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terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

FERNANDO PESSOA E O DESTINO FUNESTO...

A vida é uma estalagem onde tenho que me demorar até que cheque a diligência do abismo". (Fernando Pessoa - in Fernando Pessoa quase autobiografia - José Paulo Cavalcanti Filho, ed. Record, 6a edição, 2012, p.655).
É uma metáfora, mas é a trajetória da sobrevivência, dizia o poeta. Nós poucas vezes refletimos sobre nossa trajetória, ao menos damos conta de quem esta ao redor. Somos nós o único ser do universo, porque nosso egoísmo sobrepõe a tudo e a todos. Somos tudo, mas ao mesmo termpo somos nada mais que um ser igual aos outros. 
A diligência do abismo é a morte, chega para todos...
E, o poeta no final da vida (Fernando Pessoa) assim temia por seu final expressando [...] meu destino é a decadência".
Para o escritor, regia seus dias no desalento, prevendo um destino funesto exclamando
[...] "Pobre da minha vida" [...] Aos 20 anos eu ria do meu destino funesto; hoje conheço o meu destino banal. Aos 20 anos aspirava aos principados do oriente; hoje contentar-me-ia, sem pormenores nem perguntas, com um fim de vida tranquilo aqui nos subúrbios, dono de uma tabacaria vagaorosa" (página 655 da obra citada). 
Era um gênio de seu tempo, mas não reconhecido.
Faleceu em final de dezembro/1935.

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