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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

JUNTOS E SEPARADOS NO MESMO ESPAÇO

Vivemos em cidades densamente habitada. No mesmo instante que estamos todos juntos, num mesmo momento estamos separados, segregados, excluídos. Denota-se que as construções no espaço urbano, tem a característica de separação de pessoas, em prol de uma desculpa de segurança. Construem-se muros, paredes, condomínios privativos, ambientes que em tudo visam separar as pessoas, como uma se fosse uma expulsão compulsória. Em pról de uma pretensa segurança, talvez não pensamos como será levado a efeito esse tipo de modernidade, que não se preocupa com o ser humano, frágil, que necessita de comunicar-se com outros humanos. Na verdade, quando tentamos isolarmos em nos mesmos, em face de isolados estarmos seguros, estamos construíndo dentro de nós um império de solidão. O meio urbano está sendo construído como se fosse uma estratégia de guerra, pois procura-se não construir pontes, passagens acessíveis e locais de encontros, facilitar a comunicação, ou, de alguma outra forma aproximar os habitantes da cidade. Vivemos a todo tempo monitorado em todo o espaço,  além daquele chamado de "espaço nervoso" - que não pode ser utilizado sem o monitoramento ativo de seguranças e toda parafernalha eletrônica disponível no mercado.  Além disso, os espaços interdidatos que não podem ser utilizados por ninguém, devido a construção de fortalezas.  Em toda a construção no meio urbano, denota-se a tendência da segregação, trazendo a "mixofobia",  que no dizer de  Zygmunt Buaman "é uma reação altamente previsível e difundida entre os diversos tipos humanos e estilos de vida capazes de confundir a mente, provocar calafrios e colapsos nervosos, de que estão repletas as ruas das cidades contemporâneas, assim como seus distritos residenciais mais "comuns" (leia-se: não protegidos por "espaços interditados"). (Amor líquido - sobre a fragilidade dos laços humanos. Zahar Editor, trad. Carlos Alberto Medeiros,  Rio de Janeiro, p.132-133). Será preciso mesmo dividir e separar os espaços para termos segurança e suprimir o medo, vale a pena? Ou seremos eternos solitários humanos doentes, com segurança, com medo, paranóicos, entre outras realidades. A verdade é que precisamos acordar para tentar evitar o tédio "opressivo das soluções modernas" , que constroem medo e retiram da população a liberdade verdadeira e natural de contato de uns com os outros. Ao invés de grandes centros de compras, deveríamos construir lugares de encontros para os humanos, com total liberdade (praças, locais de jogos, brincadeiras de crianças, enfim, lugares eminentementes naturais e para seres humanos).

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

FELIZ NATAL

Como cristãos, comemoramos o natal, não meramente no sentido humano, como no plano espiritual, este de maior amplitude. Natal é festa de amor, do anúncio da chegada do Messias, Jesus o Cristo, filho  unigênito de Deus, apregoado por João Batista, na bíblia sagrada, livro dos cristãos, como encarnação do verbo de Deus (João 1, I). Natal é uma festa sem igual, pois quase toda a terra comemora e celebra essa data. Importa ressaltar que, natal é nascimento, tempo de vida, acima de tudo, pois se não tivermos esse espetáculo maravilhoso, nada será possível. Deveria ser comemorado a todo o instante, independentemente do volume da festa, da mais simples a sofisticada e abastada. Natal é tempo de amor, uma química sem igual, desaparecendo  barreiras de línguas, cor, nacionalidade, idade, classe social, linguagem universal. Não importa a data, pois poderíamos entrar numa discussão teleológica profunda, sem fim, perdendo  o sentido do natal, pois se o Messias veio trazer paz aos homens, estaríamos contradizendo a mensagem. Velas, luzes, anjos, crianças, sinos, presépios, a magia do natal, alegria plena, leva-nos a refletir a mensagem de vida, esperança e paz que o natal nos traz,  a  vitória do nascimento de Cristo. Encontros, reunião de familiares, irmãos, amigos,  natal é festejado por todas as pessoas. Apesar dessa data festiva espiritual, tem o lado comercial, tão almejado pelo mercado, com lançamentos de produtos e mercadorias, planejados o ano inteiro. Assim mesmo, não podemos esquecer o lado profundamente espiritual do natal, da busca permanente e constante do verdadeiro Jesus. Como exemplo se relata, na Bíblia, no livro de Mateus, cap. 2, v. 11, os Reis Magos e Pastores que saíram do Oriente e foram até Belém, seguindo a estrela, encontrando o menino Jesus, ali entregando os seus tesouros e dádivas.  Natal é uma caminhada diária de descobertas e encontros de Deus e o Homem, na busca e construção permanente da paz, do amor, da esperança, da solidariedade, da justiça, da alegria e de plenitude de vida. 

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

EVIDENTE CULPA DO ELEITOR

Notícia-se os jornais, o caso do senador Jader Barbalho, considerado Ficha Suja, o qual não poderia sequer ser candidato a senador pelo Estado do Pará,  nas eleições de 2011. Foi cassado anteriormente pela Justiça Eleitoral, e recorreu ao STF, obtendo a vaga de senador e retirando a senadora Marionor Brito (PSOL).  Porém, tem como culpa direta da reeleição o próprio eleitor, pois se previamente sabia da conduta do candidato e assim mesmo votou, é o único culpado por estar o mesmo representando a população do Estado do Pará, como senador. O STF julga pela lei estabelecida. O povo é quem vota. Deve votar consciente. Se agir de forma consciente, não ocorrerá mais volta de eventuais Fichas Sujas. As fichas limpas estão em nossas mãos, através do voto consciente.   Ademais, seria até uma redundância, o STF ir contra a vontade do voto e a democracia, já que quem "elegeu o Senador Jader Barbalho" foi o povo e não se pode agir contra a vontade popular. Então, mostra-se pelo caso Jader Barbalho, que o voto é soberano. Elege-se quem o eleitor entender ser seu melhor representante.  Esperamos, portanto, a vigência da Lei da Ficha Limpa em vigor para as eleições de 2012. Aguardamos em prol da democracia. 

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

O AMOR - LINGUAGEM UNIVERSAL

"Os seres humanos têm a obrigação de zelar por seus semelhantes. A solidariedade não é uma escolha, mas um mandamento. No Levítico, Deus determina: "Amarás ao próximo como a ti mesmo" (19:18). Fazê-lo no dia a dia, não é algo que mereça reconhecimentos especiais, é apenas ser humano". (Bernardo Kliksberg & Amartya Sen. As pessoas em primeiro lugar. A Ética do desenvolvimento e os problemas do mundo globalizado. Cia das Letras. SP, Brasil. 2007, p.383).
Existe uma linguagem universal para que os povos se entendem. É obvio que estamos falando de algo que todos os seres humanos deveria ter uns com os outros. Além de tudo que façamos aos nossos semelhantes, como dever e em caráter humanitário, talvez até como parte da ética do bem estar, existe o "amor", que o cristianismo prega, como algo universal. Na Bíblia Sagrada, no livro de I Coríntios 13-1, existe um pregação interessante sobre o amor. Pois não basta fazer tudo, mas se não fizermos com "amor" nada terá resultado satisfatório, completo. "Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine". Quando existe amor nossos atos, ultrapassam a barreira da língua, da nacionalidade, da cor,  do tempo, da dificuldade, torna-se uma partilha que transcende nossos pensamentos e sentimentos, inclusive, esforços para realizar. O que humanamente seria impossível, com a presença do amor, certamente alcançaremos plenamente. O amor, não é artificial; nas circunstâncias de realizar o impossível, vemos o poder concedido por Deus para essa química, ou seja, a dimensão universal da crença, da fé e no bem estar de todos os homens. Esse é o amor que devemos conhecer, ou seja, aquele que rompe barreiras,  realiza o impossível e traz vida plena a todo ser humano. 

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

VIDA FRÁGIL E RÁPIDA

Fala-se que a vida é uma travessia. Outros dizem que a vida é passageira. Enfim, ela é um espetáculo ímpar. Rápida ou frágil, vale a pena viver, senão mais um dia... Se é rápida e frágil, significa que vale a pena viver em plenitude, ou seja, ter paz no viver, amar, pensar, refletir, silenciar quando necessário. Esse espetáculo deve ser vivido com intensidade, como se fosse o último vôo para um lugar sem volta.  Por isso, enquanto existe tempo devemos viver em paz conosco mesmo e com àqueles que estão em nossa volta. Se analisarmos os conflitos de muitas pessoas, é porque são entendem o viver intenso da vida. Vivem com picuinhas em si mesmo, indecisos pela vida, procurando achar defeitos nos outros e naquilo que não deu certo. Atitude é que a vida exige. O que passou não traz nenhum benefício. O presente é importante, pois deve ser vivido  de forma que sempre é o último dia de vida. O futuro, é uma expectativa, esperança, depende de que semearmos, nossa fé. Mas, a vida, é comparada a uma erva, de manhã formosa, à tarde já esta murcha, por causa do sol diário. Enfim, viver essa vida frágil e rápida que temos direito. 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

CRISE DE TRANSPARÊNCIA


Existe uma evidente crise de transparência no exercício da função pública, pelas autoridades, haja vista, o tratamento que vem sendo dado à suposta conduta de agentes públicos, autoridades, ministros, presidente, deputados, senadores, governadores, magistrados, prefeitos, procuradores, vereadores, policiais.  A conduta de minoria implica em rotulagem das demais autoridades de qualquer poder constituído, valendo a regra da exceção.  O que chama atenção nos dias atuais, no cenário nacional, é que, o cidadão  levado à condição de autoridade, vive um papel e enredo diferente daquele que deveria exercer em funções de poder, ou seja, com ética, lucidez, transparência, o mínimo de decência que a sociedade requer como é o caso da exigência da Ficha Limpa. É anseio da sociedade, transparência de todo aquele que exerce poder do menor ao maior. Não se pode viver a vida real em “papel” como se fosse um ator a representar uma obra de ficção, drama, acabando o espetáculo,  sai do palco e termina os fatos. Não deveria ser assim como vem ocorrendo, pois cada autoridade tem consciência de seu papel e autoridade e respectivos limites. A atual realidade nacional exige a transposição de omissão, obscuridade, fraudes, em desafio permanente de transparência, como sólido fundamento da democracia. Exige-se ética de poder, tanto para o cidadão comum no dia-a-dia, como da mais alta autoridade no exercício do poder, como uma referência coletiva, sem exceções. Não pode haver exercício de poder sem ética e transparência. Testemunhamos fatos lastimáveis de autoridades nos últimos meses, freqüentando capas semanais de revistas e jornais diários, por denúncias diversas, que cercados de picuinhas do poder, lenga-lenga partidária, desculpas, blindagem, tinham como foco central retirar dinheiro dos cofres públicos, mais, recebendo inclusive, atestado de inimputáveis. O cidadão quer um Estado, que quando fala com a sociedade, por meio de seus representantes e autoridades, sejam confiáveis, sem paradoxos, sem cinismos, com evidente transparência e ética.   

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

CAMPANHA LEGAL - "UM DIA PARA DESCONECTAR" (A Day to disconnect"



Você já parou para pensar quanto tempo perde usando seu telefone celular e outros equipamentos eletrônicos quando está com mais gente ao seu redor? Mais do que tempo: o quanto de contato pessoal você perde ao desconectar-se da realidade em que está inserido para ficar checando mensagens, vendo e-mail ou navegando na internet pelo seu aparelho portátil? Um Rabino americano Zechariah Wallerstein pensando nisso e preocupado lançou uma campanha "A Day to Disconnect (Um dia para Desconectar), que clama para as pessoas deixem seu celular em segundo plano e passem a aproveitar melhor a vida. Onde está o tempo ganho com tanta tecnologia?
Não existe, porque você trabalha mais tempo para adquirir essa tecnologia, privando-se de viver você mesmo, esquecendo de pensar, amar, e mais importante VIVER!. 
Viva a vida, o maior, melhor e único espetáculo que vale a pena viver.  


Abaixo o endereço:


http://www.youtube.com/watch?v=-XiSIGPIi7s

AFINAL DE CONTAS A VIDA É REAL E NÃO VIRTUAL...

Augusto Cury, em sua obra I ntoxicação Digital, ed. Benvirá, 2a edição, 2024, p.135, escreveu: [...] A vida é dramaticamente curta para se v...