Visa o blog divulgar matérias sobre direito, política, vida e fatos, segundo o livre pensamento do autor do blog, e inserir no leitor provocações reflexivas, demandando o mesmo a pensar sobre o que foi escrito, os fatos descritos nos artigos, a realidade, tudo quanto se puder expressar através da escrita. Quando se fala em provocações, na verdade é dar um choque de realidade sobre o que se escreve, e levar as pessoas a refletirem sobre o conteúdo do escrito.
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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
VIVER A VIDA NO EXATO TEMPO
Obviamente ninguém passa por essa vida, sem preocupações. Existirá sempre a preocupação de viver a vida, trabalhando, cuidando da família, dos amigos, dos entes queridos, participando da vida em sociedade (igreja, clube, partidos, entidades de classes, sindicados...) enfim, como ser humano pessoa estamos sempre em um círculo social de convivência. Não vivemos só, mas, cada qual tem capacidade de viver sua própria vida, ainda que conectados por redes sociais. A vida precisa de atitude, ação, por isso surgem as tempestades, as preocupações, as tristezas, as alegrias, vem o choro, enfim, temos que lidar com essas inquietações inerentes a própria sobrevivência. O que não pode ocorrer em nós, é antecipar ou prorrogar sofrimentos, já que não podemos acrescentar tempo a vida. Essa verdade, não podemos combater, ou seja, adicionar tempo a nossa vida, pois não temos o poder do milagre de prorrogação de nosso tempo aqui na terra. Basta cada dia para vivermos. Hoje é o dia de viver, amar, perdoar, pensar, sorrir, comer, beber, trabalhar, enfim, "viver" esse é o maior milagre, hoje e sempre. Assim o ditado popular faz valer "não deixe para amanhã o que possa fazer hoje?". Ame enquanto tenha tempo, sorria enquanto pode, perdoar enquanto há tempo, para ficar livre da mágoa, do rancor, que trazem amarguras e doenças incuráveis, corrói nosso intimo e retira o prazer de viver intensamente... Nada que façamos de esforço poderá acrescentar um dia sequer no nosso tempo de vida na terra.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
SOCIEDADE DE MEDIDAS
Vivemos presentemente em sociedades de controle dinâmico e contínuo, tanto dos poderes instalados, como também de diversos sistemas que integram a sociedade. Existem medidas para compra de bens e serviços, devidamente regularizados por um ente legal. Adquirimos combustíveis com confiança de que estamos adquirindo efetivamente aquela quantidade que mostra no visor da bomba; o taxímetro marca o valor correto a ser pago; adquirimos mercadorias por quilo, litragem, numeração...; trabalhamos e recebemos pela medida do trabalho realizado; ao contrário não é razoável dizer que recebemos em troca os serviços públicos de relativa qualidade em razão dos impostos recolhidos. Somos governados por uma sociedade de medidas. Existem medidas para controlar nossa vida no trânsito, no domicílio, no uso de serviços mais simples da vida (água, luz, esgoto, telefone...). Somos também medidos e contabilizados em peso, tamanho, cor e sexo... infinidade de dados pessoais são levados em conta na sociedade. Também, em razão do descumprimento de regras e medidas, somos punidos. Talvez por todas estas situações e pela crescente fraude nesses serviços e em outros setores da vida social, reiteradamente denunciado pela mídia, tenhamos uma sociedade de desconfiança. Existe permanentemente entidades e poderes e também indivíduos, prestem conta, uns aos outros, com precisão, para que haja uma paz social permanente. A sociedade, embora organizada, não chegou ainda ao limite de praticar a desobediência civil aos poderes instituídos, quando estes superam a sobrecarga de poder, extrapolando suas funções. Tudo é regulado na sociedade, tanto por medidas, tomando-se esta na dimensão de leis e regulamentos, ainda, regimentos internos de determinadas organizações, e infinidade de procedimentos neste sentido, afim de se evitar o caos e manter a paz permanente da sociedade. Na venda de bens e serviços sob medida, instituídos por lei, procura-se com esse procedimento, ganhar tempo, rentabilidade e custo, pois se fossemos medir e pesar todos os bens e serviços que consumimos, é bem provável que a vida se resumiria a uma conferência eterna, o que geraria mais ainda conflitos. Em face do desenvolvimento da sociedade, nem sequer escapou também o indivíduo (ser humano) de ser medido e avaliado, talvez até por uma questão de mercado, não sendo respeitado a sua singularidade, passando a ser tratado meramente como objeto, com um número a mais na estatística, ou pela simples aparência, num ato sutil de desconsideração da personalidade. Atualmente e será crescente em nossa sociedade, que bens e pessoas sejam cada vez mais avaliados, medidos, aferidos, comparados, estabelecendo um excesso de controle, punição, contudo, ainda não se inventou a medida e a fórmula para amar, pensar, praticar gentilezas, perdoar e ser feliz... continuamos insatisfeitos, ansiosos, frustrados, infelizmente.
Matéria publicada no Jornal "Folha Regional de Cianorte" edição 539, domingo 05 de fevereiro de 2012.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
ULTRAJE A PERSONALIDADE
"A expulsão do modelo Daniel do BBB 12 "não é da minha conta", afirma o desembargador do TRT/RJ José Geraldo da Fonseca. O que, segundo ele, convida a pensar no imbróglio é a situação jurídica do caso, na qual houve a perda da chance de abocanhar um gorducho prêmio. (...) Tenho acompanhado pelos jornais o famoso "estupro" de Monique pelo modelo Daniel Echaniz. Para mim não houve estupro coisa nenhuma. Estupro é outra coisa. Houve uma pitada de hipocrisia e muito marketing. Como ninguém estupra sozinho, se era caso de expulsão, que expulsassem os dois. Do jeito como foi feito, parece perseguição e oportunismo. Nada como um babado desses para levantar a audiência. A Globo, claro, não toca na palavra "estupro", mas em "comportamento inadequado" do casal. Outra bobagem. Se aquilo era "comportamento inadequado", todos os outros casais dos BBB anteriores deveriam ter sido expulsos. A cor da pele do moço parece estar pesando nos julgamentos". (migalhas.com.br).
Mas, diante disso tudo, o que pode-se esperar é a Globo chamar o Daniel de volta e multiplicar a audiência do programa e evidentemente os lucros, nem que seja à custa de um ultraje a personalidade dos participantes na ação fatalmente orquestrada e turbinada "sob efeitos de álcool".
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
FALTA DE PRESENÇA
Mundo digital é uma maravilha. Mas, como toda tecnologia, toda inovação, novidade tem aspectos que não são levados em conta para uso e apropriação no dia-a-dia. Vivemos uma sociedade do "fast food", tudo rápido, como não tivesse mais o amanhã e tudo que fazemos hoje não poderá ser feito amanhã. Tudo é descartável, até os relacionamentos são de duração limitada. Vemos a cada instante pessoas colocando em meios sociais de comunicação de alcance social, seus motivos de vida, suas viagens, decisões, esperando sempre o sinal de curtir (no caso do facebook, twitter) uma aprovação que gera uma ansiedade inevitável. Já não temos decisões pessoais, legitimas, como se fosse o sistema (qualquer um deles) uma fórmula de consultoria de aprovação. Mas apesar disso continuamos na solidão, conectados por uma rede, mas de fato, cada qual em seu galho? Reunimos com pessoas em qualquer ambiente, para lazer, comemoração, enfim, por motivo de prazer de ficarmos juntos (pessoas humanas precisam de uns e outros) e quase sempre tem alguém presente, mais ausente, ligado e conectado "online", ou seja, "falta de presença". O ser humano tem a necessidade vital de ser reconhecido; as redes sociais é um campo fértil para tal situação, criando uma excitação digital, talvez gerando uma sensação de estar se comunicando, contudo, torna-se frustrante e vazio a vida digital. Não que a tecnologia não trouxe benefícios no dia-a-dia, contudo, seu uso, está sendo feito de uma forma desmedida; é como "comer tudo que visse pela frente", tornando-se obesos, pesados, nunca saciados. Se a maioria acha interessante, respeita-se essa posição, mas a certeza é de que "nem todos pensam desse jeito". Certamente o tempo será o juízo desse uso desmedido de tecnologia e o uso das redes sociais para aprovação para fatos decisivos da vida, talvez não seja a melhor escolha, já que nós temos o poder de decisão e não dependemos nenhum "curtir".
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
DURAÇÃO LIMITADA
Como seres humanos, temos limitação, pois nascemos, vivemos, morremos... Não se compara o ser humano, com produtos fabricados com duração limitada, com intuito tão somente de gerar consumo, riquezas, impostos e empregos, chamado de "obsolescência programada", que final gera uma montanha de lixo. Mas a vida, tem jeito de viver com dignidade e morrer com dignidade, basta vivermos de forma adequada, com serenidade, equilíbrio, sem extravagâncias cuidando do corpo, alma e mente. Talvez alguns seres humanos, dão-se aos vícios, outros doentes, morrem de uma forma anormal, quando poderiam gozar de uma duração maior de vida, outros por "n" questão dão cabo de sua própria vida, renunciando ao direito de viver. A normalidade prevista é que viveríamos com naturalidade, por inúmeros anos, até a velhice, no mínimo até 70 anos de idade, se fosse levar em consideração a idade média atual do brasileiro, havendo muitos casos que ultrapassam a esta média. Se vivemos com duração limitada, porque não viver em paz, harmonia, com qualidade de vida? As vezes agimos como se fossemos eternos, como jamais enfrentaríamos a adversidades da vida, mesmo a morte, que é um trajeto normal da existência. Agimos por avareza, incoerência, egoísmo, armazenando mágoas, criando conflitos intermináveis dentro de nós, e com os próximos, de forma que geramos um "monte de lixo" dentro de nós, que influenciará diretamente na duração da vida. Tornamos seres humanos insuportáveis, carregando esse lixo de mágoas, tristezas, apegados as miudezas sem importância para nossa vivência, talvez imaginando que isso seja experiência de vida, contudo, é apenas lixo de nossa breve existência terrena. Esquecemos de muitas coisas simples que poderíamos ter feito para viver com qualidade de vida, tanto material, sentimental e espiritual, sem gratidão alguma pelo gozo da existência, como se fosse a vida um mero favor do ente criador, ou culpando nossos país e entes queridos pela existência vivenciada. Enquanto produtos podem ser substituídos e trocados, a vida não tem esse privilégio, pois temos que conviver com ela; troca é impossível, depende de nós mesmos sua condução e daí a duração poderá ser ilimitada de amor, felicidade, alegria, pois se houver tempestades, crises, dificuldades (sempre haverá) maior será a superação dessas situações, é isso que torna a vida um espetáculo sem medida.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
LIBERDADE MODERNA
Liberdade sem limites
Liberdade que vira libertinagem.
Liberdade que vira em servidão
pois é obrigatório a felicidade,
que vira pesadelo;
que vira angústia.
Temos de ser livres,
felizes (ou aparentar).
Liberdade que mata o sorriso;
aniquila o amor;
fulmina os pensamentos.
Liberdade que o tempo não inventa,
mais marca nossos dias,
esmaga nossos sentimentos,
para sempre.
Onde existe a liberdade moderna?
Está pronta na internet?
No serviço de pronta entrega "delivery"
A liberdade moderna está em você,
na atitude de mudar, pensar, viver,
contestar e não aceitar padrões,
não ser refém,
não ser domesticado, como se estivesse
em uma gaiola.
Liberdade é viver sem algemas,
sem peias,
poder escolher,
pensar, amar, sorrir,
independente.
Liberdade que vira libertinagem.
Liberdade que vira em servidão
pois é obrigatório a felicidade,
que vira pesadelo;
que vira angústia.
Temos de ser livres,
felizes (ou aparentar).
Liberdade que mata o sorriso;
aniquila o amor;
fulmina os pensamentos.
Liberdade que o tempo não inventa,
mais marca nossos dias,
esmaga nossos sentimentos,
para sempre.
Onde existe a liberdade moderna?
Está pronta na internet?
No serviço de pronta entrega "delivery"
A liberdade moderna está em você,
na atitude de mudar, pensar, viver,
contestar e não aceitar padrões,
não ser refém,
não ser domesticado, como se estivesse
em uma gaiola.
Liberdade é viver sem algemas,
sem peias,
poder escolher,
pensar, amar, sorrir,
independente.
sábado, 21 de janeiro de 2012
FAZEMOS MENOS DO QUE O MÍNIMO QUE É NECESSÁRIO FAZER...
"Somos uma sociedade amedrontada, e com razão, por ameaçada concretamente. Sem linha de pensamento, conduta coerente e coragem de parte das autoridades, sem vontade de reduzir o crime, nada vai mudar. Alguns políticos e governantes heroicos vão à luta e procuram mudar a situação, mas - surpresa, surpresa - são criticados. O exército ocupa favelas, parece destruir o poder dos traficantes - por quanto tempo? Onde se refugiaram, de onde vão continuar mandando, enquanto houver milhões de usuários comprando sua mortal mercadoria? (Lya Luft - A riqueza do mundo, p.37, Record, 2011, Rio de Janeiro).
Enfim, "fazemos o menos que o mínimo que é necessário fazer", não só como cidadãos, mas também como profissionais, trabalhadores, pais, mães, maridos, esposas, autoridades, enfim... ainda inúteis".
Não que somos culpados por todas as coisas ruins, erros e desacertos que existem na sociedade. Mas deveríamos fazer um pouquinho mais que fazemos... pequenas atitudes alteram em muito nossa vida pessoal, familiar, profissional, sentimental, porque somos seres sociais, humanos, com recursos emocionais de sorriso, choro, sofrimento, perdas, ganhos, capaz de mudar, transformar, recuperar, superar... amar, sonhar, pensar... isso é o máximo da vida.
E na caminhada diária, não conseguimos diante de tudo que nos apresenta realizar "menos que o mínimo que é necessário fazer..." ainda que tenhamos a sensação de ter feito alguma coisa, sempre é "menos que o mínimo que se exige realizar, fazer...
Enfim, "fazemos o menos que o mínimo que é necessário fazer", não só como cidadãos, mas também como profissionais, trabalhadores, pais, mães, maridos, esposas, autoridades, enfim... ainda inúteis".
Não que somos culpados por todas as coisas ruins, erros e desacertos que existem na sociedade. Mas deveríamos fazer um pouquinho mais que fazemos... pequenas atitudes alteram em muito nossa vida pessoal, familiar, profissional, sentimental, porque somos seres sociais, humanos, com recursos emocionais de sorriso, choro, sofrimento, perdas, ganhos, capaz de mudar, transformar, recuperar, superar... amar, sonhar, pensar... isso é o máximo da vida.
E na caminhada diária, não conseguimos diante de tudo que nos apresenta realizar "menos que o mínimo que é necessário fazer..." ainda que tenhamos a sensação de ter feito alguma coisa, sempre é "menos que o mínimo que se exige realizar, fazer...
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