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domingo, 19 de fevereiro de 2012

GLOBALIZAÇÃO DA ECONOMIA E PODER


Para as empresas multinacionais (isto é, empresas globais), o mundo ideal,  é um mundo sem fronteiras, contudo, somente se torna interessante se existe exploração de petróleo, energia,  e outras riquezas naturais que podem ser exploradas num determinado local (nação, estado...).  Existe um confronto entre globalização da economia e governos, pois estes são incapazes de em menor tempo possível atender as aspirações da sociedade, enquanto as empresas multinacionais oferecem a modernização do mundo, seduzindo à população, com pseudo crescimento, tornando-se governos reféns, ao menos que estes possam manter o domínio sobre a sua jurisdição e seus recursos. Cada dia mais vem se tornando impossível, o ente público fazer frente à economia global, pois  os serviços públicos  ofertados à população é inferior a demanda real exigida pela sociedade. Tomando-se por exemplo, o Brasil, é gritante a falta de serviços públicos essenciais reclamados pela população (educação, saúde, segurança, habitação, transporte, infraestrutura), pois os recursos destinados a esses segmentos são organizados vias orçamentos, como manda a lei, contudo são insuficientes para o atendimento satisfatório da população.  Infelizmente, existe uma competição estabelecida entre governos e economia globalizada, o que está ocorrendo  atualmente na Europa, aconteceu nos Estados Unidos, e o mundo continua  assistir competições entre governos e economia global, em todos os cantos do planeta. A questão da competição, portanto, mostra-se aquecida  no atual cenário mundial, atingindo países considerados de primeiro mundo ou de economia desenvolvida.  Muitos países, apesar de participarem da chamada comunidade desenvolvida, como a comunidade do Euro, mostram-se lentos, míopes e orgulhosos demais para entrar na competição global, enfrentando diversos problemas, caso típico da Grécia, tornando-se inevitável problemas com a população e de certa forma um problema que envolve vários país, considerado supranacional, instalando-se a crise do desemprego e caos social, relegando-se  direitos mínimos  fundamentais do cidadão, levando a um confronto entre soberania, resistência,  liberdade e poder. Toda esta situação leva a população a desacreditar nas políticas públicas e nos governos, desencadeando movimentos de classes, inclusive, da sociedade organizada contra o próprio poder instalado.  
Publicada no Jornal "Folha Regional de Cianorte - 19 de fevereiro de 2012". 

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