Visa o blog divulgar matérias sobre direito, política, vida e fatos, segundo o livre pensamento do autor do blog, e inserir no leitor provocações reflexivas, demandando o mesmo a pensar sobre o que foi escrito, os fatos descritos nos artigos, a realidade, tudo quanto se puder expressar através da escrita. Quando se fala em provocações, na verdade é dar um choque de realidade sobre o que se escreve, e levar as pessoas a refletirem sobre o conteúdo do escrito.
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terça-feira, 28 de junho de 2011
GESTÃO OU NEPOTISMO
Recentemente foi aprovado pela Assembléia Legislativa do Paraná, uma reforma administrativa do governador atual Beto Richa (PSDB), onde foi criado duas secretárias, sendo uma de Infraestrutura e Logística e outra de Família e Desenvolvimento Social. As novas Secretarias tem como titulares, seu irmão José Richa Filho (Infraestrutura) e a outra sua mulher Fernanda Richa (Família e Desenvolvimento Social), cujas reformas (reforma) custará aos cofres do Estado o valor aproximado de R$-8,6 milhões em salários e cargos comissionados. Veja que se for analisar pelo lado de gestão, é fato real que o Estado precisa atualizar sua forma de atuação para com a Sociedade. Por outro lado, também, tem o nepotismo (tão criticado em época eleitoral), e que ocorre no atual Governo, como ocorria no Governo anterior e, infelizmente, faz parte do cenário político nacional essa pratica. O que se observa nesse cenário, vamos chamar de gestão, é essas duas Secretárias são importantes para o Governo, inclusive, pelo ano de 2012 que é eleitoral. Ambas as Secretarias, terão controle sobre as verbas federais do PAC e do Programa Bolsa Família, como se ínfere dos noticiários do estado. Apesar da oposição existente na Assembléia legislativa, poucos deputados se levantaram contra o projeto, ocorrendo sua aprovação. Se é um retrocesso político (só o tempo poderá medir essa situação), o que se pode denotar dos fatos é que tudo se torna "projeto político", do Governo Estadual. Também pelo lado do emprego de parentes, ou com a aplicação da conhecida palavra "nepotismo", é nítido um favorecimento pessoal pela escolha de irmão e mulher, o que não foge do governo anterior. As reformas são interessantes ao governo Estadual, pois a Secretaria de Infraestrutura terá 1,52% de Investimentos do Estado o equivalente a R$-358 milhões em 2011 e a Secretaria de Família terá 204 milhões, ou seja, 0,87% da receita de investimentos. Em política, a "participação familiar" é importante, portanto, enquanto não é "poder" "jogar pedra no telhado alheio", mas na prática fica tudo igual. Essa é a cultura política do Brasil, vem desde a Carta do Escrivão Pero Vaz de Caminha, onde relatando a viagem, ao final pediu favores ao rei. Gestão ou nepotismo, o importante é caminhar, e o tempo é o melhor remédio para isso, ou seja, depois dos "quatro anos", fatalmente terá o resultado.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
FAZER ESCOLHAS
Não existe vida sem escolhas. Mesmo estando parados, estamos fazendo escolhas. Ao percorrer aos caminhos da vida, existirá sempre a necessidade de fazer escolhas. Ao contrário de decisão, esta de maior grandeza, com a nítida sensação de poder, ou seja, ligado as situações de deliberar, determinar, resolver. Particularmente prefiro a palavra “escolha” por entender ser uma situação democrática, uma sensação de certa liberdade para fazer opção. As escolhas que a vida nos impõe, melhor dizendo, não vem por acaso, e sim, por sucessões de fatores, variáveis situações. Ao optar pela escolha desejada, iniciamos uma trajetória, sempre imaginando resultados positivos, mesmo sabendo que poderá ocorrer eventualmente incertezas, frustrações, pois estará no campo da previsibilidade. Se fizermos a escolha pelo desconhecido, certamente teremos a sensação do medo, pois está dentro da lógica de um resultado de sucesso ou insucesso, podendo gerar uma espectativa frustrante, dúvida, desconfiança. Mesmo na escolha daquilo que conhecemos, também haverá o risco do resultado. Optando pela escolha, traçamos a meta, o propósito, enfim, a conquista que objetivamos. Ultrapassados o momento das escolhas, passamos a fase da execução, e conforme enfatizado, chegaremos a um resultado. Não podemos comparar nossas escolhas com uma fórmula matemática, com resultado certo. Nossa rota traçada, pós escolha, certamente é que chegaremos a salvo no final, ou seja, no “porto seguro”. Se não der certo, apesar de nosso completo empenho, aceitar o resultado daquilo que se escolheu, é uma situação desconfortável, melhor dizendo. Se o ser humano vive de escolhas, portanto, deve trabalhar sempre com as angústias e frustrações, porque se der certo, colherá o lucro, e se não der certo, será destino, fatalidade. Enfim, o jogo das escolhas, com influências diretas e indiretas sobre as pessoas. Toda resposta é uma escolha. Ninguém erra porque gosta de errar, ser perdedor. Fazemos escolhas sempre pelo melhor: vida, amor, felicidade, dinheiro, lucro. Prejuízo ou lucro, como enfrentar. Eis a raiz de muitos dos tormentos espirituais, das aflições de consciência e das agonias pessoais que vivemos: assumir os riscos e conseqüências das escolhas. Muitos superam essas condições que surgem pela vida, outros não. Enfim, fica a questão como encontrar a escolha certa e perfeita, no enredo chamado “vida”, superando a mera sobrevivência do cotidiano, no exercício do arbítrio que existe em cada um e nos encargos que a liberdade nos impõe no mundo atual?
quinta-feira, 16 de junho de 2011
RELACIONAMENTOS E CONEXÕES
Vivemos num mundo repleto de sinais confusos, propenso a mudar com rapidez e de forma imprevisível. Relacionamento, requer garantia de permanência, cumplicidade, cujos personagens centrais são homens e mulheres, que ansiando pela segurança do convívio (talvez tomados pela sensação de fragilidade) e pela mão amiga, mutuamente se mantém ligados pela segurança do convívio, contando um com o outro num momento de aflição, talvez desesperados por "relacionar-se". Contudo, a noção de estarem ligados um ao outro, permanentemente, para não dizer eternamente, traz consigo a sensação de trazer encargos e tensões que talvez não possam suportar, e que de um modo, possa limitar severamente a liberdade. Em nosso mundo de noção "individualizadora", os relacionamentos oscilam entre o sonho e o pesadelo, não podendo determinar-se quando um se transforma no outro. Em tempos modernos, os relacionamentos talvez sejam os representantes mais comuns, agudos, perturbadores e profundamente sentidos de ambivalência, pois se encontram no cerne das atenções dos indivíduos e no topo da agenda existencial. Relacionamento, é o único jogo que vale a pena, apesar dos riscos. São os relacionamentos abertos a amizades, laços, convívio, enfim, modalidades diversas, válidos sob qualquer aspecto. Fracassando, desaparecendo, vale a pena viver relacionamentos, haja vista a complexidade, porque, para serem desfeitos, os serem humanos, certamente buscaram ajuda a especialistas, ainda que valor de prestação de serviços. Por isso, talvez, em face dos prazeres e horrores que o relacionamento possa trazer (não é regra geral), as pessoas estão "conectando-se", ou seja, preferem falar em "redes", desfazendo-se da linguagem de relacionamento, como compromisso permanente, passando a linguagem da "conectividade". Diferente de relacionamento que tem pressuposto de engajamento mútuo, compromisso, difícil de se terminar, a conexão ou conectividade, é "ligar" e "desligar", sem remorso, pela rede que é a matriz. A palavra rede, na verdade sugere contato, que é estabelecido e cortado pela escolha, caracterizando-se "relações virtuais". Ao contrário dos relacionamentos de compromisso, as relações virtuais, são feitas sob medida para a vida moderna (atual realidade), onde os contatos aparecem e desaparecem numa velocidade crescente e em volume cada vez maior, onde é fácil entrar e sair, diferentemente dos relacionamentos reais. Na finalização, o relacionamento autentico, compromissado, é complicado para terminar, pois existem "n" situações para resolver (danos colaterais), enquanto o relacionamento virtual, pode se apertar a "tecla de deletar". Com atual tendência da virtualidade, perdeu-se a qualidade da conquista em detrimento da velocidade. Quando se é traído pela qualidade, tende-se a buscar a desforra na quantidade. A facilidade do desengajamento e do rompimento (a qualquer hora) não reduzem os riscos, apenas os distribuem de modo diferente, junto com as ansiedades que provocam, neste mundo moderno.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
EDUCAÇÃO PARA TODA VIDA
Muita discussão existe sobre proposta para educação no Brasil. Tenho para mim que educação é um ferramenta de extrema relevância para o indivíduo, pois vai à escola desde tenra idade e até atingir a idade considerada adulta, portanto, a educação que venha receber deve ser para toda a vida, para abrir caminhos e horizontes. É uma ferramenta necessária para a sobrevivência, num mundo onde existe uma amplitude de conhecimento, contudo, ficamos restritos a especialização, que inibe de certa forma a criatividade. Educar não é lembrar. É na verdade um desenvolvimento que o indivíduo recebe nos bancos escolares para a vida toda. Existe a impossibilidade de ensinar ou aprender tudo, ante a imensidão de informação e conhecimento disponível, contudo, devemos repensar a metodologia utilizada de forma que as pessoas possam aprender além escola. O processo de educação não deve ser feito para treinar pessoas a copiar informação, decorar fórmulas e guardar no celebro. Ela deve capacitar o cidadão para novas fronteiras do conhecimento como explorar, capturar, selecionar, pensar, agir, julgar e utilizar as informações recebidas durante o ensino, de forma que além da memória, poderá ter um pensamento crítico e necessário sobre diversos assuntos. As diversas formas e metodologias de ensino deveriam capacitar ainda, os indivíduos a organizar, sistematizar, ampliar os conhecimentos, não só individualmente, como coletivamente, recebendo ensinos de socialização, liderança, criatividade, sensibilidade, solidariedade, fraternidade, ética, valores esses essenciais, que devem permear a vida de cada indivíduo, fundando-se a instrução em capacidade de compreensão, tolerância entre os relacionamentos a que estão submetidos, sob pena de ficarmos isolados, apesar de vivermos em coletividade. A educação é um direito de todos. Não deveria ficar subordinada a nenhum critério político, ideológico, evitando discriminações, sob pena de termos um “conhecimento limitado”. É uma porta que se abre para fora, não para dentro do indivíduo. Traz liberdade, verdade, segurança de escolha, aumentando as expectativas de vida, fazendo que as novas gerações de jovens, possam com o acesso amplo do conhecimento, fazer escolhas e delas fazer bom uso de regras legais e morais, principalmente, crescer no pleno desenvolvimento de sua personalidade, em todos os setores que a vida exige, sem culpa alguma, navegando firmemente pelo mar de informações. Ao deixar o ambiente escolar, certamente, cada indivíduo, poderá ser capaz de estudar e aprender durante o resto da vida, abrindo seu próprio caminho, desvendando mistérios que a vida exige.
terça-feira, 7 de junho de 2011
IMENSA SOLIDÃO
Apesar de vivermos na concentração urbana, rodeados de pessoas, em todos os lugares, somos mais um na multidão. Ao mesmo tempo que estamos rodeados de pessoas, estamos sós - muitos próximos mais longe demais? Cada pessoa possui uma singularidade. Todos são diferentes uns dos outros, não existindo fabricação em série de seres humanos, por enquanto, ao que parece. Na verdade estamos em um agrupamento de pessoas, sem mutualidade de interesses. Cada um por si mesmo, ou, "cada macaco no seu galho". Antes só do que mal acompanhado. Assim por diante. Nosso individualismo tem se refletido na educação de mercado, que é especialização. Estamos sós e agora. Como agir no coletivo, se não somos capazes de sociabilizar ou conviver em comunidade (esta é diferente de agrupamento, porque existe a partilha de cuidados reciprocos). O confronto entre "solidão" e "solidariedade", é diferente. Enquanto solidão, é nitidamente por si mesmo, solidariedade é sentido de firmeza à vida coletiva. Outrora, poderia ser a solidão, como ato de refletir, estar só, pensar, e pensar na vida. Hoje, temos a solidão como uma forma de vida, onde a pessoa se mergulha para fugir da própria vida, ou abandonar de vez a vida, tentando aniquilar sentimentos, sufogar a própria angustia trazida pela civilidade, com muitas opções, contudo, nenhuma traz satisfação, apenas meras aparências ou até nos tornamos invisíveis. Precisamos resgatar nosso senso de mutualidade, fraternidade, compreensão, solidariedade, aos invés de se tornamos invisíveis, saber que antes de tudo somos pessoas, precisamos uns dos outros, objetivos comuns e coletivos, sem o caráter calculista e interesseiro.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
SUSTENTABILIDADE - TOMADA DE CONSCIÊNCIA E RESPONSABILIDADE COM AS GERAÇÕES FUTURAS
O Brasil está vivendo momentos de discussão do Código Florestal. Denota-se verso e anverso da questão. Contudo, querem mais terras para o plantio, esquecendo-se do universo biológico do território nacional, completamente diversificado (amazônia, cerrado, pantanal, campos gerais, mata atlântica, sertão nordestino, minas gerais, bahia, outras regiões). É fato notório que hoje em dia, nosso meio ambiente é atacado com facilidade. Danificamos rotineiramente a camada de ozônio, aquecemos o globo, poluimos ar, águas, rios, mares, destruímos florestas, esvaziamos recursos minerais, levamos várias espécies de animais, árvores, flores, frutos, a extinção. Devastamos o meio ambiente sem precedente, em função de nosso própria sobrevivência, e também do lucro exorbitante. A sustentabilidade é uma tomada de consciência, porque é o uso racional de todos os recursos naturais, para que futuras gerações possam respirar ar fresco, ter água limpa e gozar da natureza. O desenvolvimento sustentável é na verdade, "atender às necessidades do presente sem comprometer a capacidade das futuras gerações de atender às suas próprias necessidades. O desenvolvimento sustentável tornou-se o tema atual e global das nações, com ações conjuntas afim de eliminar a poluição do planeta. O mundo tem boas razões para ser grato à nova disseminação dessa idéia. Deve-se desenvolver políticas públicas, lançando mão do compromisso da cidadania e responsabilidade, afim de ajudar a preservar o meio ambiente.
Cidadania e meio ambiente, surge o cidadão ecológico, tendência que transpõe teoria e prática. O papel do cidadão na política ambiental, é envolver com capacidade de pensar, valorizar e agir, evitando o consumo excessivo (atualmente é insustentável), começando pelos países ricos, com mudanças no estilo de vida, algo que nenhum cidadão vai achar fácil. O ser humano tem capacidade de reconhecer, pensar e julgar por si mesmo, portanto, o nosso sistema convencional de vida, em face do meio ambiente e da sustentabilidade, poderá sofrer perdas de liberdade e dos direitos humanos correspondentes, evitando o caos, proporcionando as futuras gerações a liberdade de usufruir do ar fresco que nos estamos usufruindo.
A relevância da cidadania e da participação social não é apenas instrumental. Elas são partes integrais daquilo que devemos preservar. Temos de combinar noção básica de sustentabilidade correta, com uma visão ampla dos seres humanos - uma visão que inclua os agentes cujas liberdades têm valor, com padrões dignos de vida e não reduzidos a meros objetos. Robert Solow, notável economista, em sua monografia "Um passo quase prático em direção à sustentabilidade), publicado em outubro de 1992, "vê a sustentabilidade como o requisito a ser deixado à próxima geração: "tudo o que for necessário para que ela consiga um padrão de vida pelo menos tão bom quanto o nosso e para que possa olhar para a geração seguinte da mesma forma".
Cidadania e meio ambiente, surge o cidadão ecológico, tendência que transpõe teoria e prática. O papel do cidadão na política ambiental, é envolver com capacidade de pensar, valorizar e agir, evitando o consumo excessivo (atualmente é insustentável), começando pelos países ricos, com mudanças no estilo de vida, algo que nenhum cidadão vai achar fácil. O ser humano tem capacidade de reconhecer, pensar e julgar por si mesmo, portanto, o nosso sistema convencional de vida, em face do meio ambiente e da sustentabilidade, poderá sofrer perdas de liberdade e dos direitos humanos correspondentes, evitando o caos, proporcionando as futuras gerações a liberdade de usufruir do ar fresco que nos estamos usufruindo.
A relevância da cidadania e da participação social não é apenas instrumental. Elas são partes integrais daquilo que devemos preservar. Temos de combinar noção básica de sustentabilidade correta, com uma visão ampla dos seres humanos - uma visão que inclua os agentes cujas liberdades têm valor, com padrões dignos de vida e não reduzidos a meros objetos. Robert Solow, notável economista, em sua monografia "Um passo quase prático em direção à sustentabilidade), publicado em outubro de 1992, "vê a sustentabilidade como o requisito a ser deixado à próxima geração: "tudo o que for necessário para que ela consiga um padrão de vida pelo menos tão bom quanto o nosso e para que possa olhar para a geração seguinte da mesma forma".
quinta-feira, 12 de maio de 2011
MODERAR O CRÉDITO AO CONSUMIDOR
O mercado brasileiro de consumo é demais vulnerável. Nota-se que o consumidor, pela grande oferta de crédito, vai sendo seduzido por compras parceladas sem precedentes, atraido certamente pelo "caráter profissional do mercado". O Brasil, na verdade, é o paraíso dos juros caros (um dos mais altos do mundo para o consumidor). Investimentos estruturais no Brasil, não vem ocorrendo há mais de uma década. Somente investimentos financeiros, o que preocupa de certo modo agências de avaliação internacionais, sobre o "risco Brasil". Denota-se que a farta oferta de crédito, como atualmente ocorre, facilita o endividamento dos consumidores, numa época em que o salário não cresce na medida da inflação, apesar da oferta de empregos ser maior, no setor qualificado de mão-de-obra. Vislumbra-se que o ganho "informal" tem sido o propulsor do mercado, principalmente atrelado ao ganho da classe "c" assim denominado pelo mercado. Esta existindo um desequilíbrio das finanças pessoais do consumidor, à medida que a inadimplência vem crescendo, conforme preocupação do mercado financeiro, fazendo crescer as taxas de juros. O brasileiro está endividado. Está é a realidade de mercado, constatada nos últimos dias pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, o que chama atenção, pois a "inadimplência" (aumento 2,5% em abril, conforme pesquisa) conseqüencia direta, traz encarecimento de juros e seus acessórios. Ou seja, em palavras esclarecedoras "o brasileiro está gastando mais que sua renda", complementando sua renda com créditos de cartões de créditos em geral, contudo, renda ilusória, cavando sua própria sepultura, sem precedentes, como se fosse o "consumo" uma forma de vida, sem regramento - obrigação ao consumo como meio de existência. Não é. Poupar é necessário, para aumentar a capacidade de negociação de mercado. A grande oferta de crediário, em calçados, alimentação, roupas, passagens aéreas/ou lazer, compra de automóveis, imóveis em geral, leva um pagamento a mais em juros, e com o dinheiro em mãos, certamente o consumidor tem um mecanismo farto para negociação. Ganho certo na compra com descontos de no mínimo de 10% à vista, inclusive, obtendo descontos em pagamento entre 03 e 05 parcelas da compra. Continua, ainda a valer o senso equilibrado para o consumo, sob pena do consumidor cair na garra dos altos juros, numa ciranda financeira interminável, absolutamente dramática, exploração sem limites, num mercado alheio a qualquer ética. O Código de Defesa do Consumidor, desde sua concepção na década de 1990 (Lei 8.078/1990), aspira regulamentar todos os contratos de consumo, coibindo a práticas abusivas, as facilidades de créditos que regulamentam as fases de formação e de execução de contratos de financiamentos e créditos para compra de bens e serviços, discurso sedutor de vendedores que estimulam compras inconsideradas (censurável leviandade na oferta de crediário), enfim, praticas comerciais abusivas, que levam ao superindividamento do consumidor. Apesar da proteção legal existente, via CDC e outros sistemas de proteção ao consumidor, a decisão de consumir é pessoal do consumidor. Cabe a ele decidir o que comprar, quando e como pagar. O CDC cria uma legislação de proteção e não de coibir o consumo, ou seja, "cabe ao consumidor refletir sobre a real necessidade/utilidade da compra a ser feita e sua real possibilidade de pagar a futura dívida". Poupar, ainda continua sendo a melhor forma de comprar, segundo os especialistas financeiros, recomendando sempre cautela para o consumidor na hora de ir às compras. Moderar o crédito ao consumidor, é uma questão social, sob pena de incorrer num superindividamento sem fim, impagável, levando a um estado de insolvência sem precedentes.
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