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segunda-feira, 8 de agosto de 2016

VENTOS QUE TRANSFORMAM...

"Queria transformar o vento.

Dar ao vento uma forma concreta e apta a foto.
Eu precisava pelo menos enxergar uma parte física
do vento: uma costela, o olho...
Mas a forma do vento me fugia que nem as formas de uma voz...
(O vento - Manoel de Barros - Poesia completa, ed. Leya, 2013, p.356).

Muitas vezes queremos dar formas de "situação e/ou até de vida" aquilo que já tem sido criado pela natureza para imaginação da pessoas...As vezes em nossa imaginação queremos "abraçar ventos"... e não leva a nada... O “poeta” escreveu para que possamos “transcender nossa ínfima imaginação”.  Têm momentos na vida, que não sabemos o motivo, nossos atos e procedimentos não levam a lugar nenhum, muito menos com efeito de transformar o vento, já que este fenômeno é natural. Imaginável querermos alterar sua movimentação.  Alguns, querem através da demonstração de poder ou abuso dele, imaginar alterar essa fenômeno. Mas é nitidamente,  uma motivação figurada de uma situação vivenciada. Imaginável o homem transformar o vento, dar forma de vida, já que sua essência é a própria vida, sem rumo determinado. Talvez a criação já tenha definido tal movimento, pois diversos ventos têm atingidos nossas vidas: ventos moderados, normais, tempestuosos, enfim, diversos efeitos de “ventos” como dizemos. Ninguém vive sem experimentar “ventos em sua vida”. Seria até sem graça, ter a vida como um destino previamente traçado. A surpresa da vida, a alegria que ela nos traz, é justamente as diversas formas de vento... De repente surge, passa, vai, transforma, machuca, educa, disciplina...  mas vai embora e voltamos à espera de novos ventos e não existe resistência para conter ventos - sempre virão...



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