavia, não podemos esquecer que violência é presente, real e nunca pode deixar de ser admitida no contexto atual. O que precisa ter cuidado, é forma como vem sendo dimensionada, pelos veículos de comunicação em geral, pois em horário de “pico” à cobertura real desses fatos sobrepõe e extrapola limites, um verdadeiro espetáculo, como se fosse a única notícia daquele veículo comunicador, levando à população a pensar e acreditar, que não temos nenhuma segurança, tudo está perdido, é o caos, sem solução. Não é verdade, pois se assim fosse, toda a população do Rio de Janeiro (exemplo) teria se mudado daquele local, para outro local do Brasil ou exterior, onde a violência é considerada de menor índice. É fato que muita gente cultua a violência, tira proveito e lucro, além de obter poder, contudo, não é parâmetro para toda a população, não obstante estar sempre em confronto em condições de desemparo e insegurança. O que se deve ter em mente, que a violência é um fenômeno social e real, traz prejuízo social sem medida para a sociedade. Não é toda violência que se torna em crime, portanto, devemos procurar a cultura da paz, buscando solução para as causas e efeitos, revendo a educação dentro dos lares, passando pelas escolas, igrejas, ruas, instituições, percorrendo todas as camadas da sociedade. Toda a sociedade tem responsabilidade pela cultura da paz, iniciando por uma responsabilidade pessoal até atingir a coletividade. O esforço comum, sem dúvida alguma, altera a realidade, alimenta a esperança numa ordem social feliz e segura.
Publicado no Jornal "Folha Regional de Cianorte" dia 01 de abril de 2012.
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