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domingo, 12 de abril de 2020

Seres vivos frágeis...


No momento que estamos vivenciando, estamos sendo testados como seres humanos, porque atolados em dúvidas, incertezas, sem esperança.
Não é trágico, mais é o momento em que estamos vivendo. Repensar uma sociedade apoiada em pilares frágeis, como se diz.
A regra é simples - em tese - “perante o coronavírus somos todos iguais, sem qualquer distinção de natureza”, exceção dos grupos de riscos, elencados pela autoridade sanitária.
Mais o que chama atenção é que todos estão valorizando a vida, o viver, se cuidando, entendendo que somos seres vivos frágeis demais!
Ressuscita em nós muitos sentimentos, até então acobertados pela vida moderna: choro, sorriso, gentileza, simplicidade, afeto, valorização dos simples afazeres domésticos, convivência familiar “in loco”, saudade - e quem não tem!
O repertório virtual é bom, mas não substitui de nenhuma forma a humanização de sentimentos de ver, olhar, sentir, tocar, apertar as mãos, beijos e abraços...
Esses sentimentos não fazem nenhum humano ser tido como fraco, covarde!
Ao contrário, resgata a nossa humanidade, para que possamos vencer juntos esse tempo de quarentena, confinamento, isolamento social.
Feliz Páscoa, afinal a vida é única.

terça-feira, 7 de abril de 2020

AMOR REAL!

[...] O amor real é uma disposição interna que vive na prática diária".
(Leandro Karnal - Você ama? Texto escrito para o Jornal o Estado de S. Paulo edição 5-4-2020, p. H-11).
Interessante a definição, por mais verdadeira e real, é a síntese de muita conversa.
A prática diária define muitas coisas em nossos vidas, porque ações têm que se concretizar!
Amar vai além da convenção social, do amor de Romeu e Julieta, dos encontros virtuais...
Exige acima de tudo doação, disposição, ação efetiva.
Nova ação deve transcender as palavras e atos invisíveis e virtuais, como vemos a cada instante.
Amor vai ali de curtiu...
Bem complexo, mais é por aí, e Leandro Karnal muito feliz com sua definição.
Não existem fórmula do amor, mas temos que vencer os desafios para efetivar essa energia em realidade, ou seja, além de simples palavras.

sábado, 4 de abril de 2020

MANTER O RESPEITO!

Não escrevo sobre religião
para não dar complicação!
Não falo de esporte, porque traz muita aflição, discussão sem fundamento, que desestabiliza amizades.
Sobre política, partindo do princípio que o voto é secreto, cada qual tem seu predileto ao poder.
A escolha é livre.
Sobre criticar às pessoas, líderes, políticos, em geral, basta a crítica do eleitor, do povo como direito de expressão, lógico, nos limites da legalidade.
Todo aquele que está em evidencia em qualquer cargo de liderança, seja político, religioso, líder de entidade de classe, ou qualquer outra situação, com certeza vai receber críticas e têm que saber receber e responder, com a devida educação.
Quem se estabelece nessas condições, têm que estar preparados às críticas, conselhos e bajulações, estas talvez mais prejudiciais, porque enganam o líder!
Enfim, cada um tem seu barco a remar, sabe de seus problemas e aflições, têm suas preferencias de fé, religião, política, esporte, amor, vida, profissão...
Para vivermos em paz, basta o respeito, talvez esse ingrediente mais difícil de aparecer...
Exige-se muito o respeito, mas poucos se comprometem com ele...
Em tempo de isolamento social, não perca a razão, saiba que a vida em primeiro lugar.

domingo, 8 de março de 2020

MULHERES DA CAMINHADA...


Como é um dia específico de celebrar as conquistas das mulheres e seus desafios.
Fui criado por uma mulher D. Lúcia... meu pai faleceu tinha eu cinco anos e mais dois irmãos gemeos em 1965.  Uma longa trajetória de sobrevivência.  Superou a figura paterna, dentro de seus limites.
Aprendi com minha avó Maria Moreno Godoy muitas coisas para a vida: plantar e cultivar flores e verduras, além do trato de conservá-las, pois era espanhola e veio de Minas Gerais. Ensinou muitas coisas.
Minha tia Olivia costureira, com certa deficiência visual tirava seu sustento na máquina de costura. Procurei muitas agulhas para ela, além de alfinetes e emendar peças para costura... e também com retalhos fazia peças de vestuário para a família ou quem necessitasse.
Tias também tive: Tia Tina, Evanilde, Marina, Marcelina, Dolores...valorosas mulheres.
Primas Maria do Rosário, Elaine, Edilene, Marilda, Mariamós, Ana Maria, por conta da convivência.
Depois veio minha irmã, que ajudava nas tarefas da casa, enquanto minha mãe trabalhava e estudava. Depois veio D. Marcia, sogra D. Tereza.
Veio minhas filhas mulheres: Talita e Laura.
Da Talita vieram três lindas mulheres: Maria Clara, Ana Luiza e Sarah Beatriz, que certamente farão sua trajetória.
Convivo com grandes mulheres advogadas, que lutam pela sobrevivência na Subseção de Cianorte e em outros locais que exerço a advocacia.
Além daquelas advogadas que fazem parte das câmaras de seleção e especial que participo na Seccional do Paraná (deixo de mencionar o nome delas porque são muitas e muitíssimas competentes e de uma sensibilidade extrema para decidir).
Na Seccional do Paraná, atualmente, cada câmara é presidida por uma mulher Dra. Marilena Winter (Câmara Especial além de ser nossa vice-presidente da Secional do Paraná e já tinha trabalhado Câmara de Seleção anterior 1916/1918) e Dra. Christhyanne (Câmara de Seleção).
Não poderia falar diferente das mulheres, pois todas que tenho convivido cada qual deixa seu legado de sensibilidade, humanidade e justiça. 
Minha primeira professora escolar foi D. Helena, deu rumo ao meu saber!
Assim sou grato a todas elas e no convívio da vida, tenho aprendido que uma mulher tem capacidade plena para a vida, sem limites, além do digno respeito que merece de toda a sociedade, principalmente dos homens!
Abraços a todas as mulheres.

sábado, 22 de fevereiro de 2020

POETA DECADENTE...

A vida é uma estalagem onde tenho que me demorar até que cheque a diligência do abismo".
(Fernando Pessoa - in Fernando Pessoa quase autobiografia - José Paulo Cavalcanti Filho, ed. Record, 6a edição, 2012, p.655).
É uma metáfora, mas é a trajetória da sobrevivência, dizia o poeta.
A diligência do abismo é a morte, chega para todos...
E, o poeta no final da vida (Fernando Pessoa) assim temia por seu final expressando: 
"[...] meu destino é a decadência".
Era um gênio de seu tempo, mas não reconhecido.
Faleceu em final de dezembro/1935.

SENSAÇÃO DO NADA...

"Tudo quanto penso,
Tudo quanto sou
É um deserto imenso
Onde nem eu estou".
(Fernando pessoa ) - Fernando Pessoa - in Fernando Pessoa quase autobiografia - José Paulo Cavalcanti Filho, ed. Record, 6a edição, 2012, p.403).
As vezes somos igual ao poeta, queremos sonhar ser tudo,

mas não conseguimos sequer nós mesmos:
somos meros atores, sem palcos...
Essa insatisfação (deserto) domina há muito as pessoas... 

Nos dias atuais ainda mais no mundo virtual do conteúdo líquido: rápido, da imagem e
informações que não sabemos se são verdades ou falsas....
Temos a sensação do nada. 



ALGUM REFERENCIAL DE VERDADE PARA SOBREVIVER...

"O tempo das verdades plurais acabou. Agora vivemos no tempo da mentira universal. Nunca se mentiu tanto. Vivemos na mentira, todos os dias". (José Saramago - escritor português - premio nobel de literatura 1998 - As palavras de Saramago, ed. Cia das Letras, 2010, p.474).
Saramago deixou um lembrete que "[...] morreu indignado por ter entrado num mundo injusto e ter saído de um mundo injusto".
Mas deixou seu legado na literatura e nas frases que disse em entrevistas e palestras.
Nos tempos atuais, infelizmente, não sabemos escolher entre "verdades" e "não verdades"... 

Disse Saramago: [...] "As verdades únicas não existem: as verdades são múltiplas, só a mentira é global".  Ele teria suas razões e convicções, pelo tempo e experiência de vida.
Vivemos essa realidade hoje: saber, ou tentar ao menos, descobrir o que seria verdade ou não verdade. Mas sopesado a isso, ainda, sobra, algum referencial de verdade para sobreviver...

AFINAL DE CONTAS A VIDA É REAL E NÃO VIRTUAL...

Augusto Cury, em sua obra I ntoxicação Digital, ed. Benvirá, 2a edição, 2024, p.135, escreveu: [...] A vida é dramaticamente curta para se v...