Pesquisar este blog

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

CORRUPÇÃO: SÍNDROME, EPIDEMIA OU MODISMO


Toda semana no Brasil, é banhada por notícias de corrupção, em níveis de governo (municipal, estadual, federal) e nos poderes.  Nesta semana, tivemos pelo noticiário a Megaoperação, que resultou em várias prisões em vários estados, sobre o desvio de recursos do Fome Zero no Paraná com cumplicidade de gerente da Companhia Nacional de Abastamento Conab – Operação “Agro-Fantasma”. Segundo as informações levantadas, tais irregularidades ocorriam desde 2009, perdurando até os dias atuais. Causa indignação e perplexidade o relato dos fatos noticiados todos os dias de corrupção com os recursos públicos, um dinheiro que é bem de todos, portanto, sua aplicação deve ser em favor do bem comum, pois essa é finalidade da coisa pública. Corrupção é uma ilicitude, com objetivo de favorecimento em favor de alguém, ou seja, alguém leva vantagem com algo errado, é isso na linguagem simples. Seria a corrupção uma síndrome? Talvez fosse, porque no caso específico do Brasil, quando se fala em aplicação de recursos públicos, já pressupõe fraude, desde o início de uma licitação, que vem dirigida, já começa fraudulenta, segue adiante.  Também poderia ser considerada corrupção uma epidemia, pois sua ação é devastadora, perversa, nefasta, domina e contamina a sociedade, o poder, frauda leis e regulamentos, não tem limites, ainda com permanente fiscalização pelos órgãos competentes e a devida previsão legal de punibilidade. Também nos tempos atuais no Brasil, poderia ser a corrupção considerada também modismo, ou seja, está em quase todos locais e lugares, por todos os lados. Muitos se utilizam desta situação para arrancar dinheiro dos cofres públicos, como se fosse um trabalho honesto a corrupção. Inovando os arranjos para corrupção, virou moda utilização de belíssimas mulheres, com poder de sedução, como recente escândalo envolvendo a modelo Luciane Hoppers com “prefeitos e fundos de pensão de municípios” (operação Miquéias). Quando se fala em corrupção, o que mais se destaca no Brasil, é com os recursos públicos em todos os níveis da administração pública e de poderes constituídos. Do jeito que está indo, o modismo da corrupção, faltará nome para as futuras operações da Polícia Federal. Seja qual for à classificação (síndrome, epidemia, modismo), o fato é lastimável para o cidadão correto, eleitor de carteirinha, pagador de impostos, conviver diariamente com essas notícias, e na apuração dos fatos, quase sempre termina na mesa, ou seja, em “pizza”. É óbvio, que diante de tantas investigações muitas já chegaram à punição, outras estão em andamento, enfim, o que não pode é ficar no esquecimento, paralisado junto ao STF, como o Mensalão, empacado nos embargos infringentes, que pode virar um efeito dominó, pois existem muitos casos idênticos esperando no STF sentença como de Jader Barbalho, Paulo Maluf entre outros influentes detentores de mandato político. Um absurdo tremendo imaginar que autoridades, políticos, funcionários públicos, agentes públicos, pessoas do setor privado, se articulam e se envolvem em esquemas de corrupção fraudando programas e licitações, beneficiando-se desses negócios ilícitos apropriando-se dos recursos públicos destinados atender necessidades mínimas da população (saúde, educação, segurança,  moradia, infra estrutura...).  Nesse momento em que vivemos no Brasil, torna-se necessário relembrar as memoráveis palavras ditas no passado por Rui Barbosa em seu discurso “Sinto vergonha de mim”: (...) “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude. A rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”.

  Artigo publicado no Jornal "Folha Regional de Cianorte" edição de 29-30 de setembro de 2013.

 

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

AFINAL DE CONTAS A VIDA É REAL E NÃO VIRTUAL...

Augusto Cury, em sua obra I ntoxicação Digital, ed. Benvirá, 2a edição, 2024, p.135, escreveu: [...] A vida é dramaticamente curta para se v...