Pesquisar este blog

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

PARABÉNS ADVOGADOS

DIA 11 DE AGOSTO - DIA DO ADVOGADO

Hoje dia 11 de agosto, comemora-se no Brasil o “Dia do Advogado”. Transcreve-se neste mural virtual homenagem a todos os “advogados do Brasil”, que “lutam pelo direito e pela sobrevivência na profissão” “OS DEZ MANDAMENTOS DO ADVOGADO”, escrito por Juan Eduardo Couture Etcheverry, grande jurista uruguaio, que morreu na madrugada de 11 de maio de 1956. Seus restos mortais foram sepultados no Cemitério Geral de Montevidéu.

1) ESTUDA - O Direito se transforma constantemente. Se não seguires seus passos, serás a cada dia um pouco menos advogado.

2) PENSA - O Direito se aprende estudando, mas se exerce pensando.

3) TRABALHA - A advocacia é uma árdua fadiga posta a serviço da justiça.

4) LUTA - Teu dever é lutar pelo Direito, mas no dia em que encontrares em conflito o direito e a justiça, luta pela justiça.

5) SÊ LEAL - Leal para com o teu cliente, a quem não deves abandonar até que compreendas que é indigno de ti. Leal para com o adversário, ainda que ele seja desleal contigo. Leal para com o juiz, que ignora os fatos e deve confiar no que tu lhe dizes; e que quanto ao direito, alguma outra vez, deve confiar no que tu lhe invocas.

6) TOLERA - Tolera a verdade alheia na mesma medida em que queres que seja tolerada a tua.

7) TEM PACIÊNCIA - O tempo se vinga das coisas que se fazem sem a sua colaboração.

8) TEM FÉ - Tem fé no Direito, como o melhor instrumento para a convivência humana; na Justiça, como destino normal do Direito; na Paz, como substituto bondoso da Justiça; e, sobretudo, tem fé na Liberdade, sem a qual não há Direito, nem Justiça, nem Paz.

9) OLVIDA - A advocacia é uma luta de paixões. Se em cada batalha fores carregando tua alma de rancor, sobrevirá o dia em que a vida será impossível para ti. Concluído o combate, olvida tão prontamente tua vitória como tua derrota.

10) AMA A TUA PROFISSÃO - Trata de conceber a advocacia de tal maneira que no dia em que teu filho te pedir conselhos sobre seu destino ou futuro, consideres um honra para ti propor-lhe que se faça advogado.

Completando a homenagem, transcrevo parte da obra “A luta pelo direito” de Rudolf von Ihering, clássicos do direito, 2ª ed. Prefácio de Aurélio Wander Bastos, introdução de Roberto de Bastos Lellis, Ed. Lumen Juris, Rio de Janeiro, 1998, p. 128:

“A luta representa o trabalho externo do direito. Sem luta não há direito, da mesma forma que sem trabalho não há propriedade”.

sábado, 6 de agosto de 2011

SEQUESTRO DO NOSSO TEMPO

Talvez ao ler o título deste texto, muitos têm em mente que seria uma mensagem voltada a violência das ruas, que tanto enobrecem a manchete da mídia. Contudo, é uma violência contra a pessoa, seu individualismo.  Com a técnica e em plena era de informático, estamos sendo conduzidos a uma dominação sem precedentes, sem atentarmos para realidade. Estamos tão acostumados a sermos usurpados, que não prestamos atenção ao "nosso tempo livre". Veja que tudo se resume a utilização de tecnologia em nosso redor, afim de agilizarmos nossas tarefas habituais e de trabalho, para "ganhar tempo". Onde está o tempo ganho com o uso da tecnologia. É claro, não se deve deixar de atentar às boas soluções que ela nos trouxe, contudo, estamos perdendo nossa individualidade. Estamos sendo levados pela tecnologia, e ficamos atrelados de forma que não vivemos sem ela. Nunca se trabalhou tanto nesta geração. Levamos para casa ou em qualquer lugar onde estamos  "celulares, iPhones, laptops, enfim, uma gama de instrumentação eletrônica que nos mantém ligados perpetuamente", contudo, essa tecnologia que nos encontra em qualquer lugar e a qualquer momento, nos retira e desapropria de forma inconsciente, silenciosamente, nosso tempo individual, tão necessário para pensar, refletir, amar, meditar, entre outras coisas tão pessoais e humanas que são inerentes ao ser humano. Não é por tentar ocupar, melhor dizendo,  "ocupar nossa mente para não sermos pecadores ou ao menos tentados no tempo ocioso", é na verdade uma dominação que silenciosamente vai nos sufocando, tornando-se refém, como se fossemos animal domesticado,  sujeitando-se  a um estado de subserviência completa.  É um desafio atual, solucionar essa ideologia do "seqüestro do nosso tempo". Adauto Novaes, filósofo, escreve: "Transformar a ociosidade em pecado, ou estigma social, é uma forma de culpar os que ousam dispor de seu tempo livre. Não passa de uma estratégia de dominação".  Vale a pena organizar nosso tempo e gozar seu tempo livre, não é pecado e nem preguica.  É "viver com inteligência sem remorsos, é vida, saúde, liberdade e independência". Seja livre.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

'LIXO POLÍTICO"

Vi pela televisão o discurso do Ex-ministro Alfredo Nascimento que deixou recentemente o Ministério dos Transportes, no Senado, de forma parcial. O que chamou a atenção, e vi pela televisão trecho do seu discurso dizendo em síntese, dentre outras coisas  " que não era lixo, o PR (Partido da República) do qual é filiado não é lixo e os sete Senadores do PR não são lixo, e somos homens honrados".  Mais, ainda, disse que "cada um assuma a responsabilidade".  O Ex-Ministro deixou o comando do Ministério no dia 06 de julho, em plena crise.  Segundo disse no discurso que    "deixou o Ministério para concorrer a Governo do Amazonas e posteriormente retornou ao posto de Ministro. Quando saiu para concorrer a eleição deixou um pacote de investimentos do PAC de R$-58 bilhões, e quando retornou (10 meses depois), já estava em R$-72 bilhões".  Denota-se pelo discurso do Ex-Ministro, como desabafo, e pelo teor das palavras utilizadas, que tem mais culpados na jogada e não pode ser tudo atribuído ao "PR" ("PR não é lixo").    Não obstante as alegações do Ex-Ministro, achei interessante a colocação da palavra "lixo" em seu discurso, podendo ter a conotação de ter sido "usado e descartado", ou meramente "levado a culpa de tudo, como se fosse o responsável por toda a situação atual". É evidente que alguém levou vantagem, e nessa busca pela verdade, difícilmente se achará o responsável pelo "rombo exposto". A verdade é que o Brasil, se não fosse essas "fraudes" certamente seria o País exemplar, pois além do povo versátil, a arrecadação é grande. Agora o difícil é aceitar as sutilezas do discurso do ex-Ministro, além da defesa em favor de seu filho de  "em dois anos ter aumentado o patrimônio de sua empresa em 86.500%". Aí é demais, e como  chamar a "população de  lixo", ou seja, aceitar tudo e ficar calada, pois a diferença é de R$-14 bilhões, é dinheiro grande que saiu dos cofres públicos. Na verdade estamos em plena crise de governabilidade no Brasil,  além de aguentar a "crise americana", ou seja "cada qual com suas responsabilidades". Haja "lixo" para os R$-14 bilhões.    

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

MUNDO ZIPER

"O mundo encurta, o tempo se dilui; o ontem vira agora; o amanhã já está feito. Tudo muito rápido". (Paulo Freire). Estamos vivendo no mundo da rapidez, da velocidade, e assim nossos sentimentos mais íntimos e pessoais são lastreados em relacionamentos rápidos, virtuais, é claro de evidente conexão. Pronto, "clic" e se relacione. Deleta e deixa de relacionar. Antigamente os relacionamentos eram feitos sob laços, ou seja, eram atados, como se fosse um "arreio que se colocasse nos animais para o trabalho", para exemplificar com mais intensidade. Veja que para fixar o "arreio" no animal era preciso muitas "fivelas, laços entre outros modos de fixação". Não existia ziper. Hoje, nossos relacionamentos são como "ziper", além dos virtuais e outras formas de se relacionar.  É puxar e abrir, sem ressentimentos. Do começo ao final, sem parada para pensar, num só ato. Pronto. Ao terminar estamos livres. O ziper é invenção moderna, para facilitar o vestuário e substituir os botões. Antigamente, era "laços" "botões"   "fivelas" entre "outros adereços" para utilizar nas vestimentas. Outro aspecto para registrar, eram as "cordas de sisal", que entrelaçadas, seguravam as cargas dos caminhões, além de "correntes e cabos de aços". Sempre tinham  evidente utilidade de fixação.  Não existia carroceria a granel é obvio o "ziper". Na utilidade de cordas, botões, fivelas, e adereços, certamente teria o atrito dos corpos, ondem poderiam chegar ao clímax da conciliação,  da paz, da convivência e da sociabilidade. Estabelecia-se um elo de ligação. Hoje, pela rapidez dos relacionamentos, nem chegamos a nenhum "clímax", é só deletar, desconectar, pois é virtual, passamos em frente, sem atrito, isso é a globalização de nossos relacionamentos, dos  "laços, botões e fivelas" para o  "mundo ziper". Rápido, sem atrito, sem remorso, caminhamos vazios, ocos, desmantelados, sem nenhuma história para contar e nenhum amor para viver ou que foi vivido, socorridos pelo tempo,  tão somente. Este apesar de tudo, continua o mesmo.  

domingo, 24 de julho de 2011

Não era amor, era cilada, cilada...

A música do Grupo Molejo e letra Ronaldo Barcellos/Délcio Luiz, “Cilada”, é oportuno para demonstrar em quantas oportunidades da vida, fomos iludidos na nossa boa fé. Veja que a letra, muito simples, mais retrata fielmente nossos relacionamentos. Quando se fala em relacionamentos, ele é amplo, como no mundo negocial, empresarial, profissional, amoroso, sentimental, político, enfim, relacionamentos que muitas vezes na boa fé que se aparenta, se torna uma “cilada completa”. No caso da letra da música, trata-se da boa-fé de um pretenso relacionamento ocasional, contudo, era na verdade uma situação de má fé de um lado e de outro boa fé de um puro sentimento. Muitas vezes atiramos de cabeça em relacionamentos, quando tomamos pé da situação descobrimos que era uma “cilada”. Outras vezes, torna-se um tormento. Vez outra, traz felicidade, mesmo que seja uma cilada. A vida é cheia de surpresas, apesar da prudência e da cautela, às vezes nos tornamos refém da “cilada”. Cilada ou não, após a sensação de utilidade (bombeiro, encanador, pedreiro... como diz a letra da música), é preciso achar uma solução. A saída, é tormentosa, mas nada que não se pode superar. Certamente a situação superada, servira como paradigma, para  não esquecemos jamais que fomos objetos de “cilada”. Não existe quem não passou pela experiência de uma "cilada".

terça-feira, 19 de julho de 2011

EDUCAR É ENTRE COISAS

[...] Uma das tarefas da escola, como centro de produção sistemática de conhecimento, é trabalhar criticamente a inteligibilidade das coisas e dos fatos e sua comunicabilidade. É imprescindível portanto que a escola instigue constantemente a curiosidade do educando em vez de "amaciá-la" ou "domesticá-la". É preciso mostrar ao educando que o uso ingênuo da curiosidade altera a sua capacidade de "achar" e obstaculiza a exatidão do "achado". É preciso por outro lado e, sobretudo, que o educando vá assumindo o papel de sujeito da produção de sua inteligência do mundo e não apenas o de "recebedor" da que lhe seja transferida pelo professor". (Paulo Freire. Pedagogia da autonomia (saberes necessários à pratica educativa), Ed. Paz e Terra, São Paulo, 42ª reimpressão 2010, p.124).    Transcrevo o texto do educador Paulo Freire e tenho certeza que as idéias deste educador deve ser aplicado no ensino tanto secular como para a vida. Entendo que a escola não é instrumento para treinar pessoas ou qualificá-las para entrar dentro de uma gaiola, tornando-se um  ser subserviente.  É a escola um início de vida de conhecimento, que  traduzirá idéias, pensamentos, entendimentos, enfim, proporcionará ao aluno uma vida cheia de "descobertas", que são ferramentas para a própria sobrevivência individual, coletivamente, interagindo com seus semelhantes. Aprender sempre, está a missão que o professor e a escola devem transmitir ao aluno, alimentando sua criatividade, que trará progresso para a produção do conhecimento para si próprio, para a comunidade e para as todas as gentes.  

domingo, 17 de julho de 2011

O PODER DO SILÊNCIO

Estamos tão acostumados ao barulho, que não paramos para meditar, em pleno silêncio. Refletir sobre a vida e o rumo dela, traz a sensação de permitir a nós mesmos, a responder as questões que nos envolve dia-a-dia. Família, trabalho, despesas, contas, filhos,  religião, economica, política, cidadania, saúde, educação,  dos temas mais variados, todos a cada instante atingem nossa vidade. Além disso, é inerente ao ser humano o caráter de solidariedade, a presteza, em atender ao seu semelhante. Somos seres sociais, necessitamos uns dos outros para vivivermos, contudo, existem àqueles centrados no individualismo eterno, seja por educação, razão ou até mesmo produto de própria sociedade. O natural é que tenhamos ligação direta uns com os outros. Como procurar o silêncio e onde ou como encontrar o caminho para obter esse estado de meditação tão necessário para nossa existência neste pequeno lápso de tempo em que passamos por esta terra. Cada ser tem a capacidade de buscar esse caminho. Uns meditam enquanto caminham silenciosamente pelas trilhas, outros se adentram aos mosteiros, igrejas, acampamentos,  se entregam ao prazer da leitura, outros em rituais complexos ou simples, enfiim, sempre buscam uma fórmula de  encontrar momentos de silêncio, necessários para nossa vida. Toda a busca pelo silêncio é plausível, já que o simples fato de buscá-lo já é um ato positivo, nos leva ao sossego e de tal forma de se permitir a refletir, algo saudável.  O silêncio nos leva a buscar sentimentos de salvação, transformação, libertação, buscar respostas as nossas multiplas inquietações. Calar é parar de falar e torna-se silenciosa.  Já o silêncio é o resultado de busca, um desejo, um caminho para o espaço interior que   cada ser humano tem dentro de si mesmo, cabendo a cada um descobrir e perceber e vivenciar esse tempo magnifíco. Escreve Anselm Grün (O poder do silêncio. Ed. Vozes, 2008, Petropólis, RJ, Brasil, p. 113:  "[...] Só a imaginação de que há em nós um espaço de silêncio, que não precisamos fabricar, já nos ajuda a distinguir, de tempo em tempo, este silêncio em nós. Só podemos senti-lo em determinados instantes, e cada um desses instantes é, enfim, um prêmio que não podemos invocar por meio de técnicas de meditação ou instruções espirituais".

AFINAL DE CONTAS A VIDA É REAL E NÃO VIRTUAL...

Augusto Cury, em sua obra I ntoxicação Digital, ed. Benvirá, 2a edição, 2024, p.135, escreveu: [...] A vida é dramaticamente curta para se v...