Visa o blog divulgar matérias sobre direito, política, vida e fatos, segundo o livre pensamento do autor do blog, e inserir no leitor provocações reflexivas, demandando o mesmo a pensar sobre o que foi escrito, os fatos descritos nos artigos, a realidade, tudo quanto se puder expressar através da escrita. Quando se fala em provocações, na verdade é dar um choque de realidade sobre o que se escreve, e levar as pessoas a refletirem sobre o conteúdo do escrito.
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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
CORREÇÃO DA TABELA DO IMPOSTO DE RENDA
Existe sempre o comentário: "Brasil é um país caro", porque impostos incidem diretamente sobre o salário, assim surge o efeito cascata. O Governo, com sua mão de gato, não proporciona nenhum alívio para o trabalhador. Veja-se que a sociedade precisa lançar mão de ação judicial, afim de obter a correção da Tabela do Imposto de Renda, que deveria ser automática. Na verdade, quem acaba sendo "legislador" de fato no Brasil, é o Poder Judiciário. O executivo, para preservar seus interesses, lança mão de Medidas Provisórias, e o legislativo que deveria atuar em favor da sociedade, onde estará atuando? Poderes a parte, a realidade é que o "trabalhador ao ganhar mais", sem a devida correção da Tabela do IR (desde 2007 vinha sendo corrigido pela meta de infração de 4,5% ao ano) hoje em patamar de R$-1.499,15, passará a pagar mais imposto. Se fosse aplicado a correção chegaria a um valor de R$-1.595,99 o trabalhador estaria isento, conforme informações das centrais dos trabalhadores (CUT, CTB, CGTB, UGT e a Nova Central). A diferença da tabela não corrigida pelo valor que deveria ser corrigido, isento de imposto de renda, segundo o patamar sugerido pelas centrais sindicais na ação ajuizada perante a Justiça Federal, o valor diferencial de R$-96,84 é valor significativo para o assalariado e certamente seria um valor a mais para o seu apertado orçamento. E, se não corrigido é um valor a mais para os cofres do Governo? Isso é uma injustiça ao bolso dos assalariados, pois pagam seus impostos diretamente na folha de pagamento (mensalmente).
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
TRAGÉDIA DA IRREGULARIDADE
A tragédia que abalou o Estado do Rio de Janeiro (região serrana) com mais de 530 mortes e centenas de desabrigados, na verdade, ocorre em função da ocupação irregular de encostas de morros, margem de rios, e uma infinidade de situações irregulares, nas quais o poder público, mostra-se omisso, em relação ao poder de polícia fiscalizador. No tocante as tragédias, bem sabemos, que nada acontece de um dia para outro. Apesar das incessantes chuvas, o descaso é eminente. Sabe-se que antigamente as populações ocupavam-se de margens de rios, em face da facilidade do transporte fluvial de passageiros, mercadorias. Quanto aos morros e lugares sinistros (povoamento desordenado das encostas de morros, fundos de vales), é nítido que existem locais ocupados regularmente e lugares ocupados de forma irregular. Todavia, o que se mede pela extensão dessa tragédia, é que no Brasil, infelizmente, nada se previne. Tudo acontece de pior, para depois tentar consertar, não se levando em conta a centenas de vidas ceifadas, famílias destruídas, cidades em ruínas, empresas arrenbatadas, enfim, uma tragédia completa. O poder público, não investe em urbanismo de forma preventiva, e a ocupação irregular, somado a omissão, proporciona tragédia dessa dimensão, mesmo porque, pouco importa chover pouco ou muito. A qualquer situação, a tragédia é rápida para acontecer, já que não temos sequer nenhuma forma de prevenir a ocorrência dessas situações. Mais o que deixa o cidadão mais pensativo, é que, quanto se trata de aumento salarial de parlamentar sempre é rápido, enquanto, a população afligida, após a passagem da tragédia, é esquecida. Mal sequer são lembradas as tragédias como aconteceu na região serrana do Rio de Janeiro. A lembrança certamente será feita na passagem do ano, onde a mídia faz a retrospectiva do que ocorreu. A natureza desgastada pela erosão, inevitável perda de área verde, compromete o solo e facilita o deslizamento e inundação, é perigo constante para ocorrência dessa modalidade de tragédia. Equilibrar o uso racional dos recursos naturais e ambientais (sustentabilidade), poderá evitar tragédias desse tipo. Quem sabe depois de ceifado vidas inocentes, com danos irreparáveis de toda a magnitude, poderá o poder público, adotar política pública de urbanismo e planejamento nesses locais, evitando mais tragédias, de forma efetiva, sem alarde, com determinação.
domingo, 16 de janeiro de 2011
DIGNIDADE AINDA EXISTE
A mídia como nào tem interesse, nào divulgou amplamente a recusa do Bispo emérito de Limoeiro do Norte CE, concedida pelo Senado Federal. Vale a pena registrar a reportagem do ocorrido, pouco raro no Brasil, onde a busca pelo sucesso, poder, posição, vantagens, estào em primeiro lugar, esquecendo-se dos cidadàos que enfrentam filas e filas, afim de receber um atendimento médico, e outros direitos sociais garantidos pela Constituição (saúde, educação, habitação, emprego, segurança), enquanto a classe política é privilegiada com aumento de seus vencimentos e garantias de forma estupenda e o salário mínimo com no máximo 7%, e algums achando que esse aumento compromete o orçamento do governo. É real, veja a entrevista do Min. Mantega, recentemente divulgada pela mídia.
Bispo recusa comenda concedida pelo Senado Federal
O bispo emérito de Limoeiro do Norte (CE), dom Manuel Edmilson da Cruz, 86, recusou a Comenda de Direitos Humanos Dom Helder Camara, entregue hoje, 21, no Senado Federal, a pessoas que se destacaram na defesa dos Direitos Humanos. Dom Edmilson, que teve seu nome indicado pelo senador Inácio Arruda (CE), disse que receber a Comenda seria “um desrespeito aos direitos humanos do contribuinte” por causa do aumento de 61% do salário que os parlamentares se deram na semana passada.
“A condecoração hoje outorgada não representa a pessoa do cearense maior que foi Dom Helder Camara. Desfigura-a, porém. Sem ressentimentos e agindo por amor e por respeito a todos os Senhores e Senhoras, pelos quais oro todos os dias, só me resta uma atitude: recusá-la!”, disse o bispo.
Para dom Edmilson, o aumento do salário recebido pelos parlamentares deveria ser na mesma proporção do aumento do salário mínimo e do aposentado. “O aumento a ser ajustado deveria guardar sempre a mesma proporção que o aumento do salário mínimo e da aposentadoria. Isto não acontece. O que acontece, repito, é um atentado contra os Direitos Humanos do nosso povo”.
Além de dom Edmilson, foram condecorados o bispo emérito de São Felix do Araguaia (MT), dom Pedro Casaldáliga; os defensores públicos, Wagner de La Torre e Antônio Roberto Cardoso e o deputado estadual do Rio de Janeiro, Marcelo Freixo. A escolha dos nomes foi feita pelo Conselho da Comenda de Direitos Humanos Dom Hélder Câmara, e pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal (CDH).
Confira a íntegra do discurso de dom Edmilson
A surpresa chegou aos meus ouvidos à noitinha, quinta-feira 16 de dezembro. Como o alvorecer da aurora e a vibração cantante de um bom-dia. Mais que surpresa: era como se alguém de extraordinária generosidade tivesse enfocado uma libélula projetando a sua leveza e levando-a a atingir as proporções de um águia ou de um condor.
Passa por esse crivo o meu cordial agradecimento ao senhor Senador Inácio Arruda, aos seus ilustres Pares que o apoiaram e a todo Congresso Nacional.
Pensei, em vista dos meus oitenta e seis anos, em receber essa honraria por meio de um representante. Mas Congresso Nacional merece respeito. Verdadeiro Congresso Nacional é sinal de verdadeira democracia.
A honrosa condecoração, porém, dos Pais da “Pátria”, (como diriam os Romanos “Patres Conscripti”), me faz refletir. Precatórios que se arrastam por décadas; aposentados, idosos com suas aposentadorias reduzidas; salários mínimos que crescem em ritmo de lesmas... depois de três meses de reivindicações e de greves, os condutores de ônibus do transporte coletivo urbano de Fortaleza, dos cerca de 26% de aumento pretendido, mal conseguiram e a duras penas, pouco mais de 6%, quer para a categoria, quer para o povo, principalmente os pobres da quinta maior cidade do nosso Brasil.
Pois é exatamente neste momento que o Congresso Nacional aprova o aumento de 61% dos honorários de seus Parlamentares que em poucos minutos chegam a essa decisão e ao efeito cascata resultante e o impõe ao povo brasileiro, o seu, o nosso povo. O povo brasileiro, hoje de concidadãos e concidadãs, ainda os considera Parlamentares? Graças ao bom Deus há exceções decerto em tudo isso. Mas excetuadas estas, a justiça, a verdade, o pundonor, a dignidade e a altivez do povo brasileiro já tem formado o seu conceito. Quem assim procedeu não é Parlamentar. É para lamentar. Prova disto? Colha na Internet.
Bem verdade é que a realidade não é assim tão simples e a desproporção numérica, um dado inarredável. Já existe – e é de uma grandeza bem aventurada! – o SUS; o bolsa família. Aí estão trinta milhões de brasileiros, que da linha de pobreza, às vezes até da indigência, alcançaram a classe média. É verdade a atuação do Ministério da Saúde. Existe o Ministério da Integração Nacional. É verdade! Mas não são raros os casos de pacientes que morreram de tanto esperar o tratamento de doença grave, por exemplo, de câncer, marcado para um e até para dois anos após a consulta. Maldita realidade desumana, desalmada! Ela já é em si uma maldição. E me faz proclamar em pleno Congresso Nacional, como já o fiz em Assembléia Estadual e em Câmara Municipal: Quem vota em político corrupto está votando na morte! Mesmo que ele paradoxalmente seja também uma pessoa muito boa, um grande homem. Ainda não do porte de um Nelson Mandela que, ao ser empossado Presidente da República do seu país, reduziu em 50% o valor dos seus honorários.
Considerações finais
Senhores e Senhoras,
Sinto-me primeiro, perplexo; depois, decidido. A condecoração hoje outorgada não representa a pessoa do cearense maior que foi Dom Helder Camara. Desfigura-a, porém. Sem ressentimentos e agindo por amor e por respeito a todos os Senhores a Senhoras, pelos quais oro todos os dias, só me resta uma atitude: recusá-la! Ela é um atentado, uma afronta ao povo brasileiro, ao cidadão, a cidadã contribuintes para o bem de todos com o suor de seu rosto e a dignidade do seu trabalho. É seu direito exigir justiça e eqüidade em se tratando de honorários e de salários. Se é seu direito e eu aceitar, estou procedendo contra os Direitos Humanos. Perderia todo o sentido este momento histórico. O aumento a ser ajustado deveria guardar sempre a mesma proporção que o aumento do salário mínimo e da aposentadoria. Isto não acontece. O que acontece, repito, é um atentado contra os Direitos Humanos do nosso povo.
A atitude que acabo de assumir, assumo-a com humildade. A todos suplico compreensão e a todos desejo a paz com os meus sinceros votos e uma oração por um abençoado e Feliz Natal e um próspero e Feliz Ano Novo!
DEUS SEJA BENDITO PARA SEMPRE!
Bispo recusa comenda concedida pelo Senado Federal
O bispo emérito de Limoeiro do Norte (CE), dom Manuel Edmilson da Cruz, 86, recusou a Comenda de Direitos Humanos Dom Helder Camara, entregue hoje, 21, no Senado Federal, a pessoas que se destacaram na defesa dos Direitos Humanos. Dom Edmilson, que teve seu nome indicado pelo senador Inácio Arruda (CE), disse que receber a Comenda seria “um desrespeito aos direitos humanos do contribuinte” por causa do aumento de 61% do salário que os parlamentares se deram na semana passada.
“A condecoração hoje outorgada não representa a pessoa do cearense maior que foi Dom Helder Camara. Desfigura-a, porém. Sem ressentimentos e agindo por amor e por respeito a todos os Senhores e Senhoras, pelos quais oro todos os dias, só me resta uma atitude: recusá-la!”, disse o bispo.
Para dom Edmilson, o aumento do salário recebido pelos parlamentares deveria ser na mesma proporção do aumento do salário mínimo e do aposentado. “O aumento a ser ajustado deveria guardar sempre a mesma proporção que o aumento do salário mínimo e da aposentadoria. Isto não acontece. O que acontece, repito, é um atentado contra os Direitos Humanos do nosso povo”.
Além de dom Edmilson, foram condecorados o bispo emérito de São Felix do Araguaia (MT), dom Pedro Casaldáliga; os defensores públicos, Wagner de La Torre e Antônio Roberto Cardoso e o deputado estadual do Rio de Janeiro, Marcelo Freixo. A escolha dos nomes foi feita pelo Conselho da Comenda de Direitos Humanos Dom Hélder Câmara, e pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal (CDH).
Confira a íntegra do discurso de dom Edmilson
A surpresa chegou aos meus ouvidos à noitinha, quinta-feira 16 de dezembro. Como o alvorecer da aurora e a vibração cantante de um bom-dia. Mais que surpresa: era como se alguém de extraordinária generosidade tivesse enfocado uma libélula projetando a sua leveza e levando-a a atingir as proporções de um águia ou de um condor.
Passa por esse crivo o meu cordial agradecimento ao senhor Senador Inácio Arruda, aos seus ilustres Pares que o apoiaram e a todo Congresso Nacional.
Pensei, em vista dos meus oitenta e seis anos, em receber essa honraria por meio de um representante. Mas Congresso Nacional merece respeito. Verdadeiro Congresso Nacional é sinal de verdadeira democracia.
A honrosa condecoração, porém, dos Pais da “Pátria”, (como diriam os Romanos “Patres Conscripti”), me faz refletir. Precatórios que se arrastam por décadas; aposentados, idosos com suas aposentadorias reduzidas; salários mínimos que crescem em ritmo de lesmas... depois de três meses de reivindicações e de greves, os condutores de ônibus do transporte coletivo urbano de Fortaleza, dos cerca de 26% de aumento pretendido, mal conseguiram e a duras penas, pouco mais de 6%, quer para a categoria, quer para o povo, principalmente os pobres da quinta maior cidade do nosso Brasil.
Pois é exatamente neste momento que o Congresso Nacional aprova o aumento de 61% dos honorários de seus Parlamentares que em poucos minutos chegam a essa decisão e ao efeito cascata resultante e o impõe ao povo brasileiro, o seu, o nosso povo. O povo brasileiro, hoje de concidadãos e concidadãs, ainda os considera Parlamentares? Graças ao bom Deus há exceções decerto em tudo isso. Mas excetuadas estas, a justiça, a verdade, o pundonor, a dignidade e a altivez do povo brasileiro já tem formado o seu conceito. Quem assim procedeu não é Parlamentar. É para lamentar. Prova disto? Colha na Internet.
Bem verdade é que a realidade não é assim tão simples e a desproporção numérica, um dado inarredável. Já existe – e é de uma grandeza bem aventurada! – o SUS; o bolsa família. Aí estão trinta milhões de brasileiros, que da linha de pobreza, às vezes até da indigência, alcançaram a classe média. É verdade a atuação do Ministério da Saúde. Existe o Ministério da Integração Nacional. É verdade! Mas não são raros os casos de pacientes que morreram de tanto esperar o tratamento de doença grave, por exemplo, de câncer, marcado para um e até para dois anos após a consulta. Maldita realidade desumana, desalmada! Ela já é em si uma maldição. E me faz proclamar em pleno Congresso Nacional, como já o fiz em Assembléia Estadual e em Câmara Municipal: Quem vota em político corrupto está votando na morte! Mesmo que ele paradoxalmente seja também uma pessoa muito boa, um grande homem. Ainda não do porte de um Nelson Mandela que, ao ser empossado Presidente da República do seu país, reduziu em 50% o valor dos seus honorários.
Considerações finais
Senhores e Senhoras,
Sinto-me primeiro, perplexo; depois, decidido. A condecoração hoje outorgada não representa a pessoa do cearense maior que foi Dom Helder Camara. Desfigura-a, porém. Sem ressentimentos e agindo por amor e por respeito a todos os Senhores a Senhoras, pelos quais oro todos os dias, só me resta uma atitude: recusá-la! Ela é um atentado, uma afronta ao povo brasileiro, ao cidadão, a cidadã contribuintes para o bem de todos com o suor de seu rosto e a dignidade do seu trabalho. É seu direito exigir justiça e eqüidade em se tratando de honorários e de salários. Se é seu direito e eu aceitar, estou procedendo contra os Direitos Humanos. Perderia todo o sentido este momento histórico. O aumento a ser ajustado deveria guardar sempre a mesma proporção que o aumento do salário mínimo e da aposentadoria. Isto não acontece. O que acontece, repito, é um atentado contra os Direitos Humanos do nosso povo.
A atitude que acabo de assumir, assumo-a com humildade. A todos suplico compreensão e a todos desejo a paz com os meus sinceros votos e uma oração por um abençoado e Feliz Natal e um próspero e Feliz Ano Novo!
DEUS SEJA BENDITO PARA SEMPRE!
domingo, 9 de janeiro de 2011
NOSSAS FRAGILIDADES
Antes de adentrarmos ao texto, um início prudente é definir o que seja "fragilidades". Segundo pesquisa nos dicionários, é a "facilidade de quebrar", ou seja, "fraco, frágil, sem consistência". Quando se fala em fragilidades, logo vem a mente a "fragilidade humana". Embora esse é o assunto a comentar, existe as fragilidades econômicas, sociais, democráticas, ambientais.... No que tange as nossas fragilidades, essas são visivelmente presentes no dia-a-dia, o que nos leva a refletir sobre a situação em que estamos vivenciando. Talvez alguns digam "eu não sou frágil" "eu não quebro fácil" "sou vitorioso" "sou um castelo forte", assim prossegue a vida. Mas, a verdade é que somos frágeis, simplesmente frágeis, porque somos humanos, pessoas, gente. Amamos, choramos, sorrimos, comemos, bebemos, trabalhamos, temos emoção, alegrias, enfim, um turbilhão de sensações. A cada momento, somos testados pela vida, porque a vida é uma "eterna construção" ("Nada nasce pronto" como fiz Corvello). Assim prosseguimos a caminhada. Importante na situação da fragilidade, apegar-se a sentimentos retidos, como a espiritualidade, buscando refúgio, pois nessa situação, tentamos subsistir por esforços próprios, contudo, quanto mais lutamos, menos forças temos. Álém disso, a solidariedade é importante nesses momentos, pois temos a sensação de apóio. A fé subsiste as sensações que não haverá mais um fim, a situação tormentosa daquele momento, como se fosse uma eternidade ou se estivessesmos no meio do mar perto do porto e não consegueríamos atracar. Quanto mais nadamos mais temos a sensação de estarmos longe de chegar ao porto seguro. Portanto, nas fragilidades da vida, é que somos testados a descobrir nossas forças, nossa fé, nossa espiritualidade, nossos amigos, e ultrapassadas estas, talvez saiamos do aquário do comodismo e vislumbramos nossos horizontes. Assim é a vida, bela e cheia de emoções. Essa vivência diária no descobrimento cotidiano, é que no empolga a lutar sempre.Vivenciar as fragilidades é necessário, nos dá o suporte para caminhar pela existência, enquanto temos um segundo sequer de folego de vida.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
JÁ NÃO HÁ MAIS TEMPO PARA CHORAR
As pessoas andam tão corridas que nem sequer param para mais chorar. Quando alguém morre, faz o passamento ou velório do falecido, ali presentes seus entes queridos, familiares e amigos, num gesto de amor, amizade, solidariedade, diante da morte ocorrida, um fato natural, mas que, nesse momento de despedida não parece natural, não conformamos com ela, não sabemos como lidar com essa situação. A emoção toma conta. É dolorido a separação, a partida, a saudade, enfim, nossos sentimentos naquele momento superam a razão e de certa forma, aderimos a situação.
Veja que a vida estão tão corrida, com tanta carga de compromissos e obrigações, que não chegamos a tempo de chorar, pois o rito funeral foi tão rapido, sob a alegação de não mais prolongar o sofrimento. A morte sempre teve um ritual. Em tempos passados perdia-se dias e trabalho, afim de presenciar o ato funeral. Hoje, tudo é rápido, turbinado, em nome do menor sofrimento possóvel. Certamente alguém implatará um velório virtual, inclusive, com as devidas honras ao defunto e aos seus familiares. Mas, e o choro. Chorar faz bem. Alivia a angustia e libera a tensão, ficamos calmos e relaxados. Não é sinal de fraqueza para os homens o ato de chorar. Para as mulheres alivia a tensão e interfe na variação hormonal. Então, enquanto é tempo vamos "chorar pois faz bem e ajuda emocionalmente", e nunca é tarde para isso.
Veja que a vida estão tão corrida, com tanta carga de compromissos e obrigações, que não chegamos a tempo de chorar, pois o rito funeral foi tão rapido, sob a alegação de não mais prolongar o sofrimento. A morte sempre teve um ritual. Em tempos passados perdia-se dias e trabalho, afim de presenciar o ato funeral. Hoje, tudo é rápido, turbinado, em nome do menor sofrimento possóvel. Certamente alguém implatará um velório virtual, inclusive, com as devidas honras ao defunto e aos seus familiares. Mas, e o choro. Chorar faz bem. Alivia a angustia e libera a tensão, ficamos calmos e relaxados. Não é sinal de fraqueza para os homens o ato de chorar. Para as mulheres alivia a tensão e interfe na variação hormonal. Então, enquanto é tempo vamos "chorar pois faz bem e ajuda emocionalmente", e nunca é tarde para isso.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
TURBINAGEM COMPLETA
Estamos cercados de inovações tecnológicas a todo momento. Cada um procura adquirir bens com maior tecnologia possível. O exemplo mais comum é o aparelho celular, antes um instrumento de desejo, somente para disposição de ligar e ficar ligado (comodidade/utilidade), atualmente, vem com tanta turbinagem que não é mais nem necessário o item de ligar, pois os acessórios anexos, nos mantém ligado via internet, rádio, tv, etc. É isso, novas invenções, produtos novos, que para utilizarmos teríamos que fazer um "curso". Veja tanta tecnologia a nossa disposição, que temos que fazer "curso" para o seu uso e manter conosco o manual de instrução para uso, a cada ítem a utilizar, pois não conseguimos ainda decifrar a utilidade do aparelho anterior, já estamos adquirindo outro. Anciosidade completa pelo novo, pelo turbinado, pelo tecnológico, propagado pelo circo da mídia impressa, televisa e virtual. Gastamos muito tempo para assimilar a sua funcionabilidade (isso se conseguirmos utilizar todos os recursos prometidos). Como se diz na gíria "overdose de novidades". Estamos na verdade sendo envolvidos por tudo isso, e esquecemos que somos pessoas e cidadãos, pagantes de impostos e taxas. Tanta turbinagem que nos envolve que esquecemos de pensar, amar, refletir, criar, admirar e seduzidos pela rotina (não que a tecnologia e a inovação não seja importante) mais o importante mesmo é saber que somos pessoas, humanos, que produzimos suor, alegria, e temos a capacidade de construir nossa própria felicidade, pois a vida é uma eterna construção.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
SÁBIO CONSELHO
" A melhor maneira que a gente tem de fazer possível amanhã alguma coisa que não é possível de ser feita hoje, é fazer hoje aquilo que hoje pode ser feito. Mas se eu não fizer hoje o que hoje pode ser feito e tentar fazer hoje o que não pode ser feito, dificilmente eu faço amanhã o que hoje também não pude fazer”.
Paulo Freire (Paulo Reglus Neves Freire (Recife, 19 de setembro de 1921 — São Paulo, 2 de maio de 1997) foi um educador e filósofo brasileiro. Destacou-se por seu trabalho na área da educação popular, voltada tanto para a escolarização como para a formação da consciência. É considerado um dos pensadores mais notáveis na história da pedagogia mundial, tendo influenciado o movimento chamado pedagogia crítica).
http://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_Freire.
Decidir é nossa tarefa a cada momento de vida, por isso, enquanto temos vida e folego, vamos caminhar para realizar tudo aquilo que nos é proposto: amar, chorar, correr, brincar, sorrir, falar, gritar, enfim, coisas que são aparentemente naturais as quais retemos como uma figura de "Escravos sem algemas". O tempo é imutável, por isso somos chamados a ocupá-lo.
Paulo Freire (Paulo Reglus Neves Freire (Recife, 19 de setembro de 1921 — São Paulo, 2 de maio de 1997) foi um educador e filósofo brasileiro. Destacou-se por seu trabalho na área da educação popular, voltada tanto para a escolarização como para a formação da consciência. É considerado um dos pensadores mais notáveis na história da pedagogia mundial, tendo influenciado o movimento chamado pedagogia crítica).
http://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_Freire.
Decidir é nossa tarefa a cada momento de vida, por isso, enquanto temos vida e folego, vamos caminhar para realizar tudo aquilo que nos é proposto: amar, chorar, correr, brincar, sorrir, falar, gritar, enfim, coisas que são aparentemente naturais as quais retemos como uma figura de "Escravos sem algemas". O tempo é imutável, por isso somos chamados a ocupá-lo.
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