Apesar da data próxima do Natal, não devemos sucumbir ao consumismo exagerado, extraindo dessa situção um prazer indesejável, afim de cumprir ritos e solenidades instalados pela sociedade. Assumimos compromissos sem atentar a utilidade e necessidade, e deixamos as coisas simples da vida: amar, pensar, sorrir, sentir, olhar, andar, simplesmente viver, porque somos pessoas e humanos e não escravos, no linguajar mais puro da situação. Gosto da leitura de Lya Luft, por ser realista as situações discutidas em seus textos, notadamente na obra "Múltipla escolha", Editora Record, RJ-SP, 2010, página 168, escolhi o texto abaixo e transcrevo para completar a mensagem do presente texto.
[...] "Escravos da propaganda e servos de uma culpa generalizada e em sentido, transformamos datas que deviam ser de afeto e celebração em atormentação: pois não só precisamor ter, mas temos de cumular o outro de presentes que fogem em muito do nosso orçamento. E assim, de maneira tão simples e simplória, mais um elo no círculo infernal da nossa alienação".
Interessante a reflexão do texto transcrito, porque, nós na verdade, enquanto vivermos, somos chamados a cumprir inúmeras tarefas da vida, ainda que oprimidos, mas temos escolha a realizar. Assim é a vida, como diz a eminente escritora citada, na obra p. 185: "Um palco é uma escada, um corredor, um poço: está ali desde quando nascemos, com chão firme ou lajes escorregadias - que no correr do tempo a gente vai transformando numa cadeia de tentativas, erros, acertos e acasos. O que se abre para nós junto com cada uma dessas portas - o que ali vai se desenrolar por decisão nossa, seja ela vitória ou desastre -, que aposentos vão se elaborar, em que pátios vamos caminhar, em que águas vamos nos afogar, talvez?". Nem sempre é fácil na vida fazer escolhas. Certo ou errado, cabe a cada um de nós fazer a sua escolha. Nadar, afogar, viver, sobreviver, sair, correr, lutar, vencer, trabalhar, estudar, escrever, olhar, sorrir, amar, chorar, enfim, viver ainda é a escolha.
Visa o blog divulgar matérias sobre direito, política, vida e fatos, segundo o livre pensamento do autor do blog, e inserir no leitor provocações reflexivas, demandando o mesmo a pensar sobre o que foi escrito, os fatos descritos nos artigos, a realidade, tudo quanto se puder expressar através da escrita. Quando se fala em provocações, na verdade é dar um choque de realidade sobre o que se escreve, e levar as pessoas a refletirem sobre o conteúdo do escrito.
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