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Grande parte do que chamamos de medo da morte vem do medo de que nossa vida não
tenha tido sentido, de que tenhamos vivido em vão, de que nossa existência não
tenha feito a diferença para nada nem para ninguém". (David
Servan-Schreiber - Anticâncer ed. Fontanar, 2a edição atualizada, 12a
reimpressão, 2011, p.46).
Inúteis,
vulneráveis, frágeis, incapazes, etc.. de sequer amar e ser amado, perdoar,
rir, sorrir,... ao descobrir que não fizemos nada pela rápida passagem pelo
planeta (no mínimo aos que estavam ao nosso redor...) durante a nossa vida
(existência) resta o vazio, o deserto, a áridez... e daí não tem como voltar
atrás... O tempo é fatal...e nossa fragilidade maior ainda. Vivemos tempos de
vidas vazias e sem propósitos, eminentemente de satisfação, como se fosse a
vida somente de desejos: viver segundo o
prazer, comprar, consumir, descartar.
Enfim, chegará o momento que esses desejos foram satisfeitos e não se
conseguiu propósitos de vida. Não levou a nada, sem resultados.O prazer realizado não conseguiu fazer diferença
alguma na vida, ao contrário, ficamos reféns, escravos, entediados,
dependentes. Alguns até conseguem ser felizes nessa toada passageira...
E a vida
contínua com toda sua química e suas tempestades, certos e errados, sim ou não, uma realidade
eterna, mas que é de todos os seres humanos, sem discriminação.