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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

ALEGRIA, FELICIDADE, AMOR – uma busca sem fim...


Uma coisa que chama minha atenção especial é pela quantidade de vezes que as pessoas apelam para dizer sobre "amor", "felicidade", "alegria", "gratidão", "solidariedade", "enxergar as pessoas - amar as pessoas". Geralmente isso é ressaltado em discursos de formaturas, principalmente, quando os mestres se dirigem aos seus ex-alunos, informando nestas situações suas “fragilidades e frustrações” como ser humano, ao contrário do “status” que possuem na vida real. Nestas situações em que presenciei, fico imaginando e refletindo que as "pessoas falam muito sobre isso porque não conseguem viver de fato essas situações"... Ou se vivenciam ou já tiveram a chance de “vivenciar”, talvez por “meros instantes, em oportunidades raras”. As palavras nada mais são que confissão - expressão viva  -  daquilo que não se pode viver ou querem viver e não têm força pelo orgulho, pela posição social, pela religião, porque se importam que as outras pessoas vão dizer e pensar sobre as atitudes e rumos de vidas, pela pobreza interior (deserto interno) e assim passam pela vida totalmente frustradas (não conseguem vencer as barreiras da vida, por mera conveniência de mudança...), desafiando a própria vida que é puramente simples de viver.  Segundo os filósofos, poetas e estudiosos no assunto,  existe felicidade, alegria, amor...,  mas se tornam como fragmentos, ou seja, em pequenas doses e em pequenos instantes. Quanto ao amor, também, é um sentimento exclusivo de situações, que para permanecer, é muito oneroso sua manutenção, exige reciprocidade de comprometimento, quando se tem dois lados, principalmente, na sua ampla essência e dimensão. Com relação à gratidão, embora seja uma fórmula de preservação de relacionamentos, ainda que passageiros ou momentâneos, poucas pessoas, se voltam a agradecer por meros atos que outros lhe prestaram, simplesmente, passam sem olhar, sem perceber. Poucas pessoas,  agradecem ou devolvem um ato de gratidão, não que sejam nitidamente ingratas, é porque não têm a sensibilidade de perceber, simplesmente. As pessoas se reservam e preservam de usufruir de alegrias, felicidades, amores diversos, viver intensamente, principalmente pelo comprometimento e pelas regras sociais. Talvez  seja isso que mais impedem as pessoas de ter um livre acesso a alegria, a felicidade, ao amor (numa dimensão total)  viver  de forma mais natural, mais humana. Enfim, sentimentos ou comportamentos, que vividos ou experimentados, podem mudar ou alterar o curso da vida, por completo, ainda que sejam vividos por instantes, em pequenas doses. Vale a pena viver esses momentos, porque é o combustível para busca  de tornar a  viver novamente, ainda que seja um instante sequer, uma esperança de busca sem fim...

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