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domingo, 19 de julho de 2020

NESSES DIAS DE PANDEMIA: TUDO É ESSENCIAL...

Mais do em outros tempos, temos que privilegiar o essencial para nossas vidas...
Como estamos em pandemia (espero que passe logo) o essencial virou um fundamento de vida para cada de um de nós: ao menos preservar a vida de todos em sociedade...
Serviços essenciais, tem sido o marco decisivo para equalizar os serviços existentes na sociedade, para atravessar esses dias...
Mais serviços essenciais no atual sistema de vida, é tudo - porque dependemos uns dos outros.
Não somos ilhas ou seres humanos vivendo independente uns dos outros...
Ainda, continuar a valer entre os humanos a cooperação, solidariedade, comunhão, afetividade, delicadeza e a gentileza (obrigado, bom dia, boa tarde, desculpe, dá licença, por favor...)
Pelo isolamento impostos, as palavras que não faziam parte de nosso dia-a-dia (só comunicação virtual), surgiram nesses dias delicados, ganharam o tom de sobrevivência...

domingo, 7 de junho de 2020

SEMPRE UM PONTO DE PARTIDA..

HOJE
Violentos vendavais de todos os quadrantes
Quebraram o equilíbrio estável da existência.
O tufão apagou os antigos roteiros.
A humanidade, indecisa e assombrada,
Após a caminhada milenária,
Encontrou-se, outra vez, no ponto de partida.
O homem sofreu no coração da tempestade.
Aprendeu, na angústia que o tempera,
A superar o imperativo transitório.
Transfigurou a vida e alegrou-se no eterno.
(Helena Kolody – poeta paranaense – Correnteza, ed. Lítero-Técnica, Curitiba, Pr, 1977, p.134).
Belo poema da poetisa paranaense, retrata bem os dias que estamos vivendo:
O tufão apagou os antigos roteiros - o tal vírus corona, tirou da nossa vida muita coisa e coisas que amamos, apagou amizades, relacionamentos, retirou empregos, chances de vida, e trouxe morte sem luto!
Perdemos o rumo do dia-a-dia.
Perda irreparável do tempo, pois não se volta mais.
O homem sofreu no coração da tempestade...
Na geração atual, nunca sofremos tanto de angústias, indefinições, e temos a crise da confiança (não saber em que de fato confiar...!
resta seguir as medidas sanitárias, para o mal não ser maior...
Estamos aprendendo a lidar com as angústias diárias!
Superar o imperativo transitório, como escreveu a poetisa!
Enfim, alegrar com o que temos, transfigurar a vida em esperanças e outra vez, encontrar rumos: pontos de partidas, afinal resta essa esperança por dias melhores!

domingo, 24 de maio de 2020

ESCOLHA PELA VIDA!

"A todo momento
uma encruzilhada.
Livremente preferimos
um caminho entre os possíveis.
A escolha é a vitória
coroada de renúncias".
(Opção - Helena Kolody - poeta paranaense - Viagem no espelho, ed. UFPR 3a edição, 1997, p.77).
Muito legal, enfim, ainda temos a hoje opção pela escolha da vida, pela liberdade, pelos sonhos, pela esperança...
Somos esperançosos por dias melhores!
Mas os sacrifícios são muitos e de todos...
Nesses tempos estranhos de pandemia do coronavid 19, resta optar somente pela vida, única opção viável.
Não é fácil seguir as orientações sanitárias, mas, quando se faz a escolha pela vida, hoje, a única e possível, vamos seguindo com nossas ações preventivas. Vale para todos, sem distinção de classe social, pois cada um depende de todos.
Isolamento social, quarentena, internamento, uti... vocabulário que enriquece para continuar a vida, além daqueles que estão no trabalho de frente para cuidar daqueles que estão acometidos desse vírus!
Vale a pena fazer opção pela vida!.

quinta-feira, 14 de maio de 2020

MORTES SEM LUTO..


[...] O mundo seguro afundou e se afogou, sem esperança de ressurreição, nos rios de sangue humano despejados despropositada e insensatamente". (Zygmunt Bauman - A arte da vida, ed. Zahar, trad. Carlos Alberto Medeiros, 2009, p.81).
O coronavírus 19 ou vírus não foi programado, veio como uma enchente de surpresa!.
Apesar de todo conhecimento e tecnologia suficiente, temos a singela idéia de que tudo pode se "arranjar" e "garantir" a vida! 
Falsa idéia.
Hoje, estamos aí a merce do vírus rondando todas as nações e ceifando vidas,
como uma guerra mundial...
Talvez por muito tempo vamos lembrar esses dias estranhos e cinzentos...
Muitas mortes sem o luto...


domingo, 3 de maio de 2020

ASSEGURANDO A SOBREVIVÊNCIA!

"Há pessoas que apequenam a vida, apequenam com o preconceito, apequenam com a arrogância, apequenam com a venda da própria alma".
(Mario Sergio Cortella - Qual é a tua obra? 24a edição, ed. Vozes, 2015, p.140).
Em dias difíceis que estamos a vencer, levamos a refletir que a vida é frágil.
Somos seres vulneráveis. mortais contra isso não existe remédio algum. Faz parte da nossa natureza.
De repente não somos nada diante de tudo que imaginamos que seríamos.
Dentro de nossa arrogância, prepotência, nosso poder concentrado no "ser" e "ter"
nada serve como barreira contra esse vírus (coranavírus 19)...
Enquanto isso, vamos nos assegurando no mínimo: lavar as mãos, evitar aglomerações, usar máscaras e seguir os conselhos das autoridades sanitárias,
assegurando a vida e também a saúde corporal e a mental, torcendo para que esse tempo , desapareça de nossa contagem, como águas de um rio - passam e não retornam.

sexta-feira, 17 de abril de 2020

DESGASTE!

"Não são as grandes dores que aniquilam.
São as míudas penas cotidianas,
É seu atrito leve e persistente
Que esgarça, fibra a fibra, nossos nervos."
(Helena Kolody poeta paranaense, Correnteza, ed.Lítero-Técnica, Curitiba, 1977, p.136)".
Desgastar, conforme consta do dicionário da língua portuguesa (corroer, envelhecer, corroer, consumir por esforço...).
Talvez uma palavra que, de certa forma, vem a demonstrar os dias que estamos vivendo de "isolamento social, quarentena..." em razão do "vírus coronavid 19".
Essa poesia reflete bem o que estamos passando!
Desgaste total, um momento sem retorno, em benefício de preservar vidas - ao menos essa é a finalidade principal. Exige o sacrifício de todos os brasileiros, de norte a sul, lestes a oeste, pois estamos todos vulneráveis a esse vírus.
Muitas informações, pouca verdade, mas o fato é que o problema esta por aí... Muito desgastante para todos. Os governos se debatem em criar medidas, para fortalecer a economia, e resistir ao ataque viral.
Tem que ganha e tem quem perde. Por óbvio tem os oportunistas de poder e que estão a espera de ganhar dinheiro, além de uma grande passagem para se tornar um ator virtual, emitindo medidas inconstitucionais, como tutelar o direito de ir e vir, como "ir à praia".
Nesses dias, é evidente o desgaste das pessoas [...] fibra a fibra, nossos nervos". Estamos a viver sem rumos, a cada instante, um fato!
De fato não sabemos o amanhã, mas cada dia é um dia...
Mas não é fácil superar as "miúdas penas cotidianas, que é um atrito leve e persistente", porque corrói de fato nosso ser!
Não não como não atentar contra nossa saúde físico e mental.
Mas a regra é superar, lembrando que cada um é uma estrela nesse imenso universo.

domingo, 12 de abril de 2020

Seres vivos frágeis...


No momento que estamos vivenciando, estamos sendo testados como seres humanos, porque atolados em dúvidas, incertezas, sem esperança.
Não é trágico, mais é o momento em que estamos vivendo. Repensar uma sociedade apoiada em pilares frágeis, como se diz.
A regra é simples - em tese - “perante o coronavírus somos todos iguais, sem qualquer distinção de natureza”, exceção dos grupos de riscos, elencados pela autoridade sanitária.
Mais o que chama atenção é que todos estão valorizando a vida, o viver, se cuidando, entendendo que somos seres vivos frágeis demais!
Ressuscita em nós muitos sentimentos, até então acobertados pela vida moderna: choro, sorriso, gentileza, simplicidade, afeto, valorização dos simples afazeres domésticos, convivência familiar “in loco”, saudade - e quem não tem!
O repertório virtual é bom, mas não substitui de nenhuma forma a humanização de sentimentos de ver, olhar, sentir, tocar, apertar as mãos, beijos e abraços...
Esses sentimentos não fazem nenhum humano ser tido como fraco, covarde!
Ao contrário, resgata a nossa humanidade, para que possamos vencer juntos esse tempo de quarentena, confinamento, isolamento social.
Feliz Páscoa, afinal a vida é única.

AFINAL DE CONTAS A VIDA É REAL E NÃO VIRTUAL...

Augusto Cury, em sua obra I ntoxicação Digital, ed. Benvirá, 2a edição, 2024, p.135, escreveu: [...] A vida é dramaticamente curta para se v...