Como é um dia específico de celebrar as conquistas das mulheres e seus
desafios.
Fui criado por uma mulher D. Lúcia... meu pai faleceu tinha eu cinco
anos e mais dois irmãos gemeos em 1965. Uma longa trajetória de
sobrevivência. Superou a figura paterna, dentro de seus limites.
Aprendi com minha avó Maria Moreno Godoy muitas coisas para a vida:
plantar e cultivar flores e verduras, além do trato de conservá-las, pois era espanhola e veio
de Minas Gerais. Ensinou muitas coisas.
Minha tia Olivia costureira, com certa deficiência visual tirava seu
sustento na máquina de costura. Procurei muitas agulhas para ela, além de
alfinetes e emendar peças para costura... e também com retalhos fazia peças de
vestuário para a família ou quem necessitasse.
Tias também tive: Tia Tina, Evanilde, Marina, Marcelina,
Dolores...valorosas mulheres.
Primas Maria do Rosário, Elaine, Edilene, Marilda, Mariamós, Ana Maria,
por conta da convivência.
Depois veio minha irmã, que ajudava nas tarefas da casa, enquanto minha
mãe trabalhava e estudava. Depois veio D. Marcia, sogra D. Tereza.
Veio minhas filhas mulheres: Talita e Laura.
Da Talita vieram três lindas mulheres: Maria Clara, Ana Luiza e Sarah
Beatriz, que certamente farão sua trajetória.
Convivo com grandes mulheres advogadas, que lutam pela sobrevivência na
Subseção de Cianorte e em outros locais que exerço a advocacia.
Além daquelas advogadas que fazem parte das câmaras de seleção e
especial que participo na Seccional do Paraná (deixo de mencionar o nome
delas porque são muitas e muitíssimas competentes e de uma sensibilidade
extrema para decidir).
Na Seccional do Paraná, atualmente, cada câmara é presidida por uma
mulher Dra. Marilena Winter (Câmara Especial além de ser nossa vice-presidente
da Secional do Paraná e já tinha trabalhado Câmara de Seleção anterior
1916/1918) e Dra. Christhyanne (Câmara de Seleção).
Não poderia falar diferente das mulheres, pois todas que tenho convivido
cada qual deixa seu legado de sensibilidade, humanidade e justiça.
Minha primeira professora escolar foi D. Helena, deu rumo ao meu saber!
Assim sou grato a todas elas e no convívio da vida, tenho aprendido que
uma mulher tem capacidade plena para a vida, sem limites, além do digno
respeito que merece de toda a sociedade, principalmente dos homens!
Abraços a todas as mulheres.