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sábado, 10 de setembro de 2011

CONTAS DA VIDA

Não vivemos somente de política e economia. Vivemos de sonhos, realizados, planejamentos, viagens (mesmo que seja somente na mente), enfim, o cotidiano de um ser humano vivente é vasto em experiências, principalmente o presente, que deve ser vivido como se fosse o último dia da vida. Estamos articulados uns aos outros, mesmo que intimamente queremos sair correndo, deixar tudo para trás. Temos família, filhos, trabalho, amigos, compromissos cívicos, religiosos e sociais. De qualquer forma estamos interligados uns aos outros. Talvez, podemos dizer que tudo isso é uma solidariedade aparente, embora somos parte de um todo. Mas, o que chama atenção nesses tempos atuais, é a gastança da população sem medida. Gasta-se como nunca, não somente os recursos financeiros advindos do trabalho, como recursos naturais, e a ampliação do consumo de drogas em geral, inclusive, as industrializadas. Gasta-se com roupas de luxo e grandes veículos de luxos, suntuosos apartamentos, casadas, propriedades,  enfim, gastos desproporcionais de acordo com o poder aquisitivo de cada um. É óbvio que quem não pode gastar, não deve gastar, e entrar em contas de cartões de créditos e outros financiamentos que o mercado oferece é um suicídio financeiro. Cada um sabe de seu limite, mas oferecer informações as pessoas e educar a forma de vida, certamente evitará um caos futuro. Diariamente sempre que posso, faço leitura da Bíblia, tomando os ensinamentos como conselhos e palavras de vida. Li no Salmo 127, verso 2,  um frase que chama atenção, pelo seu teor, haja vista que esse livro bíblico é ótimo em lições para a vida. Destaco da frase duas traduções:  [...comer o pão das dores ou comer o pão que penosamente granjeates...]  Mesmo sendo escrito essas palavras há muitos anos, ele é aplicável nos dias atuais,  em síntese, "adiante trabalhar muito, ganhar muito, se não sabe gastar".  Talvez ignoramos muitas coisas simples no cotidiano, mais checar, planejar e pensar a vida, é interessante e necessário, evita problemas. Prevenir ainda continua sendo uma solução racional para resolver ou evitarmos problemas. Nossas emoções podem dizer que algo pode estar errado, e aí vem o resultado "comer o pão que penosamente granjeamos".  

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