Visa o blog divulgar matérias sobre direito, política, vida e fatos, segundo o livre pensamento do autor do blog, e inserir no leitor provocações reflexivas, demandando o mesmo a pensar sobre o que foi escrito, os fatos descritos nos artigos, a realidade, tudo quanto se puder expressar através da escrita. Quando se fala em provocações, na verdade é dar um choque de realidade sobre o que se escreve, e levar as pessoas a refletirem sobre o conteúdo do escrito.
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
TRAGÉDIA DA IRREGULARIDADE
A tragédia que abalou o Estado do Rio de Janeiro (região serrana) com mais de 530 mortes e centenas de desabrigados, na verdade, ocorre em função da ocupação irregular de encostas de morros, margem de rios, e uma infinidade de situações irregulares, nas quais o poder público, mostra-se omisso, em relação ao poder de polícia fiscalizador. No tocante as tragédias, bem sabemos, que nada acontece de um dia para outro. Apesar das incessantes chuvas, o descaso é eminente. Sabe-se que antigamente as populações ocupavam-se de margens de rios, em face da facilidade do transporte fluvial de passageiros, mercadorias. Quanto aos morros e lugares sinistros (povoamento desordenado das encostas de morros, fundos de vales), é nítido que existem locais ocupados regularmente e lugares ocupados de forma irregular. Todavia, o que se mede pela extensão dessa tragédia, é que no Brasil, infelizmente, nada se previne. Tudo acontece de pior, para depois tentar consertar, não se levando em conta a centenas de vidas ceifadas, famílias destruídas, cidades em ruínas, empresas arrenbatadas, enfim, uma tragédia completa. O poder público, não investe em urbanismo de forma preventiva, e a ocupação irregular, somado a omissão, proporciona tragédia dessa dimensão, mesmo porque, pouco importa chover pouco ou muito. A qualquer situação, a tragédia é rápida para acontecer, já que não temos sequer nenhuma forma de prevenir a ocorrência dessas situações. Mais o que deixa o cidadão mais pensativo, é que, quanto se trata de aumento salarial de parlamentar sempre é rápido, enquanto, a população afligida, após a passagem da tragédia, é esquecida. Mal sequer são lembradas as tragédias como aconteceu na região serrana do Rio de Janeiro. A lembrança certamente será feita na passagem do ano, onde a mídia faz a retrospectiva do que ocorreu. A natureza desgastada pela erosão, inevitável perda de área verde, compromete o solo e facilita o deslizamento e inundação, é perigo constante para ocorrência dessa modalidade de tragédia. Equilibrar o uso racional dos recursos naturais e ambientais (sustentabilidade), poderá evitar tragédias desse tipo. Quem sabe depois de ceifado vidas inocentes, com danos irreparáveis de toda a magnitude, poderá o poder público, adotar política pública de urbanismo e planejamento nesses locais, evitando mais tragédias, de forma efetiva, sem alarde, com determinação.
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