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domingo, 17 de julho de 2011

O PODER DO SILÊNCIO

Estamos tão acostumados ao barulho, que não paramos para meditar, em pleno silêncio. Refletir sobre a vida e o rumo dela, traz a sensação de permitir a nós mesmos, a responder as questões que nos envolve dia-a-dia. Família, trabalho, despesas, contas, filhos,  religião, economica, política, cidadania, saúde, educação,  dos temas mais variados, todos a cada instante atingem nossa vidade. Além disso, é inerente ao ser humano o caráter de solidariedade, a presteza, em atender ao seu semelhante. Somos seres sociais, necessitamos uns dos outros para vivivermos, contudo, existem àqueles centrados no individualismo eterno, seja por educação, razão ou até mesmo produto de própria sociedade. O natural é que tenhamos ligação direta uns com os outros. Como procurar o silêncio e onde ou como encontrar o caminho para obter esse estado de meditação tão necessário para nossa existência neste pequeno lápso de tempo em que passamos por esta terra. Cada ser tem a capacidade de buscar esse caminho. Uns meditam enquanto caminham silenciosamente pelas trilhas, outros se adentram aos mosteiros, igrejas, acampamentos,  se entregam ao prazer da leitura, outros em rituais complexos ou simples, enfiim, sempre buscam uma fórmula de  encontrar momentos de silêncio, necessários para nossa vida. Toda a busca pelo silêncio é plausível, já que o simples fato de buscá-lo já é um ato positivo, nos leva ao sossego e de tal forma de se permitir a refletir, algo saudável.  O silêncio nos leva a buscar sentimentos de salvação, transformação, libertação, buscar respostas as nossas multiplas inquietações. Calar é parar de falar e torna-se silenciosa.  Já o silêncio é o resultado de busca, um desejo, um caminho para o espaço interior que   cada ser humano tem dentro de si mesmo, cabendo a cada um descobrir e perceber e vivenciar esse tempo magnifíco. Escreve Anselm Grün (O poder do silêncio. Ed. Vozes, 2008, Petropólis, RJ, Brasil, p. 113:  "[...] Só a imaginação de que há em nós um espaço de silêncio, que não precisamos fabricar, já nos ajuda a distinguir, de tempo em tempo, este silêncio em nós. Só podemos senti-lo em determinados instantes, e cada um desses instantes é, enfim, um prêmio que não podemos invocar por meio de técnicas de meditação ou instruções espirituais".

sexta-feira, 15 de julho de 2011

DIA INTERNACIONAL DO HOMEM

Hoje dia 15 de julho comemora no Brasil, o dia do  "homem". No calendário internacional, comemora-se no dia  19 de novembro. É óbvio que se justifica a comemoração, já que em 08 de março, comemora-se o dia Internacional da Mulher. No mesmo moldes do dia internacional da mulher, os organizações internacionais elegeram essa data, para que os homens possam denunciar a discriminação que sofrem em áreas como educação, saúde, família, direito, mídia, entre outras, inclusive, atinente a mercado de trabalho, segurança no trabalho. Tal fato é positivo para que  "o homem" possa ter uma imagem positiva na sociedade, destacando suas contribuições, como é o caso da mulher. Cada ano, tem-se um tema a trabalhar, como "ano da saúde masculina", e assim vários temas já foram tratados.
No Brasil, o enfoque maior tem sido levado ao lado do consumo masculino e suas exigências. Contudo, essa data ainda não foi explorada adequadamente pelo comércio.  No dia de hoje, pouca mídia dá importância a essa data. Mais, o que de fato fica registrado, é que existe o dia internacional do homem, no Brasil, comemora-se no dia 15 de julho e no calendário internacional no 19 de de novembro.  Vale a pena o registro nessa data.

terça-feira, 12 de julho de 2011

MODELAR O GOL

Recentemente  vendo jogo de futebol do Campeonato Brasileiro, série A, comemoração de determinado "gol" pelo jogador. Notei que comemorou o "gol" de forma modelada, ou seja, para "satisfazer alguma campanha de mídia". Por certo vi no canal da Globo (não sou afiliado a nenhuma rede de TV), que a comemoração do gol, daquele jogador, tinha a ver com a campanha lançada, ganhar brinde ou aparecer com mais destaque nos da rodada. O gol é o momento mais esperado pelo torcedor no futebol. Jogo sem gol, é uma situação ímpar, deixando o torcedor insatisfeito, colocando seus nervos a "flor da pele".  Por isso, a comemoração do gol, pelo jogador, é um momento mágico, único e pessoal. O Pelé tinha seu jeito de comemorar o gol, com o soco no ar. Outros jogadores também faziam seus gestos únicos para comemorar o gol feito. Todavia, adestrar, modelar, a comemoração do gol pelo seu autor, aí é uma tragédia. Onde estamos? Veja que futebol, é um esporte, uma atividade de entretenimento, precisa de lucro para garantir àqueles que vivem e trabalham, mais  "modelar" a comemoração, aí é demais!  A diversidade da comemoração do  gol, é uma atração, assim, modelar a comemoração do "gol" ou transformar esse momento como peça publicitária, ligado estritamente ao luco, fatalmente poderá frustrar a ida dos torcedores aos estádios, lógico, que existe a exceção, aí está a  "fiel torcida Corinthiana", criativa a cada gol feito pelo time, apoiando o "timão" sempre. Existe a esperança de não transformar o "gol"  em mercado puro, mantendo sempre a individualidade de sua comemoração.  

domingo, 3 de julho de 2011

PORQUE O "SAPO PULA"

Como diz o provérbio “capiau” citado em Sagarana por João Guimarães Rosa: "O sapo não pula por boniteza, mas porém por percisão". Precisa a citação do escritor Guimarães Rosa, e o ditado caboclo citado, pois transcede para muitas situações de nossa vida, no dia-a-dia da sobrevivência. Realidade pura. Quem não pula e não pulou na vida (trabalhar, estudar, pensar, lutar, correr a atrás dos sonhos, amar, perdoar, sorrir, entristecer, chorar, lutar por ideais, votar, eleger, escolher, enfim, atividades necessárias para não ser atacado pelo predador). Até da morte, corremos, apesar de ser um fato natural e ocorrer com todos os homens?

Entendo que o sapo pula, porque “se ficar parado, vai ser comido pela cobra ou outro aninal predador, na cadeia alimentar onde está instalado”. Seria uma explicação razoável, pois se não tiver risco algum, talvez a opção fosse ficar parado dentro da água, seu habitat natural, dormindo, ou qualquer outro comportamento inerente a sua condição de “anfíbio”. Na vida é assim. Pulamos para sobreviver, não por mera diversão, mas por necessidade, e não diga que não seja divertido? Talvez seja esses "pulos" que nos leva a crescer, como pessoas e cidadãos.
Esta citação de Guimarães Rosa, é atualidade merecida de comentário. Na política, fato notório, a realidade do poder e as alianças partidárias. Cada partido querendo a participação no poder, nas diversas esferas da administração pública, pois se não procurar “pular” vai ser esquecido pelo eleitor, vai ser engolido pelas siglas maiores. Nas empresas, também além do lucro, procuram atrair clientes, para vender, sobreviver, e veja que atualmente estão investindo em treinamento empresarial (Petrobrás, Embraer, entre outras empresas, inclusive em nossa cidade), com certa intensidade, pois o mercado exige pessoas com formação profissional e qualificação, porquanto a educação secular deixou há muito desejar. Contrata-se segurança particular, afim de proteger a vida, o patrimônio, suprindo o dever legal do Estado, que deveria promover a segurança para as pessoas e bens, no que a Constituição define ser “dever do estado”. Na saúde, compra-se pacotes, denominados de “planos de saúde”, para suprir a ausência de saúde que também é garantia constitucional. Enfim, em muitas situações “pulamos como sapos” “não por mera diversão” mas para não sermos pegos de surpresas na escalada da sobrevivência, onde “se não pular” “o bicho pega”, melhor falando do cotidiano. As pessoas quando "pulam" o ganho pessoal é enorme. Ninguém tira esse esforço. Adquire conhecimento, equilíbrio pessoal e disciplina, dentre outras coisas que melhoram sua vida, indo além da "percisão", conforme escreveu o poeta.

terça-feira, 28 de junho de 2011

GESTÃO OU NEPOTISMO

Recentemente foi aprovado pela Assembléia Legislativa do Paraná, uma reforma administrativa do governador atual Beto Richa (PSDB), onde foi criado duas secretárias, sendo uma de Infraestrutura e Logística e outra de Família e Desenvolvimento Social.  As novas Secretarias tem como titulares, seu irmão José Richa Filho (Infraestrutura) e a outra sua mulher Fernanda Richa (Família e Desenvolvimento Social),  cujas reformas (reforma) custará aos cofres do Estado o valor aproximado de R$-8,6 milhões em salários e cargos comissionados. Veja que se for analisar pelo lado de gestão, é fato real que o Estado precisa atualizar sua forma de atuação para com a Sociedade. Por outro lado, também, tem o nepotismo (tão criticado em época eleitoral), e que ocorre no atual Governo, como ocorria no Governo anterior e, infelizmente, faz parte do cenário político nacional essa pratica. O que se observa nesse cenário, vamos chamar de gestão, é essas duas Secretárias são importantes para o Governo, inclusive, pelo ano de 2012 que é eleitoral. Ambas as Secretarias, terão controle sobre as verbas federais do PAC e do Programa Bolsa Família, como se ínfere dos noticiários do estado.  Apesar da oposição existente na Assembléia legislativa, poucos deputados se levantaram contra o projeto, ocorrendo sua aprovação.  Se é um retrocesso político (só o tempo poderá medir essa situação), o que se pode denotar dos fatos é que tudo se torna "projeto político", do Governo Estadual. Também pelo lado do emprego de parentes, ou com a aplicação da conhecida palavra "nepotismo",  é nítido um favorecimento pessoal pela escolha de irmão e mulher, o que não foge do governo anterior. As reformas são interessantes ao governo Estadual, pois a Secretaria de Infraestrutura terá 1,52% de Investimentos do Estado o equivalente a R$-358 milhões em 2011 e a Secretaria de Família  terá 204 milhões, ou seja, 0,87% da receita de investimentos.  Em política, a  "participação familiar" é importante, portanto, enquanto não é "poder"  "jogar pedra no telhado alheio", mas na prática fica tudo igual. Essa é a cultura política do Brasil, vem desde a Carta do  Escrivão Pero Vaz de Caminha, onde relatando a viagem, ao final pediu favores ao rei.  Gestão ou nepotismo, o importante é caminhar, e o tempo é o melhor remédio para isso, ou seja, depois dos "quatro anos", fatalmente terá o resultado.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

FAZER ESCOLHAS

Não existe vida sem escolhas. Mesmo estando parados, estamos fazendo escolhas. Ao percorrer aos caminhos da vida, existirá sempre a necessidade de fazer escolhas. Ao contrário de decisão, esta de maior grandeza, com a nítida sensação de poder, ou seja, ligado as situações de deliberar, determinar, resolver. Particularmente prefiro a palavra “escolha” por entender ser uma situação democrática, uma sensação de certa liberdade para fazer opção. As escolhas que a vida nos impõe, melhor dizendo, não vem por acaso, e sim, por sucessões de fatores, variáveis situações. Ao optar pela escolha desejada, iniciamos uma trajetória, sempre imaginando resultados positivos, mesmo sabendo que poderá ocorrer eventualmente incertezas, frustrações, pois estará no campo da previsibilidade. Se fizermos a escolha pelo desconhecido, certamente teremos a sensação do medo, pois está dentro da lógica de um resultado de sucesso ou insucesso, podendo gerar uma espectativa frustrante, dúvida, desconfiança.  Mesmo na escolha daquilo que conhecemos, também haverá o risco do resultado. Optando pela escolha, traçamos a meta, o propósito, enfim, a conquista que objetivamos.  Ultrapassados o momento das escolhas, passamos a fase da execução, e conforme enfatizado,  chegaremos a um resultado. Não podemos comparar nossas escolhas com uma fórmula matemática, com resultado certo. Nossa rota traçada, pós escolha, certamente é que chegaremos a salvo no final, ou seja, no “porto seguro”.  Se não der certo, apesar de nosso completo empenho, aceitar o resultado daquilo que se escolheu, é uma situação desconfortável, melhor dizendo.  Se o ser humano vive de escolhas, portanto, deve trabalhar sempre com as angústias e frustrações,  porque se der certo, colherá o lucro, e se não der certo, será  destino, fatalidade. Enfim, o jogo das escolhas, com influências diretas e indiretas sobre as pessoas. Toda resposta é uma escolha. Ninguém erra porque gosta de errar, ser perdedor.  Fazemos escolhas sempre pelo melhor: vida, amor, felicidade, dinheiro, lucro. Prejuízo ou lucro,  como enfrentar. Eis a raiz de muitos dos tormentos espirituais, das aflições de consciência e das agonias pessoais que vivemos: assumir os riscos e conseqüências das escolhas. Muitos superam essas condições que surgem pela vida, outros não. Enfim, fica a questão como encontrar a escolha certa e perfeita,  no enredo chamado “vida”, superando a mera sobrevivência do cotidiano, no exercício do arbítrio que existe em cada um e nos encargos que a liberdade nos impõe no mundo atual?  

quinta-feira, 16 de junho de 2011

RELACIONAMENTOS E CONEXÕES

Vivemos num mundo repleto de sinais confusos, propenso a mudar com rapidez e de forma imprevisível.  Relacionamento, requer garantia de permanência, cumplicidade, cujos personagens centrais são homens e mulheres, que ansiando pela segurança do convívio (talvez tomados pela sensação de fragilidade) e pela mão amiga, mutuamente se mantém ligados pela segurança do convívio, contando um com o outro num momento de aflição, talvez desesperados por "relacionar-se". Contudo, a noção de estarem ligados um ao outro, permanentemente, para não dizer eternamente, traz consigo a sensação de trazer encargos e tensões que talvez não possam suportar, e que de um modo, possa  limitar severamente a liberdade. Em nosso mundo de noção "individualizadora", os relacionamentos  oscilam entre o sonho e o pesadelo, não podendo determinar-se quando um se transforma no outro. Em tempos modernos, os relacionamentos talvez sejam os representantes mais comuns, agudos, perturbadores e profundamente sentidos de ambivalência, pois se encontram no cerne das atenções dos indivíduos e no topo da agenda existencial.  Relacionamento, é o único jogo que vale a pena, apesar dos riscos.  São os relacionamentos abertos a amizades, laços, convívio, enfim, modalidades diversas, válidos sob qualquer aspecto.  Fracassando, desaparecendo, vale a pena viver relacionamentos, haja vista a complexidade, porque, para serem desfeitos, os serem humanos, certamente buscaram ajuda a especialistas, ainda que valor de prestação de serviços. Por isso, talvez, em face dos prazeres e horrores que o relacionamento possa trazer (não é regra geral), as pessoas  estão  "conectando-se", ou seja, preferem falar em "redes", desfazendo-se da linguagem de relacionamento, como  compromisso permanente, passando a linguagem da "conectividade".   Diferente de relacionamento que tem pressuposto de engajamento mútuo, compromisso, difícil de se terminar, a conexão ou conectividade, é "ligar" e "desligar", sem remorso, pela rede que é a matriz. A palavra rede, na verdade sugere contato, que é estabelecido e cortado pela escolha, caracterizando-se "relações virtuais". Ao contrário dos relacionamentos de compromisso, as relações virtuais, são feitas sob medida para a vida moderna (atual realidade), onde os contatos aparecem e desaparecem numa velocidade crescente e em volume cada vez maior, onde é fácil entrar e sair,  diferentemente dos relacionamentos reais.  Na finalização, o relacionamento autentico, compromissado, é complicado para terminar, pois existem "n" situações para resolver (danos colaterais), enquanto o relacionamento virtual, pode se apertar a "tecla de deletar". Com atual tendência da virtualidade, perdeu-se a qualidade da conquista em detrimento da velocidade.  Quando se é traído pela qualidade, tende-se a buscar a desforra na quantidade.  A facilidade do desengajamento e do rompimento (a qualquer hora) não reduzem os riscos, apenas os distribuem de modo diferente, junto com as ansiedades que provocam, neste mundo moderno.  

AFINAL DE CONTAS A VIDA É REAL E NÃO VIRTUAL...

Augusto Cury, em sua obra I ntoxicação Digital, ed. Benvirá, 2a edição, 2024, p.135, escreveu: [...] A vida é dramaticamente curta para se v...