A Copa do Mundo 2014, que acontecerá no Brasil, deverá deixar um saldo positivo no esporte, na economia e na infra-estrutura do país, embora contrariamente existem inúmeras críticas e um sintoma negativo. Todavia, acredita-se que, apesar do alto custo, os brasileiros vão colher bons frutos com a realização do torneio mundial. No contexto nacional, doze cidades das cinco regiões do Brasil receberão a Copa do Mundo. Mais de R$ 25 bilhões serão investidos em aeroportos, estádios e novos sistemas de transportes, tudo para adequar a infraestrutura das capitais aos milhares de turistas que virão ao evento. Em torno de 109 obras, construção de cinco arenas de futebol, enfim, um complexo de obras jamais visto no Brasil, que não será construído no papel, mas sim de fato e de verdade, porque a Copa somente se realizará com 100% das obras realizadas (funcionando), ainda que haja eventuais atrasos de obras. Num aspecto financeiro e econômico, existem os críticos do saldo negativo. Pelo consta na historia do Brasil, jamais houve obra dessa dimensão, com começo-meio-fim, ou seja, começou e terminou. Muitas obras públicas, anunciadas no Brasil, estão no papel e iniciadas até os dias atuais, não se tem notícia do término. Por exemplo, a Transamazônica, não sabemos ao certo, até hoje, se terminou as obras e se foram efetivamente executadas, conforme se fez o projeto. A transposição do Rio São Francisco que tinha previsão para ser concluída em 2010, que inicialmente iria custar R$-4,8 bilhões de reais, ficará pronta em final de 2015, segundo informações da Secretária de Infraestrutura Hídrica do Ministério da Integração Nacional, com um custo de R$-8,2 bilhões. Voltando a questão das obras da Copa, embora muito criticadas e politicalizado o assunto, na verdade serão as únicas obras que estarão efetivamente prontas e passíveis de uso, em face do compromisso com a Fifa e também com a comunidade esportiva internacional. Certamente não será uma perfeição, mas conseguimos reformar o Maracanã, o Mané Garrinha, e fazer muitos outros estádios Brasil afora, e até o Paraná, conseguiu a Arena da Baixada. Muitas outras obras foram realizadas, como obras aeroportuárias, mobilidade urbana, unindo portos-aeroportos-estádios- cidades, enfim, uma gama de investimentos, inclusive, em segurança e outros gastos complementares, que deveriam ser detalhados para a população, de forma discriminada em cada cidade onde foram realizadas, para uma melhor avaliação, afinal o povo vai contar a conta, ainda que de forma indireta. Enfim, a estrutura que está sendo construída para a Copa vai beneficiar o país, não é descartável e sem dúvida alguma vai beneficiar por longos anos. O evento esportivo desta magnitude terá efeito multiplicador capaz de quintuplicar os investimentos diretos realizados no país para a viabilização da Copa do Mundo, injetando no total R$ 142,39 bilhões até 2014. Releva-se ainda, que muitos setores que não recebia recursos, passou a receber como áreas de segurança pública, mobilidade urbana, reformas em aeroportos, entre outros, como também investimentos privados, como áreas de tecnologia de informação, mídia, publicidade, adequação de complexos hoteleiros, prestação de serviços, tudo isso beneficiara diretamente micro, pequenas, médias e grandes empresas do setor industrial, comercial e de serviços, além de atingir a produção nacional, emprego, renda, consumo e arrecadação tributária. Acreditamos que o Brasil fará a melhor e maior Copa do Mundo os últimos anos, sem dúvida alguma e o saldo será extremamente positivo.
Artigo publicado no jornal "Folha Regional de Cianorte" edição de 09-10 de março de 2014.