Visa o blog divulgar matérias sobre direito, política, vida e fatos, segundo o livre pensamento do autor do blog, e inserir no leitor provocações reflexivas, demandando o mesmo a pensar sobre o que foi escrito, os fatos descritos nos artigos, a realidade, tudo quanto se puder expressar através da escrita. Quando se fala em provocações, na verdade é dar um choque de realidade sobre o que se escreve, e levar as pessoas a refletirem sobre o conteúdo do escrito.
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domingo, 20 de maio de 2012
CIDADÃO CONSUMIDOR
Estamos vendo o Brasil, em franco desenvolvimento, nestes últimos anos. Não é mera constatação pessoal, é real, fato que é comprovado pelos índices econômicos (91,8 mihç~ões de brasileiro na "classe C". Nada contra o consumidor adquirir bens, tanto para uso pessoal como para ampliação de seu conforto. O que se combate, é que o cidadão tem que ser plenamente consciente de suas escolhas, portanto, não deve ser apenas consumidor, ou seja, compra o que estiver na vitrine, sem atentar as reais condições de uso. Quando se refere em cidadão consumidor, tem-se uma conotação dirigida a adquirir bens, contudo, é de amplidão plena, essa situação. O cidadão consumidor, embora seja fruto de um sistema democrático, todavia, deve temer não ficar refém do sistema de consumo, que coloca todo dia no mercado novos produtos. Veja o exemplo de celular (aparelho) todo o dia existe uma inovação surpreendente e tecnológica, sem precedentes. Se o cidadão não for consciente, fará dívidas e mais dívidas, para se manter atualizado levando ao caos financeiro, pois é fato real o endividamento da população. Numa economia eminentemente de mercado, o cidadão é mais consumidor, dado a ser exorcizado pela mídia frenética do consumo, sem limitação, a todo instante. O consumidor, nestes tempos de melhor qualidade de vida e cidadania, deve ficar atento, para não se encantar com as ofertas agressivas do mercado não escolher de forma consciente o seu real objeto de desejo. É dever do estado, fomentar políticas públicas para conscientizar o consumo, consoante prescrição do artigo 5º, inciso XXXII da Constituição Federal, que deu azo a Código de Defesa do Consumidor (lei 8.078/1990). Para se ter um cidadão consumidor de fato e de direito, é necessário, antes de tudo promover sua cidadania em educação (todos os níveis), ofertar aos mesmos boas qualidades de serviços públicos como saúde, segurança, habitação, infra-estrutura de transporte público e de passageiros. O consumidor, tem direitos pessoais, livre escolha, contudo, não pode ser objeto passivo de uma política de mercado agressiva. O consumidor cidadão deve ser consciente de sua escolha para o consumo, seu objeto de desejo, para não ficar comprometido com sua vida ou de sua família. Ah, tem mais, em 2012 tem eleições municipais, o cidadão não ao invés de consumir as propostas ditadas pelo candidatos, deve exigir propostas concretas, participativas que transformam a vida da sociedade, amplie a solidariedade social, melhor qualidade de vida, pois desenvolver não é crescer. Crescimento é relação direta com aumento de consumo e Desenvolvimento, é ter o cidadão uma qualidade excelente de vida e cidadania.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
CPI DO CACHOEIRA
Não poderia esquecer
um assunto tão atual, debatido a todo o momento
nos meios de comunicação, político e jurídico do Brasil a “CPI do Cachoeira, decorrente da Operação Vegas”
realizada pela Polícia Federal. Tornou-se a mina de ouro noticiários. A CPI que
está investigando a pretensa ligação de
Carlinhos Cachoeira com políticos do Brasil inteiro, sem distinção partidária, pelo
contexto do noticiário. Fato surpreendente é que o empresário Carlinhos Cachoeira (Carlos Augusto Ramos), tornou-se um espetáculo, bem no tempo de julgamento
pelo STF da CPI do Mensalão, que revelou
um dos maiores escândalos de corrupção do Brasil. Segundo declaração do
Procurador Geral da República Roberto Gurgel “o mensalão é o atentado mais grave que já tivemos à democracia
brasileira”. Coincidência ou não, é que ambos os casos são preocupantes,
haja vista indícios de corrupção, crime organizado, entre outros atos atentatórios
à democracia, envolvendo políticos, siglas partidárias, autoridades e agentes públicos;
uma afronta ao cidadão de boa fé, que paga seus religiosos impostos e tem o
dever de votar. No específico caso da CPI do Cachoeira, está em destaque,
ainda, o procedimento e ações do senador
Demóstenes Torres, até então um Senador
acima de qualquer suspeita, tendo sido
aprovado no dia 08 de maio corrente, pelo Conselho de Ética do Senado processo
disciplinar, em função de ter indícios de provas de defender
“pseudos” interesses ligados a negócios de Carlinhos Cachoeira, já envolvido
anteriormente em 2004, no caso “Waldomiro Diniz”. Também em evidência e em estado de apreciação
pelo Executivo (já teve aprovação no Senado e na Câmara o Código Florestal),
talvez “cachoeira”, seja assunto
corrente em Brasília, reacendendo lembranças políticas partidárias e das
eleições de 2012. Aí lembramos que várias CPIs, foram processadas em Brasília,
com os respectivos méritos de resultados, de igual forma em estados e municípios.
Atualmente, as CPIs mais noticiadas a nível de Paraná, é de Londrina (Prefeito)
e Curitiba (Câmara Municipal), além daquelas CPIs em instalação, andamento de trabalhos ou
concluídas na Assembléia Legislativa do
Paraná conhecidas dos paranaenses (CPI dos Leitos dos SUS, CPI dos
Portos, CPI dos Grampos e CPI do Pedágio
entre outras). A CPI é instrumento legal,
prevista no artigo 58 e parágrafo 3º da Constituição Federal, com poderes de
investigação, obedecendo os princípios legais de ampla defesa e as liberdades
públicas. Além do caráter investigatório, o que mais é mais visível é a imagem
dos parlamentares, como se fossem atores cinematográficos, apaziguando
interesses e preservando amizades, num verdadeiro paraíso de vaidades. Tem
parlamentar que é oportunista, utilizando sua condição de relator das
investigações para se projetar no cenário nacional. Toda regra tem exceção, é
claro, pois existem os parlamentares integrantes das CPIs que executam seu
trabalho de forma serena, digna da função parlamentar, acima de qualquer
interesse e vaidade, colaborando pela sua finalização (se não terminar em pizza),
produzindo relatório que vai apontar erros, pretensos crimes, responsabilidades,
encaminhando as autoridades competentes, que é justamente a finalidade das
CPIs.
Matéria publicada no Jornal "Folha Regional de Cianorte" dia 13 de maio de 2012.
domingo, 13 de maio de 2012
HOMENAGEM AS MÃES
Não poderia passar esse dia, sem homenagear as mães. Entendo que todo os dias são dias de mães. Hoje, as mães em sua maioria representam uma viga mestra de uma família. Tem família que a mãe é tudo: trabalha fora, trabalha em casa, cuida, zela, ensina e educa filhos, enfim,... Homens, não fazem nenhum pouco daquilo que fazem as mães. Não existe instinto para isso, talvez. Mais mãe é mãe, é aquela que está ali ao nosso lado, nas horas intermináveis da vida na vitória, derrota, e nas tempestades infindáveis que a vida nos proporciona. Mães não é somente àquelas que geram filhos, mais àquelas que não tendo filhos, com corações abertos adotaram filhos de outras mães, conseguindo alcançar mister da maternidade. As mães são a perenidade do amor, sem elas não estávamos nesse mundo, já que o cuidado de mãe é tão perfeito, que impossível de terceirizar... Pode haver imitação, mas não é igual. Homenagear as mães, num dia só é impossível, porque "todos os dias são das mães". Benditas são as mães. Deixo registrado nesse dia, um homenagem especial à minha mãe Lúcia, que sozinha criou e educou três filhos, além de outros filhos de outras mães, que teve privilégio de ensinar durante o exercício do magistério.
quarta-feira, 9 de maio de 2012
POBRES SERES VIRTUAIS
Cada dia mais, nota-se pessoas e mais pessoas conectadas, em redes sociais, internet em geral. Vislumbra-se que a afetividade anda cada vez menor, pois atrás de cada ser virtual, existe um ser humano carente, querendo ser participante de inúmeras redes sociais e compartilhamento de múltiplos acessos, seja a quem for, pois é preciso ficar conectado. Todavia, talvez seja minha impressão pessoal, mas estamos ficamos pobres demais. Embora, a tecnologia, em diversas situações expande a comunicação, dá acesso a margem de timidez, levando em maior ou menor escala as pessoas a se interagirem nesta virtualidade, jogando no ar complexos e desejos, mesmo assim continua ser virtual, descompromissado e pura liga tecnológica. Mais, ser feliz, pensar, sorrir, amar, escutar o coração do outro bater de verdade, sentir o calor de um e outro, seu cheiro, seu corpo, isso é coisa de humano e nenhum instrumento eletrônico ou robotizado vai conseguir fazer...Por enquanto não existe substituição para o ser humano, talvez existem pesquisas para fazer tentativas, no futuro poderá até ocorrer, não se sabe. Enquanto isso não ocorre, não se pode delegar para a virtualidade a felicidade, essa condição é humana, pessoal, calorosa, sem igual.
domingo, 6 de maio de 2012
ACESSO À INFORMAÇÃO PÚBLICA
Com
a aprovação da Lei 12.527 de 18 de novembro de 2011 (Lei de Acesso a
Informação), o Brasil dá mais um salto para consolidação do regime democrático,
ampliando a participação cidadã e fortalecendo instrumentos de controle da
gestão pública. Referido diploma legal não foi nada menos, que a regulamentação
ao artigo 5º, inciso XXXIII da Constituição Federal de 1988, garantindo ao
cidadão o exercício do seu direito de acesso à informação. Não obstante a tal
lei (não é assunto novo, pois temos a
Lei de Responsabilidade Fiscal, a Lei do Processo Administrativo a Lei do
Habeas Data e a Lei de Arquivos), o Brasil, vem se destacando sua desenvoltura
no que pertine acesso a “gestão pública”, sendo fato notório a existência de
vários “portais de transparências” criados pela administração pública, fato
esse também reconhecido internacionalmente, inclusive, com premiação. A lei 12.527/2011, veio a regular de forma
ampla o acesso a documentos e informações, buscadas pelo cidadão. Pela aludida lei, a regra é o acesso e o
sigilo, a exceção. Qualquer cidadão poderá, sem impedimento algum, obter informações públicas (àquelas não
classificadas como sigilosas), observado às regras e prazos. Desafios portanto
advirão para implementação dos acessos, para garantir as informações
asseguradas pela lei em vigor. No sistema democrático, o direito a informação é
um direito universal, direito protegido pela Declaração Universal dos Direitos
Humanos (art. 19), além da Constituição e outros pactos internacionais que o
Brasil é signatário. Constitui a lei em comento, um dever do Estado,
consolidando-se a “transparência pública” da administração pública federal,
estadual, municipal, órgãos públicos da administração dos Poderes Executivo,
Legislativo, Judiciário e Ministério Público, além de autarquias, fundações
públicas, empresas públicas, sociedades de economia mista e demais entidades
controladas direta ou indiretamente pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios.
Também entram as entidades privadas, sem fins lucrativos que recebem recursos
públicos. O benefício desta lei para o cidadão é proporcionar sua participação
na cultura de acompanhamento da administração e gestão pública. O cidadão bem
informado tem melhores condições de conhecer e acessar outros direitos
essenciais, como saúde, educação e benefícios sociais. Uma importante
iniciativa nesse sentido foi o lançamento, em 2004, do Portal da Transparência
do Governo Federal: “.www.transparencia.gov.br”, por outros entres públicos. São
estabelecidos prazos para que sejam repassadas as informações ao solicitante. A
resposta deve ser dada imediatamente, se estiver disponível, ou em até 20 dias,
prorrogáveis por mais 10 dias. O serviço
de busca e fornecimento das informações é gratuito, salvo gasto com cópias de
documentos. Enfim, a lei prevê,
ainda, que na comunicação da Administração com o cidadão a linguagem deve ser
clara e objetivo, garantindo a leitura fácil e entendimento de informações e
dados. A contemplação de um sistema de acesso à informação tem como princípio
básico, vencer a cultura de segredo que, muitas vezes, permeia a gestão
pública, impedindo o cidadão de conhecer mais sobre a execução orçamentária e
contas públicas diversas.
Matéria publicada no Jornal "Folha Regional de Cianore", dia 06 de maio de 2012.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
REALIDADE BRASIL
[...]
"Com a exposição de um escândalo por
dia, de vampiros, gafanhotos, laranjas e fantasmas, com a propaganda
estimulando o sexo sem limites, com a ridícula liberdade para irrelevâncias,
temos o indivíduo absolutamente desamparado, sem rumo ético. Isso leva a um
narcisismo desabrido, que se torna um mecanismo de defesa. Diante do espetáculo
da violência, diante dos cadáveres da miséria, do cinismo corrupto, somos levados a
endurecer o coração, endurecer os olhos, para vencer na vida competitiva ou
seremos tirados "de linha" como um carro velho. E aí surge o
problema: Se não um Mal claro, como seremos bons? O Mal é sempre o
"outro". Nunca somos nós. ninguém diz, de fronte alta: "Eu sou o
mal". Ou: 'Muito prazer, Diabo de Oliveira...". (Arnaldo Jabor - Estamos todos na Avenida Brasil -
Caderno 2, Jornal O Estado de São Paulo, dia 1/5/2012, p. D8).
O texto transcrito parcialmente, de autoria de Arnaldo Jabor,
conforme fonte acima citada, merece reflexão, porque, embora chocante, no faz
pensar na realidade do Brasil, hoje. Hoje é que nos importa, porque o amanhã,
será a colheita de hoje. Veja que sempre temos a capacidade de atribuir o “mal”
para os outros, não assumimos culpa e responsabilidade. Se vamos votar, não atentamos as qualidades do candidato,
talvez até influenciado seja o nosso voto; depois, repassamos culpa ao eleito
mandatário, e esquecemos que a cidadania é todo dia, toda hora. Aí surge o “mal”
e mandamos o pau, sem saber a origem. Nem tudo é desespero, mas existe
esperança, e essa esperança está em nós mesmos, nas nossas atitudes pessoais de
resguardar valores humanos e éticos, na transmissão das experiências vividas
durante nossa existência, que fará um projeto para o futuro. “Construir o
futuro significa viver o presente” (Antoine de Saint-Exupéry). A vida é assim,
cheia de tempestades, mas a pausa virá, o sol virá. Não obstante nossa atual
realidade seja imprecisa, em face dos atuais fatos (política, desenvolvimento, governo, saúde, educação, emprego, futebol...), não é motivo para deixarmos
de viver a vida em sua plenitude e avançar mais nos pensamentos e ideias efetivamente
democráticas, alimentando uma esperança de um Brasil melhor, pois nem tudo é
Avenida Brasil, novela da TV Globo que estreiou recentemente, obra de ficção que assemelha-se a realidade do nosso país.
domingo, 29 de abril de 2012
VOTO FACULTATIVO
Sempre se debateu no Brasil,
a trajetória do voto, ser obrigatório ou facultativo. Embora em nosso sistema seja
obrigatório, pela tradição que ocorreu com o Código Eleitoral de 1932 e pela
Constituição de 1988 (artigo 14, § 1º,
inciso I, para os maiores de 18 anos, havendo previsão dos facultativos no
inciso II). O voto facultativo merece amplo debate e discussão na atual
conjuntura política do Brasil. Saindo da questão de direito, se o voto é um
poder-dever ou é um direito, todavia, é fato notório que democracias de países
desenvolvidos optaram pelo voto facultativo, como é o exemplo da Comunidade
Britânica de outros continentes, além de Países da Europa ocidental. Na atual
conjuntura eleitoral no Brasil, o tema merece ser repensado, levando em conta,
que o voto voluntário ou facultativo, pode levar a uma melhor escolha de candidatos,
com efetiva participação consciente e motivada dos eleitores, querendo
mudanças. O voto obrigatório, leva o eleitor a comparecer às urnas, contra
vontade própria, tão somente para fugir às sanções previstas em lei, não exercendo a plenitude da cidadania,
votando talvez de forma inconsciente, naquele candidato que não conhece (fato
que estimula o trabalho na boca das urnas), ou votando pelo poder mobilizador
dos aliciadores, que o poder econômico
propicia; votar em branco, ou ainda, anular o seu voto. Tem-se constatado
ainda, que eleitores votam em branco ou anulam seu voto deliberadamente, como
protesto, ou por dificuldade de escolha de candidatos e partidos não têm
propostas, levando a elegerem cidadãos da mídia, como foi o caso de Tiririca
nas eleições de 2010, para deputado federal. Todavia, este deputado federal, quando pesquisado para candidato a prefeito de
São Paulo em fevereiro de 2012, conforme noticiado, não obteve respaldo para
tal disputa, desistindo da indicação. Denota-se que eleições municipais, são
mais preocupantes para o cidadão, influenciando diretamente nos seus interesses
pessoais (propriedade, emprego, comércio, renda, saúde, educação, segurança...),
assim exige do candidato a ser eleito
como prefeito e vereador, certa confiabilidade, pois interfere no seu futuro. O modo que cada pessoa vê o mundo na sua
particularidade e o contexto social atingem diretamente a disputa eleitoral. A formação da consciência política de nossa
população constituída por pessoas simples e honestas, porém sábias, poderão
avaliar as propostas de partidos e candidatos, acaso venha se estabelecer a lei
o voto facultativo, pois não é mantendo o voto obrigatório que poderemos
transformar a sociedade, pois se assim fosse o Brasil já teria resolvido seus
problemas sociais, com a obrigatoriedade do voto, como mecanismo de mudança
política. Ao contrário, o que tem-se verificado, nas nações onde o voto é
voluntário, os representantes têm melhor qualidade, a democracia revela-se
estável, distante de tumultos ameaçadores. O tema é polêmico, merece debate e
ampla discussão pela sociedade, para aperfeiçoamento dos ideais democráticos,
liberdade de discernimento e de agir.
Publicado no Jornal "Folha Regional de Cianorte" dia 29 de abril de 2012.
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