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quinta-feira, 26 de abril de 2018

Quando há perdão o tempo se refaz para a vida...


Perdoar é um ato pessoal ou coletivo, dependendo dos fatos. No campo político, existiu “perdão” no Brasil em forma de “anistia”, para os presos políticos decorrentes da perseguição em razão da revolução de 1964, na era dita da democratização. Na vida pessoal, é uma atitude positiva que produz efeitos sem medida. É um ato que exige a ação de efetivamente perdoar, talvez um esquecimento definitivo e completo de uma situação que nos aflige, talvez sejamos até credores de tal atitude, em razão da convivência que temos, em amplos sentidos. Perdão não tem condicionante, é irretratável, para produzir efeitos de nunca ter acontecido antes - esquecimento. Talvez e situação mais exemplar desse ato, seja com “ás águas do mar quando estão na praia e atingem as areias, depois que retornam ao mar, aquele local fica como nunca estive tido ação anterior”.  A sensação daquele que perdoa e daquele que recebe o perdão é totalmente de libertação. Desamarra uma situação, torna-se renovado, enfim, horizontes de vida despontam e assim que segue a vida.  Como o amor, o perdão não deve ser contabilizado, para ter um efeito liberatório. Com  o perdão reciproco ou concedido unilateralmente, depende da situação,  nessa situação,  o tempo se refaz para a vida. Enfim. 
Onde há perdão
As portas se abrem
Tem amor
Existe conciliação
Restauração
Esperança
Libertação
Horizontes despontam
O sol brilha
O tempo se refaz
Para a vida...


sábado, 17 de março de 2018

NEM PATO, NEM SAPO...É O HOMEM O CULPADO


Gosto de campanhas eficientes como as frases de efeito sobre a vida no trânsito..."Dirija com cuidado, respeite a sinalização, não tenha pressa, sempre tem alguém esperando por você...” “Se beber não dirija”. Frases que levam a uma reflexão sobre como se comportar adequadamente no trânsito e o que poderá ocorrer com o seu comportamento ilícito, imprudente, negligente.
Por exemplo a Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo) lançou a campanha do "pato" animal símbolo de sua campanha" "não vou pagar o pato", sobre impostos pagos e o excesso, má gestão pública, faz algum tempo, fato conhecido por brasileiros, porque sempre em manifestações em São Paulo, na avenida Paulista tem um "pato gigante" como símbolo do combate ao excesso de impostos pagos pelo cidadão.
Recentemente (março/2018), mudou, o “pato”  deu lugar ao "sapo". "Chega de engolir sapo", dirigido contra os "juros altos cobrados pelos bancos".
É louvável o esforço da entidade, mas nomear campanhas com nome de animais, como faz, é demais. O animal não tem nada e não se comprometeu nada com ato humano de explorar outros, cobrar impostos e juros altos.
Acho que nem o "pato" e nem o "sapo", deveriam estar sendo utilizados expostos dessa forma, pois têm características impar. São animais exemplar na natureza, cada um cumprido sua função. Não podem ser condenados pelos atos humanos de má gestão.
Pessoalmente, como entidade deveria "utilizar frases de efeitos como "Brasil decente"...Exigir a "ordem e o progresso" no mínimo é o que precisamos, é que o cidadão quer, o empresário, o trabalhador, o funcionário público etc... e que a cidadania exige. 

Chega de indecência, lutamos e lutaremos por um Brasil decente... Vamos deixar o "pato" e o "sapo" cumprindo a função que lhe é destinado na natureza...

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

PERRENGUES & ZIRIGUIDUM

Gosto muito do brasileiro, tem inúmeras palavras a dizer na hora "h"...
Por exemplo hoje estamos vivendo um dia de "perrengues" "ziriguidum"....
Na certa em Porto Alegre, deve estar desse jeito em 24 de janeiro, quando o ex presidente Lula tem recurso no TRF da Quarta Região, apreciando a sentença do Juiz Sérgio Moro, em ação penal ligado a Lava Jato, que tramita em Curitiba.
Como diz a letra da música de Renato Russo, na abertura da novela "Do outro lado do Paraíso", "Boomerang Blues"...
[...] Tudo o que você faz
Um dia volta pra você
Tudo o que você faz
Um dia volta para você
E se você fizer o mal
Com o mal mais tarde voce vai ter de viver..."  E assim segue a música.
Se tem questões certas ou erradas nesse caso, só a Justiça que cabe julgar...
Se é certo, liberado; se é errado, tem a conta, afinal cada qual suporte seu ônus, perante o Poder Judiciário...É assim a vida e o tempo nosso maior inimigo...Bom dia.. vamos ver o que o dia nos reserva.


segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

DEVER DE CASA: COMEÇA ASSIM A MUDANÇA...


Gostaria de pedir licença e dizer que no mínimo ingênuo pensar que todos os problemas do Brasil vem da classe política... É óbvio temos bons representantes e ruins também. Como advogado que sou, da  mesma forma existem bons e ruins profissionais. Não podemos generalizar as coisas ou situações. Pergunto de onde saem advogados e políticos? Da sociedade? Então devemos como cidadãos e advogados, formadores de opinião repensar soluções para criar um ambiente democrático para alterar o quadro atual de liderança política. Afinal o advogado é o profissional que mais depende dos poderes executivo, legislativo e judiciário. Além disso, temos uma prerrogativa profissional protegida pela Constituição Federal no artigo 133 que dignificou a advocacia: “O advogado é indispensável à administração da justiça, sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei”. Aludido artigo é fundamental para que o advogado faça defesa de seus clientes, compara-se a uma função pública, no reconhecimento amplo. Também garantia de proteção para o exercício profissional. Como criticamos a classe política, pois somos mais críticos a esse modelo que está aí, é inevitável que também somos objetos de críticas, principalmente, quando a maioria das exclusões dos quadros da Ordem (OAB) é por apropriação de valores de pessoas e/ou clientes (artigo 34, incisos XX e XXI Lei 8.906/94). A exclusão reiterada desses profissionais, é porque a OAB não compactua com condutas irregulares, ilegais e abusivas por parte de advogados, mesmo porque, existe uma legislação pertinente ao exercício da advocacia, aplicada pela OAB, através do Conselho de Ética, que deveriam no mínimo ser cumprida pelos advogados. Pensar somente em culpar os políticos e uma idéia nefasta até porque sai da sociedade e muitos deles são advogados, no mínimo bacharéis em direito ou com algum título universitário. Enfim "democracia é o pensar juntos". Como advogado e pertenço a classe desses profissionais, penso eu, devemos lutar para um Pais melhor e começa em cada um com a postura cidadã no mínimo. Pensemos nisso... 

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

TEMPO ABSOLUTO...

[...] Porque o tempo é uma invenção da morte:
não o conhece a vida — a verdadeira —
em que basta um momento de poesia
para nos dar a eternidade inteira.
(Ah! Os Relógios. Mario Quintana de bolso. L&PM Pocket, Porto Alegre, 2007, v.71, p.146). 
A marcação do tempo, é uma invenção humana...
O tempo é indiferente as pessoas... É absoluto...
Nascemos, vivemos, morremos, o tempo é o mesmo: onipotente.
Não conhece ninguém, a vida, nossas tormentas, alegrias...
Se nós marcamos o tempo, deveríamos viver com um pouco de qualidade...
Somos finitos...

Frágeis...
Vulneráveis seres humanos.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

VIDAS VAZIAS & VIDAS SEM PROPÓSITOS...

[...] Grande parte do que chamamos de medo da morte vem do medo de que nossa vida não tenha tido sentido, de que tenhamos vivido em vão, de que nossa existência não tenha feito a diferença para nada nem para ninguém". (David Servan-Schreiber - Anticâncer ed. Fontanar, 2a edição atualizada, 12a reimpressão, 2011, p.46). 

Inúteis, vulneráveis, frágeis, incapazes, etc.. de sequer amar e ser amado, perdoar, rir, sorrir,... ao descobrir que não fizemos nada pela rápida passagem pelo planeta (no mínimo aos que estavam ao nosso redor...) durante a nossa vida (existência) resta o vazio, o deserto, a áridez... e daí não tem como voltar atrás... O tempo é fatal...e nossa fragilidade maior ainda. Vivemos tempos de vidas vazias e sem propósitos, eminentemente de satisfação, como se fosse a vida somente de desejos:  viver segundo o prazer, comprar, consumir, descartar. 
Enfim, chegará o momento que esses desejos foram satisfeitos e não se conseguiu propósitos de vida. Não levou a nada, sem resultados.O prazer realizado não conseguiu fazer diferença alguma na vida, ao contrário, ficamos reféns, escravos, entediados, dependentes. Alguns até conseguem ser felizes nessa toada passageira... 
E a vida contínua com toda sua química e suas tempestades, certos e errados, sim ou não, uma realidade eterna, mas que é  de todos os seres humanos, sem discriminação.  

domingo, 31 de dezembro de 2017

MARASMO DA INCOMPREENSÃO


[...] A compreensão de texto é um déficit no Brasil. A cegueira ideológica impede o entendimento de sutilezas, entrelinhas, ironias. Para um autor, ter que anunciar "uma piada" é uma tortura". (A dura rotina de um escritor - Marcelo Rubens Paiva - Jornal o Estado de S. Paulo, ed. 30-12-2017, p. c6 caderno 2).

Lendo o texto, vi que não somente eu como tanto Marcelo escritor de nome de tarimbado na escrita, somos taxados, como se diz "subescritor e/ou escritor sendo pago por alguém"...
Particularmente, não escrevo para ninguém ou para platéias, pessoas ou grupos econômicos, tampouco por partidarismo, nem sou pago por ninguém. Por óbvio não tenho intenção do ineditismo de "inúmeras curtidas" e também ter seguidores.
Escrevo simplesmente por mera manifestação de idéias e pensamentos. Se o leitor não tem compreensão daquilo que escrevo e exponho em diversos artigos (blog facebook), entendo que estaria sofrendo de um mal que chamo de “marasmo da incompreensão”, não por falta de estudo ou preparo intelectual, mas por mera inércia, simplesmente. 
Talvez a informação textual é uma pratica de verdade, tão desprezada atualmente, aliás, a verdade é tingida de mentira, adoçada em hipocrisia pura, isso que estamos vivenciando no Brasil atualmente. 
Talvez no Brasil, ser gente, ser pessoa, ser escritor, ser honesto, ser digno, pensar, manifestar idéias e pensamentos, estudar, ter cultura, afeta muita gente, incomoda, traz desconfortos... e infelizmente, muita gente não tem compreensão dos fatos, tampouco daquilo que se lê de um texto. Ignora, para não se incomodar com reflexões e talvez ter que alterar seu curso de vida. Continua a viver na manipulação, sem caminho definido, atrapalhado em informações sem fundamentos, superficiais. 
Talvez no Brasil, ser gente honesta, digno, cumpridor dos deveres, trabalhador, empreendedor, etc.... é ser herói, forte, resistente...
Muito obrigado pelos dias de 2017 e por aqueles que nos acompanharam nessa "conexão" e temos certeza de dias felizes em 2018. Felicidades a todos, muita vida pela frente...


AFINAL DE CONTAS A VIDA É REAL E NÃO VIRTUAL...

Augusto Cury, em sua obra I ntoxicação Digital, ed. Benvirá, 2a edição, 2024, p.135, escreveu: [...] A vida é dramaticamente curta para se v...