Estamos quase chegando a meados de 2012, ano de eleições municipais em todo o Brasil. O eleitor e o cidadão brasileiro, fica preocupado com a atual crise de liderança política existente no Brasil, aumentada recentemente pela perda da confiabilidade (candidato-eleições-política). Começou com a crise instalada no Governo Collor, onde a corrupção aflorou de maneira aberta. Assim sucessivamente de lá para cá, muitos casos foram descobertos na política brasileira, onde foram instaladas CPIs, em todas as esferas de poder (federal, estadual e municipal). É quase impossível no dia-a-dia não aparecer notícias sobre corrupção, envolvendo líder político e poder, agentes públicos e autoridades, em todos os níveis. Recentemente a nação sofreu o impacto no noticiário do Senador Demóstenes de Goiás, ligado às operações de Carlinhos Cachoeira. É óbvio que este parlamentar foi eleito o “pivô dos fatos”, contudo, existem “n” pessoas envolvidas neste sistema, inclusive, exercendo mandato político, além de agentes públicos e autoridades, pois a corrupção é uma rede de interesses. Impossível por certo alguma CPI nesse sentido, é evidente o envolvimento de muita gente, autoridades e parlamentares. A corrupção de fato está diretamente ligada ao líder e ao poder. O que se tem perdido de vista principalmente no cenário político nacional, é que o cidadão eleito, líder e detentor de poder, perdeu a noção do bem comum. O que se retira do contexto do exercício do poder político, é que o líder (detentor de mandato), com ressalvas, tem utilizado do poder para proveito pessoal, negando a utilidade do mandato para promover o bem comum. Uma das finalidades do poder e o exercício da liderança política, salvo engano, é servir à comunidade, a população, ao cidadão, enfim, a todos, sem reservas. Exercendo o mandato, o líder político deve trabalhar para o bem de todos, máxima do poder e do líder, retirando-se a filiação partidária ou interesses pessoais, grupos ou “compadrio”. Perdeu-se a integridade, a lisura, a ética, à disposição de luta pelos interesses do cidadão e da sociedade. É lógico que existem exceções, nem tudo está perdido, contudo, não se deve perder de vista que “a finalidade do poder não é servir a si próprio e sim servir a todos”.
Publicado no Jornal "Folha Regional de Cianorte", edição de 15 de abril de 2012.