A vida é uma estalagem onde tenho que me demorar até que cheque a diligência do abismo".
(Fernando Pessoa - in Fernando Pessoa quase autobiografia - José Paulo Cavalcanti Filho, ed. Record, 6a edição, 2012, p.655).
É uma metáfora, mas é a trajetória da sobrevivência, dizia o poeta.
A diligência do abismo é a morte, chega para todos...
E, o poeta no final da vida (Fernando Pessoa) assim temia por seu final expressando:
"[...] meu destino é a decadência".
Era um gênio de seu tempo, mas não reconhecido.
Faleceu em final de dezembro/1935.
Visa o blog divulgar matérias sobre direito, política, vida e fatos, segundo o livre pensamento do autor do blog, e inserir no leitor provocações reflexivas, demandando o mesmo a pensar sobre o que foi escrito, os fatos descritos nos artigos, a realidade, tudo quanto se puder expressar através da escrita. Quando se fala em provocações, na verdade é dar um choque de realidade sobre o que se escreve, e levar as pessoas a refletirem sobre o conteúdo do escrito.
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sábado, 22 de fevereiro de 2020
SENSAÇÃO DO NADA...
"Tudo quanto penso,
Tudo quanto sou
É um deserto imenso
Onde nem eu estou".
(Fernando pessoa ) - Fernando Pessoa - in Fernando Pessoa quase autobiografia - José Paulo Cavalcanti Filho, ed. Record, 6a edição, 2012, p.403).
As vezes somos igual ao poeta, queremos sonhar ser tudo,
mas não conseguimos sequer nós mesmos:
somos meros atores, sem palcos...
Essa insatisfação (deserto) domina há muito as pessoas...
Nos dias atuais ainda mais no mundo virtual do conteúdo líquido: rápido, da imagem e
informações que não sabemos se são verdades ou falsas....
Temos a sensação do nada.
.
Tudo quanto sou
É um deserto imenso
Onde nem eu estou".
(Fernando pessoa ) - Fernando Pessoa - in Fernando Pessoa quase autobiografia - José Paulo Cavalcanti Filho, ed. Record, 6a edição, 2012, p.403).
As vezes somos igual ao poeta, queremos sonhar ser tudo,
mas não conseguimos sequer nós mesmos:
somos meros atores, sem palcos...
Essa insatisfação (deserto) domina há muito as pessoas...
Nos dias atuais ainda mais no mundo virtual do conteúdo líquido: rápido, da imagem e
informações que não sabemos se são verdades ou falsas....
Temos a sensação do nada.
.
ALGUM REFERENCIAL DE VERDADE PARA SOBREVIVER...
"O tempo das verdades plurais acabou. Agora vivemos no tempo da mentira universal. Nunca se mentiu tanto. Vivemos na mentira, todos os dias". (José Saramago - escritor português - premio nobel de literatura 1998 - As palavras de Saramago, ed. Cia das Letras, 2010, p.474).
Saramago deixou um lembrete que "[...] morreu indignado por ter entrado num mundo injusto e ter saído de um mundo injusto".
Mas deixou seu legado na literatura e nas frases que disse em entrevistas e palestras.
Nos tempos atuais, infelizmente, não sabemos escolher entre "verdades" e "não verdades"...
Disse Saramago: [...] "As verdades únicas não existem: as verdades são múltiplas, só a mentira é global". Ele teria suas razões e convicções, pelo tempo e experiência de vida.
Vivemos essa realidade hoje: saber, ou tentar ao menos, descobrir o que seria verdade ou não verdade. Mas sopesado a isso, ainda, sobra, algum referencial de verdade para sobreviver...
Saramago deixou um lembrete que "[...] morreu indignado por ter entrado num mundo injusto e ter saído de um mundo injusto".
Mas deixou seu legado na literatura e nas frases que disse em entrevistas e palestras.
Nos tempos atuais, infelizmente, não sabemos escolher entre "verdades" e "não verdades"...
Disse Saramago: [...] "As verdades únicas não existem: as verdades são múltiplas, só a mentira é global". Ele teria suas razões e convicções, pelo tempo e experiência de vida.
Vivemos essa realidade hoje: saber, ou tentar ao menos, descobrir o que seria verdade ou não verdade. Mas sopesado a isso, ainda, sobra, algum referencial de verdade para sobreviver...
terça-feira, 18 de fevereiro de 2020
FERNANDO PESSOA E O DESTINO FUNESTO...
A vida é uma estalagem onde tenho que me demorar até que cheque a diligência do abismo". (Fernando Pessoa - in Fernando Pessoa quase autobiografia - José Paulo Cavalcanti Filho, ed. Record, 6a edição, 2012, p.655).
É uma metáfora, mas é a trajetória da sobrevivência, dizia o poeta. Nós poucas vezes refletimos sobre nossa trajetória, ao menos damos conta de quem esta ao redor. Somos nós o único ser do universo, porque nosso egoísmo sobrepõe a tudo e a todos. Somos tudo, mas ao mesmo termpo somos nada mais que um ser igual aos outros.
A diligência do abismo é a morte, chega para todos...
E, o poeta no final da vida (Fernando Pessoa) assim temia por seu final expressando [...] meu destino é a decadência".
Para o escritor, regia seus dias no desalento, prevendo um destino funesto exclamando
[...] "Pobre da minha vida" [...] Aos 20 anos eu ria do meu destino funesto; hoje conheço o meu destino banal. Aos 20 anos aspirava aos principados do oriente; hoje contentar-me-ia, sem pormenores nem perguntas, com um fim de vida tranquilo aqui nos subúrbios, dono de uma tabacaria vagaorosa" (página 655 da obra citada).
Era um gênio de seu tempo, mas não reconhecido.
Faleceu em final de dezembro/1935.
É uma metáfora, mas é a trajetória da sobrevivência, dizia o poeta. Nós poucas vezes refletimos sobre nossa trajetória, ao menos damos conta de quem esta ao redor. Somos nós o único ser do universo, porque nosso egoísmo sobrepõe a tudo e a todos. Somos tudo, mas ao mesmo termpo somos nada mais que um ser igual aos outros.
A diligência do abismo é a morte, chega para todos...
E, o poeta no final da vida (Fernando Pessoa) assim temia por seu final expressando [...] meu destino é a decadência".
Para o escritor, regia seus dias no desalento, prevendo um destino funesto exclamando
[...] "Pobre da minha vida" [...] Aos 20 anos eu ria do meu destino funesto; hoje conheço o meu destino banal. Aos 20 anos aspirava aos principados do oriente; hoje contentar-me-ia, sem pormenores nem perguntas, com um fim de vida tranquilo aqui nos subúrbios, dono de uma tabacaria vagaorosa" (página 655 da obra citada).
Era um gênio de seu tempo, mas não reconhecido.
Faleceu em final de dezembro/1935.
sexta-feira, 31 de janeiro de 2020
VIAGEM...
Infelizmente,
não conseguimos parar o
mundo
que se despede a cada instante
diante dos nossos olhos...
E nós também despedimos dele,
a medida que
consumimos os dias de vida...
Estamos tão ligados a futilidades da
vida,
sequer tomamos consciência dessa viagem...
domingo, 26 de janeiro de 2020
EU SÓ POSSO SER HUMANO...
Eu queria fazer parte
das árvores como
os pássaros fazem.
Eu queria fazer do orvalho como as pedras fazem.
Eu só queria significar.
Porque significar limita a imaginação.
E com pouco imaginação eu não poderia
fazer parte de uma árvore.
Como os pássaros fazem.
Então a razão me falou: o homem não
pode fazer parte do orvalho como as pedras fazem.
Porque o homem não se transfigura senão
pelas palavras.
E isso era mesmo".
(Caderno de Aprendiz, item 35, Manoel de Barros Poesia completa, ed. Leya, 2013, p.432).
O homem não pode ser algo diferente de sua essência,
senão pelas palavras...
Quer ser muita coisa, mas deixa a desejar quando abandona sua humanidade...
os pássaros fazem.
Eu queria fazer do orvalho como as pedras fazem.
Eu só queria significar.
Porque significar limita a imaginação.
E com pouco imaginação eu não poderia
fazer parte de uma árvore.
Como os pássaros fazem.
Então a razão me falou: o homem não
pode fazer parte do orvalho como as pedras fazem.
Porque o homem não se transfigura senão
pelas palavras.
E isso era mesmo".
(Caderno de Aprendiz, item 35, Manoel de Barros Poesia completa, ed. Leya, 2013, p.432).
O homem não pode ser algo diferente de sua essência,
senão pelas palavras...
Quer ser muita coisa, mas deixa a desejar quando abandona sua humanidade...
Podemos manter imaginação e
sonhos como humanos, jamais seremos objetos.
sonhos como humanos, jamais seremos objetos.
Pensamos.
Agimos.
Temos sonhos.
Amamos.
Perdoamos.
Sorrimos
e temos significado e imaginação.
Nascimento, vida e
morte.
Nascimento, vida e
morte.
sexta-feira, 10 de janeiro de 2020
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