Pesquisar este blog

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

MEMORIAL DE VIDAS


Cemitério = necrópole, deveria na verdade chamar-se “MEMORIAL  DE  VIDAS”, pois neste local estão enterrados nossos entes queridos, amigos, parentes, enfim, pessoas que um dia fizeram diferença em nossas vidas.    Quando vou  ao Memorial de vidas (cemitério), até chegar onde está enterrado meu pai e familiares,  fico observando as pessoas, as lápides e os túmulos edificados para os falecidos enterrados. Encontro túmulos construídos com muita arte e requinte, com homenagem de familiares àquele que partiu. Encontro túmulos sem ao menos ter algum detalhe de homenagem ao falecido. Simplesmente com o nome e a data do falecimento. Alguns nem têm nada escrito, (sem identificação)  não sei quem ali foi enterrado. Vejo túmulos de crianças, anjinhos que partiram após minutos de vidas, outras que já nasceram mortas. Vejo escritos nas lápides, fotografias, e algumas frases interessantes. Observei numa ocasião um túmulo onde a filha (ou filho) deixava recorrentemente “recados de saudade para sua mãe numa folha branca de sulfite impressa num computador” (tinha fotografia na lápide de uma senhora e várias folhas juntas na superfície do túmulo). Talvez não recordo com certeza o local (é em Cianorte), algo incomum,  mas foi  uma experiência interessante, não esquecerei jamais dessa ocasião.  De uma forma ou de outra, alguns vão ao cemitério, inúmeras vezes, não só no dia de Finados, mas varias vezes ao ano, prestar homenagem aos seus entes queridos, amigos, conhecidos, enfim, é um sentimento de reverência cristã e humanitária, que não deve ser repelido, ao contrário, trata-se da nossa própria natureza humana, dotada de sentimentos. Cada pessoa, como ser humano, deve repensar as ações, mas o que deve ter em mente, compreender,  é que devemos contribuir para que este mundo se torne mais humano. Devemos sempre ser representantes de esperança, viver de fato em solidariedade, partilha, sempre aberto os olhos para que o presente espera de nós.  Lembremos que nossa vida é limitada, ela segue o rumo ao seu fim, na morte.  Hoje nós prestamos homenagens aos nossos mortos, amanhã, certamente seremos os homenageados.   Vivamos nossa vida inteira, não prisioneiros do medo e da morte,  mas sim do amor, do perdão, da solidariedade, da partilha,  sentindo nossas sensações humanas, um esforço e tarefa para a vida inteira, a única vida que temos!
“Requiem aeternam dona eis, Domine, et lux perpetua luceat eis, te decet” (Repouso eterno dá-lhes, Senhor, e luz perpétua os ilumine). (Mozart)
http://www.vagalume.com.br/mozart/requiem-traducao.html#ixzz2B49XsMm9

domingo, 28 de outubro de 2012

“VIDAS SEM VIDAS”


“VIDAS SEM VIDAS”
"... Mas de tanto lamentar o passado ou ter esperança no futuro, acabamos por perder a única vida que vale ser vivida, a que depende do aqui e do agora, e que não sabemos amar como ela certamente merece". (LUC FERRY - Aprender a viver -Objetiva, RJ, p. 27).
Construímos, edificamos, conquistamos, e de repente percebemos que nada nos satisfaz, está tudo vazio, oco.  Percebemos que o tempo passou e nada do que fizemos valeu a pena. A vida, o tempo, não retorna mais. Tomamos pé da situação, repensando tudo que passou. Nada mais voltará para compensar a nossa frustração, porque o tempo passou e também a vida. Examinando tudo que se passou, restou apenas lembranças, momentos de alegria e tristezas. As nossas conquistas pelo poder, dinheiro, posição social,  já não valem mais nada, porque já nenhuma delas traz nenhum satisfação, restaram frustradas. Também elas já não preenchem o nosso tempo e nossa vida. O que resta disso tudo? Resta a vida e o tempo. A frustração diante da vida e do tempo, não temos como escapar disso, apesar de inúmeras fantasiosas situações que nos rodeiam com bens e farto consumo, nenhuma delas vai remir a vida e o tempo. Vaidades e vaidades. A vida tem fim e o tempo é fatal. Ou seja, temos tempo de validade. Então, enquanto temos tempo, devemos colocar vida no tempo e viver a vida com vida, ou seja, “viver plenamente sempre, como fosse sempre o último instante de vida que temos direito, restando sempre o presente, hoje, agora”.  Amar, beijar, perdoar, gritar, sorrir, comer, admirar a natureza, tomar banho de chuva, acalantar seus filhos, dar carinho, afeto, enfim, inúmeras coisas que de tão simples que são, passam despercebidas e talvez seja o melhor da vida! A vida é um milagre sem medida e o tempo corre junto com ela, imutável, implacável. 

sábado, 8 de setembro de 2012

INDEPENDÊNCIA E LIBERDADE

Celebramos no dia de ontem (7 de setembro)  o Dia da Independência. Nossa independência conquistada de Portugal com muita luta. É verdade também que a independência foi uma conquista, contudo, o Brasil precisa de independência no campo social, político, espiritual, tecnológico, e em muitas outras áreas, com o  tempo chegaremos lá. O processo de independência de uma nação é permanente. No dia 07 de outubro acontecerão eleições para prefeitos/as vereadores/as. Neste sentido, um compromisso democrático, importante para aperfeiçoamento da nossa independência é o VOTO LIVRE, CONSCIENTE, elegendo cidadãos/as comprometidos com a população.  A liberdade, nasce no momento em que temos a independência de poder fazer escolher corretas, não por mero desejo próprio, mas sim para poder transformar algo em favor de muitas pessoas. Voto consciente é importante, porque é a máxima expressão da liberdade do cidadão, que adentrando a cabine de votação, sem coação e constrangimento, ali exerceu seu direito legítimo do voto, num ato secreto,  pois  é o momento próprio do eleitor, onde fará a escolha de seu candidato. O que se tem notado em período eleitoral, principalmente como candidato, é a vinculação do eleitor com candidatos que já exercem o mandato por várias vez, criando um clima de dependência emocional grande entre ele e o candidato que exerce o mandato.   O voto é uma forma de expressão da cidadania, é o momento em que "eleitores" poderão dizer "não" ao candidato que não trabalha para o bem comum (muitas fazem o trabalho nitidamente para o benefício pessoal ou de grupos)  e também buscar a renovação do quadro político, evitando o continuísmo. A renovação do poder, em qualquer grau, oxigena o poder, motivo de ocorrer eleições de forma periódica para todos os cargos do executivo e do legislativo.  O eleitor tem que entender que mudanças são necessárias e existe o risco da escolha. Toda escolha envolve risco, tanto no campo pessoal, profissional, familiar, político,  pois não existe escolha  onde não ocorra perdas e ganhos. Por isso para fundamentar a independência e a liberdade, o eleitor, repensando os candidatos e seus perfis, deve fazer a escolha certa e acompanhar o trabalho do candidato em que votou, cobrando do mesmo atos, atitudes que envolve no máximo o interesse comum da população. Salve o Brasil. Salve 07 de setembro, a independência, a liberdade, a ordem e o progresso.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

VOTO NÃO É FAVOR


Voto não é favor, nem  ato de simpatia. Voto é delegação de poder, ato de confiança do eleitor no candidato. O voto é o início da cidadania, consolidação da democracia. O candidato eleito, deve prestar contas à comunidade de sua atuação, porque é pago com dinheiro público. O eleito (agora candidato) obtém um mandato pelo voto e  VOTO DEVE SER CONQUISTADO. O cidadão tem responsabilidade pelo voto delegado e fatalmente sofrerá as conseqüências... Tanto que o voto é relevante, que o TSE vem  veiculando propagandas diariamente na TV para que o eleitor se conscientize efetivamente do voto e da escolha certa do candidato, alertando em muitas deles as conseqüências da escolha.  Por isso a participação da comunidade no acompanhamento do legislativo e executivo é necessário, seja pessoalmente, seja por entidades de bairro ou a sociedade civil organizada. Quanto mais vigiar, melhor fica... e isso que se chama "transparência". É evidente que todo eleito tem o DEVER MORAL, ÉTICO E LEGAL DE AGIR DE FORMA LEGAL (DENTRO DA LEI), não é nenhum atributo ser "político honesto", é um dever. Pense nisso, quando for votar e escolher seu candidato.  Por outro lado, é um credenciamento, ou seja, o eleitor vai delegar ao futuro eleito, poderes para a pratica de atos que invariavelmente vai influenciar no dia-a-dia da comunidade. Por exemplo, na melhoria dos sinais de trânsito, na limpeza pública, na iluminação, na arborização, na malha viária do município, na saúde, na educação municipal (criação de creches e escolas), postos de saúde, parques, praças, atos que podem melhorar ou alterar o bem estar da população em geral, enfim, coisas que atingem diretamente o dia-a-dia do cidadão.  Hoje em Cianorte, onde estamos, a segurança é um item mais essencial que emprego, salário e casa própria. Porque a segurança,  ela envolve saúde, bem estar, reflete no trabalho, diretamente na preocupação do cidadão, pois na sua casa, estão seus bens necessários que vem pagando regularmente mês a mês, com o fruto de seu sagrado trabalho, onde após o trabalho e nas horas de descanso poderá usufruir. Segurança é liberdade,  é um bem estar sem igual, uma sensação inestimável, para andar pelas ruas da cidade, parques, praças, sem molestamento e sem preocupação, trazendo qualidade de vida. Assim também reflete no comércio, na prestação de serviços, na indústria, tanto para o proprietário, quanto para o trabalhador, pois ambos tem que ter a segurança necessária, um para  desenvolver  atividade empresarial outro para trabalhar, sem qualquer preocupação, além das escolas, das universidades e das repartições públicas. É óbvio que uma segurança eficaz, atinge também a saúde, pois melhora a auto estima da população, evitando gastos desnecessários na compra de remédios, atendimento hospitalar e também em equipamentos de proteção do patrimônio. Toda a gerência do bem comum está ligada ao voto e a escolha de nossos representantes;  é evidente que se exige constante participação da população, entidades religiosas, civis e organizadas, objetivando a plena realização do bem comum e não de grupos.  

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

VIVER ATENTAMENTE



Muitos vivem a vida, como se fosse um caminho construído,  igual uma estrada projetada por outros, sem saber dos sentidos da vida. Vivemos o presente, como se fosse uma regra normal da vida,  vai acontecer todos os dias... iguais sempre assim até que a morte chega e nos carrega. Mas tenho por mim que a vida é maravilhosa demais para vivermos numa regularidade secular, sem atentar o significo de instantes de vida. Não dominamos o tempo, ele esta aí, imutável. Passamos por tempo, e este permanece o mesmo sempre. Mundamos a todo instante, exigindo que o tempo possa também ser mudado, como fossemos criador, como uma arrogância sem igual. Mensuramos o tempo em calendários, relógios, agendas, como tivéssemos competência para isso, mais essa mensura é válida para nós e não para o tempo, porque este tem seu curso normal imutável.Tempo tem a competência de registrar os fatos da nossa vida: alegrias, tristezas, esperanças, amores, desiluções, enfim, é aquele que sempre permanece conosco, como  amigo fiel em todos os instantes, pois é imutável e implacável. Tempo que registra a demanda incansável pela manutenção de nossa autoimagem, como se fosse a única coisa a que resta buscar nesse mundo consumista. Tempo que cura os medos, amores, depressões, gritos de socorro, porque a vida está passando, o tempo esgotando nossos últimos fôlegos de vida e nós como seres falíveis, frustrados na aspiração da busca por mais conseguir na vida, porque vencer sempre é à medida que a sociedade impõe, sem limites.  Exaustão é da vida e não do tempo, imutável, uniforme, cada minuto exatamente igual ao próximo e o que passou... A vida é bela, curta, preciosa, deve ser  vivida intensamente com plenitude, como algo singular, única, valiosa, um milagre a viver a todo instante.     

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

FELICIDADE ETERNA


Será que existe a felicidade eterna? Tenho dúvida, porque se a vida é passageira, tal qual  não poderia ser diferente a felicidade. Existe um princípio bíblico, que “tudo tem seu tempo determinado para as coisas”. Evidente e óbvio que existe o tempo de felicidade, nem que seja uma fração de tempo sequer, nenhum humano passaria por esta terra, sem ter um tempo mínimo de felicidade. Vivemos momentos e instantes de alegria, serenidade, paz, graça, amor, choro, angústia, esperanças, também felicidade, porque não existiria graça nenhuma de permanência plena dessas situações. O homem tem um ímpeto de conquistador, portanto, talvez o troféu da felicidade, poderia durar apenas segundos, minutos, instantes, como exemplo  um corredor recebendo o prêmio no “podium” após uma corrida, ou a conquista do pico do Everest, enfim, situações diversas poderiam ocorrer para gozarmos de um tempo de felicidade. Minutos, segundos e instantes apenas de felicidade, talvez satisfaça nosso coração. Todavia, pelas circunstâncias sociais em que vivemos, somos levados a buscar esse estado a todo instante, como se fosse dever ser feliz permanentemente, algo impossível, que nos traz o ônus de devedores eternos, incapazes perante a vida.  Não podemos viver sempre num estado permanente de felicidade, se somos rodeados a todo instante pelas tempestades da vida (ainda que estas passam), em convivência com a morte (passeia entre nós, mas é algo certo), fazendo parte inevitável e  integrante do maior milagre que é a vida. Enquanto temos vida, podemos ter esperança de ter felicidade, por um instante sequer, vivenciando esse estado maravilhoso,  como se fosse o último prêmio que a vida permitisse.  

terça-feira, 14 de agosto de 2012

ELEITOR DEVE ESTAR CIENTE DO VALOR DO VOTO

Trago a transcrição, artigo publicado no Jornal o Estado de S. Paulo, no Espaço aberto, escrito por RAUL MARINO JR.  no dia 13 de agosto de 2012, cujo teor é de grande valia para o momento atual em que vivemos. Como candidato a vereador em Cianorte-PR, tenho constatado a indiferença do eleitor, mas sempre que possa, digo a cada eleitor "seu voto pode alterar alguma situação". Por isso o voto deve ser dado ao candidato como exercício da cidadania e como forma de participação  na construção de uma efetiva democracia. Votar é o início, deve acompanhar o candidato eleito, até o final do mandato, participando e dando sugestões. 

O Estado de S.Paulo
"A injustiça em qualquer lugar é uma ameaça à justiça em todo lugar"
 Martin Luther King
"Revolto-me, logo existo!" Essa é a frase famosa de indignação que Albert Camus estaria dizendo se fosse brasileiro... Até quando este povo permanecerá calado e abúlico diante dos escândalos que se sucedem diariamente, na Câmara dos Deputados, no Senado e nos logradouros onde se deveria praticar a justiça? Aproximam-se novas eleições e mesmo os brasileiros mais esclarecidos não sabem mais como votar, pois a maioria dos políticos está se dividindo em dois grupos: um com gente incapaz e outro com gente capaz de tudo!
Quem quiser tornar-se um profissional neste país deve, primeiro, passar por severos vestibulares e exames até se diplomar médico, advogado, engenheiro, etc., além de levar anos para ser reconhecido como um profissional confiável. Atualmente, ser político no Brasil é o único ofício para o qual não é necessária nenhuma preparação. O próprio Lenin já disse que "toda cozinheira deve aprender a governar o Estado". Quer-nos parecer que aqui já não estamos longe disso, é só observar as consequências no Planalto.
Temo por nossos filhos. A que belo exemplo estão eles agora assistindo. Em breve não desejarão mais estudar ou se esforçar, porque, a exemplo de Pindorama, fica mais fácil gozar as benesses do "jeitinho" brasileiro. Aqui, tiriricas são apenas mais uma erva daninha...
É claro que talvez sejam "apenas" 90% dos políticos que dão aos bons 10% a péssima reputação a que assistimos. O ex-senador Romeu Tuma, chefe de tantas polícias, já afirmou: "Se você tem asco da corrupção, não pode ser um asno na votação". Mas como, por meio de um simples voto, consertar esse estado de coisas?
Se não houver melhor seleção dos candidatos, seremos sempre a eterna carneirada forçada a votar no que nos impinge a traiçoeira televisão. Falo como pessoa do povo e, após tantos anos nefastos, vejo agora que um governo nunca poderá ser melhor ou pior do que o povo que o elegeu. Temos culpa nisso, sim! Se encontramos um asno ou uma tartaruga aboletados no alto de um poste, quem pensará que lá chegaram sozinhos? Por certo tiveram a nossa ajuda.
Para nós, caráter é aquilo que fazemos quando ninguém está olhando. Quem nos ensinará a escolher homens de caráter? Despreparados para o poder vão certamente utilizá-lo mal por falta de caráter.
Qualquer psiquiatra sabe que as doenças da afetividade, como a depressão, ou as da personalidade, como a esquizofrenia, podem ter controle farmacológico. As doenças do caráter - as personalidades psicopáticas -, porém, não têm solução médica. São incuráveis e vão desde a amoralidade até o crime, além de haver ainda outras variedades. Victor Hugo dizia que, "entre um governo que pratica o mal e o povo que o consente, há certa solidariedade vergonhosa", pois o que é mau na moral o é também na política.
Na Bíblia, em Provérbios, está escrito: "A capacidade levará um homem a altas posições, mas ele precisará ter caráter para nelas permanecer". Palavras de Deus. Haverá melhor testemunho? Onde estão nossas igrejas, as protestantes e as que não protestam, que cobram de nós nossas pequenas faltas e agora se calam ou mesmo se unem aos faltosos governamentais? Onde estão os fautores das leis, que, em lugar de os colocar em suas cadeias, a eles se unem em habeas corpus ignominiosos, provando que a Justiça é cega? O Brasil ainda não tem suficientes oftalmologistas para corrigir tanta cegueira!
O saudoso Roberto Campos, tantas vezes ministro e embaixador, sabiamente afirmava: "Nenhuma sociedade pode florescer, ou mesmo funcionar, se seu povo não se sente mais responsável por ela". Atentem bem: o voto de um filósofo ou de um teólogo, ou ainda de um grande jurista, vale tanto quanto o voto de um infeliz comprado com algumas esmolas e migalhas de uma Bolsa-Família!
Estarreço-me quando ouço o governo dizer das torturas que vêm sofrendo os "pobres" mensaleiros nas comissões parlamentares de inquérito (CPIs) e, ao mesmo tempo, ver os maiores responsáveis por essa tragédia macunaímica crescendo nas pesquisas de voto. Lembram-se de Mario de Andrade, o criador de Macunaíma, o herói sem nenhum caráter?
Existirão leis, sim, mas não quem as proteja! Existirão muitos políticos "honestos", sim, geralmente aqueles que depois de comprados sempre permanecerão comprados. A verdade é que querem calar-nos, a nós, pobres eleitores, e também à mídia - como calaram já um dos maiores e honesto jornalista deste país, somente porque dizia "isto é uma vergonha"..., o que certamente incomodava muitos. Calaram também prefeitos, policiais e testemunhas, fazendo-nos crer que foram crimes comuns.
Só nos resta mesmo invocar o Evangelho: "Mestre, mande seus seguidores calarem a boca!". Respondeu Jesus: "Eu afirmo a vocês que se eles se calarem até as pedras gritarão!" (Lucas 19:40). Agora, pergunto: somos cidadãos ou somos pedras que se calam?
O filósofo Santayana já havia vaticinado três tipos de governo: "O que faz acontecer, o que assiste a acontecer e o que nem sabe o que acontece". Qual deles escolheremos?
Avizinha-se nova campanha eleitoral e alguns inconformados já dizem: "Penso, logo voto nulo!". São os que pensam que pensam... Há 2 mil anos o povo já preferia Barrabás. Preocupo-me que, de novo, vão crucificar a verdade - e novamente em benefício da mentira.
Acorda, Brasil! Só nos restará corrigir e lamentar a nossa sina: "Voto mal, logo existo!".
* RAUL MARINO JR. PROFESSOR TITULAR EMÉRITO DE NEUROCIRURGIA DA FACULDADE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO 9USP0, PROFESSOR LIVRE-DOCENTE DA ÉTICA MÉDICA E BIOÉTICA DA USP. É AUTOR DO LIVRO "BIOÉTICA GLOBAL!". (ED. HAGNOS, 2009). 

AFINAL DE CONTAS A VIDA É REAL E NÃO VIRTUAL...

Augusto Cury, em sua obra I ntoxicação Digital, ed. Benvirá, 2a edição, 2024, p.135, escreveu: [...] A vida é dramaticamente curta para se v...