[...] Se nossa vida não tiver sido a construção de nossa própria vontade, para um lado ou outro, vamos sucumbir e nunca mais saberemos quem fomos, quem somos...
[...] Encaramos o tempo como um conjunto de gavetas compartimentos nas quais somos jovens, maduros ou velhos...
[...] Quando não pudermos mais realizar negócios, viajar a países distantes ou dar caminhadas, podemos ainda ler, ouvir músicas, olhar a natureza; exercer afetos, agregar pessoas, observar a humanidade que nos cerca, eventualmente lhe dar abrigo e colo. Para isso não é necessário ser jovem, belo (significando carnes firmes e pele de seda) ou ágil, mais ainda “lúcido”. Todos queremos viver muito, esquecendo que viver muito é inevitavelmente envelhecer. E que envelhecer não é doença, não é deterioração: é apenas mais uma inevitável fase. Que seja boa. Que seja vivida, não suportada: isso, depende de nós”.
Lya Luft – o tempo é um rio que corre. Ed. Record, 4ª edição, 2015,p. 110-112.
A vida é feita de fases, assim realizamos nossa construção de vida. Plantamos e colhemos, tudo vai depender de cada um. Nem sempre é perfeita, como imaginamos! Erramos, acertamos, perdemos, ganhamos, perdoamos, amamos, enfim, resistimos, superamos, edificamos... Lutamos pela liberdade sem algemas!
Assim completo 64 anos de existência, segundo os registros. Fiz da vida uma construção, acredito que seja feita com bases sólidas. Gostaria de morrer lúcido, viver muito [...] exercer afetos, agregar pessoas, observar a humanidade que nos cerca, eventualmente lhe dar abrigo e colo”, como escreveu Lya Luft.
Obrigado vida, muita gratidão e assim também
agradeço a Deus pela gama de benções e muita compreensão daqueles que nos
cercam (mulher, filhas, netas, genro, mãe, irmãos, cunhados, parentes em geral,
amigos de trabalhos e de profissão...)
Obrigado a todos: a vida exige ação contínua e o tempo é fatal!