Visa o blog divulgar matérias sobre direito, política, vida e fatos, segundo o livre pensamento do autor do blog, e inserir no leitor provocações reflexivas, demandando o mesmo a pensar sobre o que foi escrito, os fatos descritos nos artigos, a realidade, tudo quanto se puder expressar através da escrita. Quando se fala em provocações, na verdade é dar um choque de realidade sobre o que se escreve, e levar as pessoas a refletirem sobre o conteúdo do escrito.
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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
DOENÇAS INVISÍVEIS
Sabemos que o sinal de doenças é tido como dores e febres em geral, de forma repetida, constatado pelo profissional de saúde, trazendo sofrimento e angústia ao seu portador e não tratada à morte. Não bastasse essas doenças, constatadas pelo profissional de saúde, temos sofrimentos e angústias decorrentes da própria ordem social da qual pertencemos, que não são diagnosticadas pelo médico, que também traz a morte - a morte social. Quem poderá diagnosticar as doenças invisíveis do dia-a-dia que a sociedade gera para o ser humano? A lógica é que o próprio ser humano que é parte do sistema, tem condições de diagnosticar, através de estudos da própria estrutura social, da qual pertencemos. A cura para as doenças invisíveis que a sociedade gera, está nela própria, quando deixar de discutir seus problemas e apresentar projetos necessários para a solução e cura. Talvez por inúmeras razões, temos a tendência de inconscientemente não revelar problemas dentro de um contexto social, conquanto, o problema é visível e urge resolver, como é o caso das drogas, do álcool, da insegurança (falta de segurança da população), do desemprego, da falta de saúde e educação, corrupção, falta de confiança em líderes políticos, gestores públicos, enfim, problemas sociais inerentes ao próprio convívio, que são deixados ao segundo lugar, porque demanda custo social elevado para a solução. Na verdade geram doenças invisíveis à população, diferem da doença do corpo, estas podem ser diagnósticas pelo profissional de saúde, tratadas e saradas a tempo; enquanto as doenças invisíveis, sobressaem do próprio meio social, alastram sem controle. Somente o seres humanos podem curar as doenças invisíveis, partindo do reconhecimento da existências desse mal, propondo solução de problemas do meio social, podendo ser fatores que nem sempre seguem a normalidade (saúde, educação, emprego, insegurança, fome, desemprego...). Talvez a melhoria do bem estar geral, pode resolver o problema, da origem da infelicidade social em todas suas formas, inclusive a mais íntima e secreta. Não podemos, nem por ação ou omissão, viver em conjunto, com miséria ou menos miséria, sem ser percebida, permitindo que se perpetue, quando como humanos podemos solucionar ou ao menos buscar meios para diminuir seus efeitos ou possibilidades de eliminar. Não se pode aceitar tudo como fatalismo, pois como seres humanos temos a capacidade de pensar e nesta pausa, gerenciar e achar mecanismos para a solução de problemas. Temos que viver de forma a emancipar a felicidade da sociedade e não perpetuar as doenças invisíveis.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
A VIDA E O ONTEM, HOJE E O AMANHÃ
O tempo é implacável. Vivemos hoje, pensando o que ocorreu ontem, planejamos o amanhã que é incerto. Já imaginou se pudessemos voltar atrás e mudar o ontem? Como seria hoje? E o amanhã? Ainda bem que o tempo é um marcador implacável, não muda, sempre é o mesmo, eterno, livre de corrupção e fraude, pois o ser humanos se tivesse possibilidade, talvez pudesse alterar o tempo para seu próprio bem estar e benefício próprio, com certeza. Que insegurança seria para o ser humano alterar o tempo. Será que sempre seríamos felizes, alegres, amaríamos profundamente, se pudessemos mexer com o tempo, como elementos de um tabuleiro de xadrez, dama... Não tenho certeza, mas acho que continuaríamos na mesma situação, ou seja, sempre infelizes, egoísticamente preocupados consigo mesmo, arrebatados por um sentimento interior de insatisfação, perdidos, pois não haveria mais ter sentido a vida, a luta, a busca, a conquista. Se bem que se pudessemos envolver no tempo, não teríamos muitas coisas que fazer afim de nos propiciar satisfação. Seria muito fácil, isso não condiz com o ser humano, embora, vivemos numa sociedade atual de facilidades, descartáveis, contudo, não é a regra. Ainda, prefiro o tempo na forma em que se encontra, ou seja, viver o presente intensamente, o passado guardar como lembranças ou deletar se preciso, e o futuro, aguardo como uma expectativa, uma esperança, talvez, esperando colher o que se plantou no presente.
domingo, 19 de fevereiro de 2012
GLOBALIZAÇÃO DA ECONOMIA E PODER
Para as empresas multinacionais (isto é, empresas globais), o mundo ideal, é um mundo sem fronteiras, contudo, somente se torna interessante se existe exploração de petróleo, energia, e outras riquezas naturais que podem ser exploradas num determinado local (nação, estado...). Existe um confronto entre globalização da economia e governos, pois estes são incapazes de em menor tempo possível atender as aspirações da sociedade, enquanto as empresas multinacionais oferecem a modernização do mundo, seduzindo à população, com pseudo crescimento, tornando-se governos reféns, ao menos que estes possam manter o domínio sobre a sua jurisdição e seus recursos. Cada dia mais vem se tornando impossível, o ente público fazer frente à economia global, pois os serviços públicos ofertados à população é inferior a demanda real exigida pela sociedade. Tomando-se por exemplo, o Brasil, é gritante a falta de serviços públicos essenciais reclamados pela população (educação, saúde, segurança, habitação, transporte, infraestrutura), pois os recursos destinados a esses segmentos são organizados vias orçamentos, como manda a lei, contudo são insuficientes para o atendimento satisfatório da população. Infelizmente, existe uma competição estabelecida entre governos e economia globalizada, o que está ocorrendo atualmente na Europa, aconteceu nos Estados Unidos, e o mundo continua assistir competições entre governos e economia global, em todos os cantos do planeta. A questão da competição, portanto, mostra-se aquecida no atual cenário mundial, atingindo países considerados de primeiro mundo ou de economia desenvolvida. Muitos países, apesar de participarem da chamada comunidade desenvolvida, como a comunidade do Euro, mostram-se lentos, míopes e orgulhosos demais para entrar na competição global, enfrentando diversos problemas, caso típico da Grécia, tornando-se inevitável problemas com a população e de certa forma um problema que envolve vários país, considerado supranacional, instalando-se a crise do desemprego e caos social, relegando-se direitos mínimos fundamentais do cidadão, levando a um confronto entre soberania, resistência, liberdade e poder. Toda esta situação leva a população a desacreditar nas políticas públicas e nos governos, desencadeando movimentos de classes, inclusive, da sociedade organizada contra o próprio poder instalado.
Publicada no Jornal "Folha Regional de Cianorte - 19 de fevereiro de 2012".
sábado, 11 de fevereiro de 2012
FAZER O BEM A TODOS
Talvez não conseguimos fazer o "bem a todas as pessoas", mas, devemos nos esforçar para a pratica do bem. Se todos os homens se prontificarem a fazer o bem, certamente o mundo seria muito melhor. Certamente, o fazer o bem, e não olhar a quem, seja um dito popular, mas é um princípio que não se pode ignorar. Se a vida é uma passagem rápida pela terra, porque não se preocupar e se esforçar para a pratica do bem. Muitas vezes, realizamos o bem, esperando a troca, aí surge a frustração, pois nem sempre existe a mutualidade de ações reciprocas. As escrituras (Bíblia, livro de Gálatas, capítulo 6) "manda que façamos o bem a todos". Esse bem, que manda fazer, nada mais é que a ação imbuída de amor, que é uma doação. A vida, embora cada um possa viver de acordo com sua própria idéia, cobra a devida prestação de contas. Apegando-se ao texto bíblico citado, fornece a receita: "Tudo o que o homem semear, isso também ceifará" (Gál. 6:7). Não é mais vantajoso praticar o bem, se colheremos mais e melhor? Ou seja, teremos uma vida feliz? É lógico que é uma questão de investimento pessoal de escolha, mas não vivemos procurando sempre o melhor? É uma regra simples, que aplicada no dia-a-dia o resultados advirão, certamente. Quem semeia qualquer semente, tem a intenção de colher algo, surgir uma flor, uma fruta, uma folhagem, uma beleza, enfim... dedicando ao zelo e trato da planta, quando germinada, é inevitável o resultado, embora, poderá ocorrer eventualmente um sinistro, um acidente... Mas a regra simples, lógica e evidente é que terá sempre um resultado positivo, que nos trará benefício ou para outras pessoas ou próprio ambiente onde se plantou a semente. Essa fé de semear é que nos move a vida, nos dá esperança, coragem, ousadia, para construir o bem, ainda que tenhamos espinhos, tempestades... Se procurando fazer o bem, à vida é árdua, imaginem procurando fazer o mal? Viver à vida com simplicidade e procurando fazer o bem a todos, certamente que a nossa colheita será farta.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
VIVER A VIDA NO EXATO TEMPO
Obviamente ninguém passa por essa vida, sem preocupações. Existirá sempre a preocupação de viver a vida, trabalhando, cuidando da família, dos amigos, dos entes queridos, participando da vida em sociedade (igreja, clube, partidos, entidades de classes, sindicados...) enfim, como ser humano pessoa estamos sempre em um círculo social de convivência. Não vivemos só, mas, cada qual tem capacidade de viver sua própria vida, ainda que conectados por redes sociais. A vida precisa de atitude, ação, por isso surgem as tempestades, as preocupações, as tristezas, as alegrias, vem o choro, enfim, temos que lidar com essas inquietações inerentes a própria sobrevivência. O que não pode ocorrer em nós, é antecipar ou prorrogar sofrimentos, já que não podemos acrescentar tempo a vida. Essa verdade, não podemos combater, ou seja, adicionar tempo a nossa vida, pois não temos o poder do milagre de prorrogação de nosso tempo aqui na terra. Basta cada dia para vivermos. Hoje é o dia de viver, amar, perdoar, pensar, sorrir, comer, beber, trabalhar, enfim, "viver" esse é o maior milagre, hoje e sempre. Assim o ditado popular faz valer "não deixe para amanhã o que possa fazer hoje?". Ame enquanto tenha tempo, sorria enquanto pode, perdoar enquanto há tempo, para ficar livre da mágoa, do rancor, que trazem amarguras e doenças incuráveis, corrói nosso intimo e retira o prazer de viver intensamente... Nada que façamos de esforço poderá acrescentar um dia sequer no nosso tempo de vida na terra.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
SOCIEDADE DE MEDIDAS
Vivemos presentemente em sociedades de controle dinâmico e contínuo, tanto dos poderes instalados, como também de diversos sistemas que integram a sociedade. Existem medidas para compra de bens e serviços, devidamente regularizados por um ente legal. Adquirimos combustíveis com confiança de que estamos adquirindo efetivamente aquela quantidade que mostra no visor da bomba; o taxímetro marca o valor correto a ser pago; adquirimos mercadorias por quilo, litragem, numeração...; trabalhamos e recebemos pela medida do trabalho realizado; ao contrário não é razoável dizer que recebemos em troca os serviços públicos de relativa qualidade em razão dos impostos recolhidos. Somos governados por uma sociedade de medidas. Existem medidas para controlar nossa vida no trânsito, no domicílio, no uso de serviços mais simples da vida (água, luz, esgoto, telefone...). Somos também medidos e contabilizados em peso, tamanho, cor e sexo... infinidade de dados pessoais são levados em conta na sociedade. Também, em razão do descumprimento de regras e medidas, somos punidos. Talvez por todas estas situações e pela crescente fraude nesses serviços e em outros setores da vida social, reiteradamente denunciado pela mídia, tenhamos uma sociedade de desconfiança. Existe permanentemente entidades e poderes e também indivíduos, prestem conta, uns aos outros, com precisão, para que haja uma paz social permanente. A sociedade, embora organizada, não chegou ainda ao limite de praticar a desobediência civil aos poderes instituídos, quando estes superam a sobrecarga de poder, extrapolando suas funções. Tudo é regulado na sociedade, tanto por medidas, tomando-se esta na dimensão de leis e regulamentos, ainda, regimentos internos de determinadas organizações, e infinidade de procedimentos neste sentido, afim de se evitar o caos e manter a paz permanente da sociedade. Na venda de bens e serviços sob medida, instituídos por lei, procura-se com esse procedimento, ganhar tempo, rentabilidade e custo, pois se fossemos medir e pesar todos os bens e serviços que consumimos, é bem provável que a vida se resumiria a uma conferência eterna, o que geraria mais ainda conflitos. Em face do desenvolvimento da sociedade, nem sequer escapou também o indivíduo (ser humano) de ser medido e avaliado, talvez até por uma questão de mercado, não sendo respeitado a sua singularidade, passando a ser tratado meramente como objeto, com um número a mais na estatística, ou pela simples aparência, num ato sutil de desconsideração da personalidade. Atualmente e será crescente em nossa sociedade, que bens e pessoas sejam cada vez mais avaliados, medidos, aferidos, comparados, estabelecendo um excesso de controle, punição, contudo, ainda não se inventou a medida e a fórmula para amar, pensar, praticar gentilezas, perdoar e ser feliz... continuamos insatisfeitos, ansiosos, frustrados, infelizmente.
Matéria publicada no Jornal "Folha Regional de Cianorte" edição 539, domingo 05 de fevereiro de 2012.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
ULTRAJE A PERSONALIDADE
"A expulsão do modelo Daniel do BBB 12 "não é da minha conta", afirma o desembargador do TRT/RJ José Geraldo da Fonseca. O que, segundo ele, convida a pensar no imbróglio é a situação jurídica do caso, na qual houve a perda da chance de abocanhar um gorducho prêmio. (...) Tenho acompanhado pelos jornais o famoso "estupro" de Monique pelo modelo Daniel Echaniz. Para mim não houve estupro coisa nenhuma. Estupro é outra coisa. Houve uma pitada de hipocrisia e muito marketing. Como ninguém estupra sozinho, se era caso de expulsão, que expulsassem os dois. Do jeito como foi feito, parece perseguição e oportunismo. Nada como um babado desses para levantar a audiência. A Globo, claro, não toca na palavra "estupro", mas em "comportamento inadequado" do casal. Outra bobagem. Se aquilo era "comportamento inadequado", todos os outros casais dos BBB anteriores deveriam ter sido expulsos. A cor da pele do moço parece estar pesando nos julgamentos". (migalhas.com.br).
Mas, diante disso tudo, o que pode-se esperar é a Globo chamar o Daniel de volta e multiplicar a audiência do programa e evidentemente os lucros, nem que seja à custa de um ultraje a personalidade dos participantes na ação fatalmente orquestrada e turbinada "sob efeitos de álcool".
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