A todo momento temos
visto falar que precisamos de “mudanças e transformações” na política, na
economia, no meio ambiente, enfim, em todos os locais onde o homem está
presente (sociedade, país, mundo, planeta..). Essa é a preocupação constante,
ou seja, mudar para melhor, é lógico. Em que pese vivermos num mundo tecnologicamente
moderno, assim melhor dizendo, todavia, nada alterou no elemento humano e seu
DNA. A noção de mudança é ideia de
melhorar; transformar é uma ideia de pior para bom, regular e assim para uma
situação ótima. Não se trata de mudar palavras em situações fictícias, mas sim
a realidade onde vivemos, trabalhamos e passaremos o resto de nossa vida: nosso
bairro, cidade, estado e o país, talvez até o mundo. Em época eleitoral, como
atualmente vivemos (eleições municipais) presenciamos candidatos prometendo
mudanças profundas, com enfrentamento de questões do dia-a-dia do cidadão:
saúde, segurança, educação, emprego, moradia, mobilidade urbana, corrupção..., enfim,
mudanças e transformações que mobilizam o eleitor cidadão a simpatizar e votar de
boa fé, cumprindo o dever legal de votar. Infelizmente, mudanças e
transformações, exigem sacrifícios, compromissos, dificuldades e o
encorajamento de toda à sociedade para que nossas ações possam transformar a
cidade, numa cidade feliz e mais humana, assim também nosso país, o mundo em
geral, superando crises e problemas. É obvio que coisas mudam sempre a todo
momento, inclusive, a vida numa dinâmica sem precedentes, mesmo que seja
natural. Queremos sempre mudanças e transformações estruturais sem repetições e
retornos, mas, esquecemos que somos humanos e neste aspecto embora tentamos,
não conseguimos atualizar e transformar num ser evoluído ética e moralmente,
pois temos vícios que estão no próprio DNA. Existe a possibilidade de moldar e
estabelecer regras de convívio e comportamento social, todavia não é uma
alteração das características do ser humano, pois essa não se altera com
regras, leis, regulamentos. Não pode se deter o mundo, pois apesar dos
consertos e reparos, continuamos humanos e não máquinas desenvolvidas, com
atualização diária de software. Ainda que o ser humano possuidor de razão,
desejos, vontades, livre arbítrio, paixões, nada impede também que tenha dignidade,
coerência, postura, honestidade, atitudes éticas e decentes, transparência, o
que anda faltando em muito no atual Brasil, salvo exceções, que toda regra tem.
O certo é que, mesmo sendo humanos e imperfeitos, nas eleições de 2012, os
eleitores têm esperança que os pretensos candidatos tenham no mínimo senso
moral e escrúpulos, já que muitos
pretendentes serão barrados pela Lei da Ficha Limpa.
Artigo publicado no Jornal "Folha Regional de Cianorte", edição do dia 24 de junho de 2012.