Segundo dados econômicos, no dia 29/12/2011,às 17 horas, foram arrecadados R$1,5 trilhão de impostos federais, estaduais e municipais pagos pelos brasileiros desde 1 de janeiro de 2011 (WWW.impostometro.com.br), considerado recorde de arrecadação. Diante disso, o que o cidadão brasileiro, quer e necessita, é que seja a arrecadação acompanhada de mais investimentos públicos em áreas sociais e de infraestrutura, para reduzir o custo Brasil e desenvolver o país. O cidadão entende como boa governança, a devida prestação de contas, ou seja, os recursos arrecadados com impostos e gastos pelo poder público, livre de qualquer intenção de corrupção ou favorecimento de grupos e partidos políticos, favorecendo diretamente o bem comum: saúde, educação de qualidade, segurança, empregos, moradias, estradas entre outros setores que o estado tem que investir. O cidadão está cansado do jogo de interesses imagináveis, onde gente dita honrada, se vende por algumas bondades; conchavos mais estranhos se formam, surgem, desfazem, da noite para o dia. Partidos se dividem e metade segue um rumo, metade segue outro, mas permanecem abrigados numa mesma sigla. Anulam-se política, partidos, ideais, não permanecendo sequer adversários ferrenhos, num contexto onde tudo serve, funciona, todos casam com todos, gerando estranhos viventes, desorientados, desiludidos, desprovidos de qualquer limite de lealdade, integridade, fidelidade. Já não se confia mais nas instituições, pois hoje a crise não é de legislação é institucional, inexistindo um sentimento de confiança e governabilidade. O cidadão quer e deseja um Brasil, onde homens públicos, em cargos solenes, lutam pelo país, pelo povo, pelo bem comum, com planejamento estratégico e investimentos públicos em áreas essenciais (saúde, educação, segurança, emprego, infraestrutura), pois já não existe mais a desculpa de falta de recursos, face a arrecadação recorde de 2011. Esperam os cidadãos do Brasil, em 2012 no mínimo a boa governança, beneficiando a população em vez de interesses particulares e de partidos.
Visa o blog divulgar matérias sobre direito, política, vida e fatos, segundo o livre pensamento do autor do blog, e inserir no leitor provocações reflexivas, demandando o mesmo a pensar sobre o que foi escrito, os fatos descritos nos artigos, a realidade, tudo quanto se puder expressar através da escrita. Quando se fala em provocações, na verdade é dar um choque de realidade sobre o que se escreve, e levar as pessoas a refletirem sobre o conteúdo do escrito.
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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
FINAIS E COMEÇOS
Encerramos o ano de 2011, e iniciamos o ano de 2012. Interessante que a vida é marcada por "finais" e "começos" e vice-versa. Fazemos balanços e avanços em todos os anos. Quando começamos algo em nossa vida, já temos planejado o final. Talvez não seja o final planejado, mas lutamos bravamente até que alcançamos o final. Não é igual a uma novela de TV, que o autor, segundo o índice de audiência altera o enredo, dando um fim, que as pessoas interferem. Na vida, "começos" e "finais" dependem de nós mesmos. Muitos atributos pessoais marcam essa trajetória, inclusive, o requisito competência. Mas às vezes, o lado pessoal sofre interferência da própria vida, como doença, luto, desestímulos, falta de planejamento, fé, esperança... Nesses momentos até por sermos humanos, passamos a descrer de nós mesmos, não superamos os obstáculos que entraram em nosso caminho... perdemos na caminhada e não chegamos ao final. Mas, durante a vida, evidentemente temos caminhadas e lutas que não chegaremos ao final, mas, embora tenhamos lutados bravamente, como um guerreiro atravessando campos minados... Nesta jornada, ganhamos a experiência, esperança, agarramos a fé de poder chegar até o final, com vibrante exaltação, conseguindo o milagre, o impossível, o que talvez nos torna fortes e valentes, senão para vencer, mais para resistir. Finais e começos, enquanto tivermos vida, esse enredo será presente em nossa existência.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
FLUIR A VIDA NA SUA INTENSIDADE
Deixa-me seguir para o mar
Tenta esquecer-me... Ser lembrado é como evocar-se um fantasma...
Deixa-me ser o que sou, o que sempre fui, um rio que vai fluindo...
Em vão, em minhas margens cantarão as horas,
me recamarei de estrelas como um manto real,
me bordarei de nuvens e de asas,
às vezes virão em mim as crianças banhar-se...
Um espelho não guarda as coisas refletidas!
E o meu destino é seguir... é seguir para o Mar,
as imagens perdendo no caminho...
Deixa-me fluir, passar, cantar...
toda a tristeza dos rios e não poderem parar!
(Mario Quintana - Deixa-me seguir para o mar).
Assim é a nossa vida, um caminho sempre para fluir, não importa as tristezas, alegrias, as tempestades.
Tenta esquecer-me... Ser lembrado é como evocar-se um fantasma...
Deixa-me ser o que sou, o que sempre fui, um rio que vai fluindo...
Em vão, em minhas margens cantarão as horas,
me recamarei de estrelas como um manto real,
me bordarei de nuvens e de asas,
às vezes virão em mim as crianças banhar-se...
Um espelho não guarda as coisas refletidas!
E o meu destino é seguir... é seguir para o Mar,
as imagens perdendo no caminho...
Deixa-me fluir, passar, cantar...
toda a tristeza dos rios e não poderem parar!
(Mario Quintana - Deixa-me seguir para o mar).
Assim é a nossa vida, um caminho sempre para fluir, não importa as tristezas, alegrias, as tempestades.
Tudo é necessário, mais o maior espetáculo é viver e seguir a caminhada, sempre.
Haja o que houver, haverá sempre o tempo do impossível a realizar, o milagre para acontecer, o sucesso, a vitoria, a derrota, mas viver é necessário, viver e feliz.... O milagre depende de você, pois a felicidade é construída por nós... dentro de nós.
Mais uma vez Feliz 2012 para todos. Sucesso, força e luta, esperança, fé em Deus e pé na estrada... assim caminhamos na vida...
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
FELIZ 2012
Estamos nas últimas horas do final de 2011, espero que todos passam para o ano de 2012. Ano de 2011, número ímpar e segundo as estatísticas não foi um ano legal, contudo, olhando a maré, tanto o barco do pobre como o iate do rico, chegaram ao final de 2011 e adentrarão a 2012. Na comparação, simples é ver que sempre haverá o barco do pobre e o iate do rico. O barco do pobre não vira iate e nem o iate do rico vira barco. Mas no curso da maré, pode acontecer alguém ser encontrado sem roupas, quando ela baixar, aí não existe rico e nem pobre, haverá nudez completa, porque nudez não tem classe social. Assim é a vida. Felizes enquanto a temos. A todos os amigos e leitores que acompanharam neste ano de 2011 e aos que acompanharam em 2012, um ano-novo repleto de paz, saúde e vida. Que todos os sonhos e as esperanças se realizem. Temos que ter fé, lutar e confiar, mais, amar intensamente, como todo o dia fosse o último de nossa vida.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
2012 ano eleitoral e captação de votos
Num país como o Brasil de diversidade territorial e populacional, reina a desigualdade social de norte a sul, leste e oeste, onde falta os mínimos direitos sociais e sobram corrupção extrema. No dia de ontem, publicou portaria 619no Diário Oficial da União, liberando construção de 110 mil unidades habitacionais, para serem construídas em cidades com até 50 mil habitantes, deixando cadastros sob responsabilidade de prefeitos, ampliando o programa do governo Minha Casa, Minha Vida, o principal programa de habitação do governo Dilma Rousseff. Tal programa vem a beneficiar em torno de 4.986 municípios brasileiros, portanto, a intenção está em eleições de 2012. A verdade que o governo embora mantenha o esforço em reduzir o deficit habitacional, tal situação não se consolida na implementação dos programas, o que pode ser constatado pela insatisfação da população. A previsão do orçamento para investimento na área habitacional do programa Minha Casa, Minha Vida, apesar de um avanço, contudo, não supre a falta de moradias para a população de baixa renda. Contudo, o que se põe em jogo, é na verdade o dividendo eleitoral com as obras de construção de moradias populares, tanto para os partidores da base do governo nas eleições municipais de 2012, como para o próprio Governo Federal, afinal de contas, o grande desafio de um governo é a boa governança e o desafio de atender o bem comum, e não interesses meramente partidários e particulares.Certamente esta cartada atingirá boa parte dos municípios do Brasil, que têm deficit habitacional, já que a casa própria é sonho de todo brasileiro. Esperamos que efetivamente o programa atenda à necessidades do deficit habitacional, pois o direito à moradia, é um direito social, conforme previsão contida na CF, artigo 6º: "são direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição".
Se o programa anunciado pela presidente não for colocado em prática efetiva, certamente não colherá os frutos eleitorais de 2012, e nem realizará o sonho da casa própria, o que fatalmente ocasionará um mal-estar na população.
Se o programa anunciado pela presidente não for colocado em prática efetiva, certamente não colherá os frutos eleitorais de 2012, e nem realizará o sonho da casa própria, o que fatalmente ocasionará um mal-estar na população.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO
Em tempos de modernidade, o que mais se vê são propagandas de vendas de veículos e motocicletas. Basta ligar a televisão, verifica-se em horários nobres a guerra de fabricantes e revendedores, enfiar um carro no brasileiro, mesmo de último tipo e modelo mais caro possível, até financiado. Andar na caixa de aço é coisa moderna, traz status e um ar de liberdade. Nas grandes cidades existem carros nas ruas uns sobre outros, onde vamos parar? Tudo que é feito e construído, deve ser privilegiado o ser humano em primeiro lugar. Criticas à parte, mas possuir carros ficou muito fácil no Brasil, embora, seja descartável (quase todos). Se financiado em sessenta (60) meses, quando chegar ao final do carnê, tudo fica zerado. Não se pode medir o desenvolvimento pelo número de veículos, senão o Brasil certamente seria um dos países mais desenvolvidos, pois, no caso do Brasil, o veículo é uma questão de status e poder. Bicicleta, nenhuma propaganda, a não ser alguns grupos estão lutando para poder pedalar e se locomover em grandes centros urbanos, construindo rotas alternativas, afim de poder ter a liberdade plena de ir e vir. No locam onde vivo, em Cianorte (Paraná - Brasil), uma cidade totalmente plana, o que prepondera são motocicletas, e não existe nenhuma campanha para a utilização de bicicletas, nem pelo poder público, apesar dos elevados números de acidentes com motos, e uma infinidade de pessoas com aleijão permanente e incapacidade para o trabalho irreversível. Existem vários trabalhadores que utilizam a bicicleta, mas esse recurso deveria ser utilizado com mais intensidade e por toda a maioria da população, pois nenhum mal traz as pessoas, ao contrário, faz bem a saúde e para o bolso, e o meio ambiente agradece. Pedalar é saúde, é liberdade de locomoção, é uma grande ajuda ao meio ambiente. Vamos pegar essa onda em 2012.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
JUNTOS E SEPARADOS NO MESMO ESPAÇO
Vivemos em cidades densamente habitada. No mesmo instante que estamos todos juntos, num mesmo momento estamos separados, segregados, excluídos. Denota-se que as construções no espaço urbano, tem a característica de separação de pessoas, em prol de uma desculpa de segurança. Construem-se muros, paredes, condomínios privativos, ambientes que em tudo visam separar as pessoas, como uma se fosse uma expulsão compulsória. Em pról de uma pretensa segurança, talvez não pensamos como será levado a efeito esse tipo de modernidade, que não se preocupa com o ser humano, frágil, que necessita de comunicar-se com outros humanos. Na verdade, quando tentamos isolarmos em nos mesmos, em face de isolados estarmos seguros, estamos construíndo dentro de nós um império de solidão. O meio urbano está sendo construído como se fosse uma estratégia de guerra, pois procura-se não construir pontes, passagens acessíveis e locais de encontros, facilitar a comunicação, ou, de alguma outra forma aproximar os habitantes da cidade. Vivemos a todo tempo monitorado em todo o espaço, além daquele chamado de "espaço nervoso" - que não pode ser utilizado sem o monitoramento ativo de seguranças e toda parafernalha eletrônica disponível no mercado. Além disso, os espaços interdidatos que não podem ser utilizados por ninguém, devido a construção de fortalezas. Em toda a construção no meio urbano, denota-se a tendência da segregação, trazendo a "mixofobia", que no dizer de Zygmunt Buaman "é uma reação altamente previsível e difundida entre os diversos tipos humanos e estilos de vida capazes de confundir a mente, provocar calafrios e colapsos nervosos, de que estão repletas as ruas das cidades contemporâneas, assim como seus distritos residenciais mais "comuns" (leia-se: não protegidos por "espaços interditados"). (Amor líquido - sobre a fragilidade dos laços humanos. Zahar Editor, trad. Carlos Alberto Medeiros, Rio de Janeiro, p.132-133). Será preciso mesmo dividir e separar os espaços para termos segurança e suprimir o medo, vale a pena? Ou seremos eternos solitários humanos doentes, com segurança, com medo, paranóicos, entre outras realidades. A verdade é que precisamos acordar para tentar evitar o tédio "opressivo das soluções modernas" , que constroem medo e retiram da população a liberdade verdadeira e natural de contato de uns com os outros. Ao invés de grandes centros de compras, deveríamos construir lugares de encontros para os humanos, com total liberdade (praças, locais de jogos, brincadeiras de crianças, enfim, lugares eminentementes naturais e para seres humanos).
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