Visa o blog divulgar matérias sobre direito, política, vida e fatos, segundo o livre pensamento do autor do blog, e inserir no leitor provocações reflexivas, demandando o mesmo a pensar sobre o que foi escrito, os fatos descritos nos artigos, a realidade, tudo quanto se puder expressar através da escrita. Quando se fala em provocações, na verdade é dar um choque de realidade sobre o que se escreve, e levar as pessoas a refletirem sobre o conteúdo do escrito.
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sexta-feira, 1 de outubro de 2010
FALTA DE LIQUIDEZ
Observa-se nos dias atuais, a fartura do crédito fácil. Compra-se bens por 60, 70, até 100 meses, no caso de veículos. Existem ainda muitas ofertas de bens de consumo, com pagamento parcelado no cartão, em 10, 12 vezes sem juros, e outros parcelamentos acima disso com eventual acréscimo de juros. Tudo se compra financiado. Desde sapato, compras de mercado, veículos, casas, apartamentos, terrenos, enfim, uma modalidade de bens possíveis com pagamento parcelado. Também existem outros tipos de venda de bens, em forma de consórcios, também parcelado. O que se extraí dos dias atuais, é que a população, as empresas, etc, estão perdendo o poder de liquidez, capital de giro e poupança para pagamento à vista. Ninguém compra à vista. Veja que tudo que se compra hoje, é financiado, portanto, estamos sustentando os grandes banqueiros, com pagamento de juros. Talvez se pergunta, porque tanto parcelamento? A sede de consumo tomou conta de população, talvez pela condição ecônomica que o Brasil está vivendo, nível de emprego, desemprego em baixa, mais pessoas caminhando para a classe média, etc. Contudo, não se pode perder de vista, que o assalariado está endividado por conta de muitas compras parceladas e financiadas, muito embora o ganho salarial tem sido constante. No tocante a falta de liquidez, denota-se que os bens novos são vendidos por financiamento, e aí, não tem comércio os bens usados, porque não existe o financiamento. Assim, toma-se pé da situação, quando o cidadão necessita vender um bem "a vista" e não consegue, constatando-se portanto, que existe a falta de liquidez da sociedade (povo, empresas, etc). Aliás, tudo está se financiando, inclusive, o Governo com amplo crédito via BNDES. Onde vamos parar? Denota-se que a política atual é feita com ampla concessão de crédito via BNDES, ou seja, "gasto público". Certamente, ficará para o novo governante o compromisso de fechar as contas!
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