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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

SUPERENDIVIDAMENTO

O Brasil está vivendo um momento delicado, em se tratando de endividamento de pessoas e famílias, além de empresas e organizações. Sabe-se que medidas preventivas são necessárias, mas não suficientes para enfrentar este flagelo social denominado de superendividamento. Não é só no Brasil, ela se arrasta  a nível mundial, por muitos países, inclusive os Estados Unidos, em face da denominada democratização do crédito.  O crédito – seja na forma de oferta de dinheiro ou de financiamento de produtos e serviços – é mercadoria altamente disponível e de fácil acesso atualmente, conforme a publicidade ostensiva da mídia e cada canto da cidade, existem estabelecimentos  com excessiva oferta de créditos. A incitação ao crédito e ao endividamento caracteriza a sociedade de consumo atual em todos os sistemas de mercado capitalista.  Nos dias atuais, tudo que se consome pode ser financiado de uma forma ou outra. Em 2000, circulavam  no Brasil 28 milhões de cartões de crédito, hoje são em torno de 153 milhões.  O crédito deixou de ser um recurso extraordinário ou de ultima necessidade, tratando-se agora de uma forma de gestão corrente do orçamento pessoal e familiar. A expansão do crédito no Brasil ao consumidor e sua vulgarização, ocorreu após 1994, na esteira do Plano Real, sendo que nos últimos anos, este quadro se acentuou devido a estabilidade econômica  e à inclusão no sistema formal de crédito das classes mais desfavorecidas. Neste contexto, não é surpreendente o crescimento do setor bancário e de financiamentos.  O crédito consignado é um produto de sucesso, alcançando aposentados, servidores públicos, assalariados em geral, transformando salários e pensões em adiantamento de renda. Enfim, o crédito no Brasil, tem caráter essencial e até de antecipação de rendimentos,  gerando condições de acesso a bens de consumo, ao mesmo tempo como mecanismo de inclusão, mas também de exclusão social. O superendividamento é a impossibilidade do devedor pessoa física, consumidor, leigo e de boa-fé, pagar todas as suas dívidas atuais e futuras de consumo, excluídas portanto, impostos. É preciso cuidar, tratar, curar a pessoa superendividada, regularizando  a sua situação financeira, resgatando a sua cidadania econômica, a fim de não ocorrer uma exclusão social. Em síntese, “tratar as situações de superendividamento é dar ao devedor prazos de pagamentos, até mesmo remissões de dívidas, juros e multas, de maneira a evitar sua ruína completa e, se possível,  restabelecer sua situação. Os interesses dos credores não são ignorados, mas eles são tratados de forma secundária. Reencontra-se neste procedimento a finalidade do direito do consumo: proteger aqueles que se encontram em situação de fraqueza. Trata-se na prática de estabelecer um plano que permita ao devedor sair da situação de superendividamento e de endireitar a sua situação financeira. No Brasil, a proteção vem com base no Código de Defesa do Consumidor, na jurisprudência e no Código Civil de 2002, este com a regra da onerosidade excessiva, consoante artigo 478. Existem também programas especiais para o cidadão endividado, ante o número crescente de ações que desembocam no Judiciário. No Tribunal de Justiça de São Paulo, no Tribunal de  Justiça do Paraná e em outros Tribunais, Procons, e o próprio comércio, por suas entidades representativas, realizam e desenvolvem programas de conciliação, afim de regularizar a situação dos endividados.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

"LER PARA PENSAR MELHOR"

Em leitura rápida  no Jornal a "Folha de Londrina", edição de 29/11/2011, tem essa manchete "Ler para pensar melhor", com o tema de uma campanha para incentivar a leitura da crianças. É uma iniciativa interessante  e certamente uma inovação, já que temos hoje uma sociedade de pessoas que não  "pensam" de forma profunda, aliás, vivem  atrás de notícias vãs e burilando notícias de outros, enfim, seguem o consumismo exacerbado da tecnologia. No afã de se expor, pessoas colocam em risco sua reputação pessoal, através de aparência contínua em vários mecanismos públicos sociais, talvez inconscientemente, uma forma de exibicionismo, ocorrendo sua despersonalização, pois passa a ser tratada como um ente coletivo. Não obstante a isso, cada um tem o direito de se expor da forma que melhor atende suas razões. Contudo, "ler para pensar melhor" continua ser uma forma de entender a vida, as dificuldades, refletir sobre o passado, presente e futuro, moldar o caminho para a vida. Não é uma fórmula inventada pelo Jornal que lançou a campanha ou outros órgãos. É um procedimento adotado de forma universal, pois quanto mais se atém a leitura, mais se aprende a vida, a reflexão, os pensamentos, enfim, é um universo amplo de conhecimento. Embora os meios atuais de comunicações estão à disposição em todos os lugares, é certo que o livro é um instrumento pleno de liberdade, já que seu uso é sem limites, ou seja, pode-se levar a inúmeros lugares, onde não existe a cobertura de comunicação. É lógico que a leitura não é só de livros, existem muitos escritos que podem ser lidos em qualquer lugar e a qualquer momento, inclusive, via tecnologia, é obvio. A leitura é uma expressão de liberdade, sem limites, sem igual,  portanto, faz jus o título da campanha "ler para pensar melhor".    

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

EDUCAÇÃO É UMA FORMA DE CONSTRUÇÃO DE VIDA


"O fim da educação não é preparar eruditos frios, nem sábios secos, nem ideólogos impassíveis, indiferentes às lutas sociais : é preparar homens de pensamento e ação, a um tempo compassivos e enérgicos, corajosos e hábeis, capazes de empregar valiosamente em proveito da coletividade todas as forças vivas da sua alma e todo o arsenal de conhecimentos de que os apercebeu o estudo." Olavo Bilac
 A vida do homem é como uma travessia. Tem a saída, tem o tempo que se passa remando, contra onda e tempestades, até chegar ao outro lado. A educação é uma construção permanente, porque não nascemos sabendo. Recebemos as informações de pais, professores, e da própria experiência de vida, aí construímos, também desconstruímos.  O homem não nasce com um software (programado para a vida), pois nasce como ser humano e se desenvolve. Os animais, nascem para serem animais, nada mais. Como escreve Paulo Freire:  "Gosto de ser homem, de ser gente, porque não está dado como certo, inequívoco, irrevogável que sou ou serei decente, que testemunharei sempre gestos puros, que sou e que serei justo, que respeitarei os outros, que não mentirei escondendo o seu valor porque a inveja de sua presença no muindo me incomoda e me enraivece. Gosto de ser homem, de ser gente, porque sei que a minha passagem pelo mundo é predeterminada, preestabelecida. Que o meu "destino" não é um dado mas algo que precisar ser feito e de cuja responsabilidade não posso eximir. Gosto de ser gente porque a História em que me faço com os outros e de cuja feitura tomo parte é um tempo de possibilidades e não de determinismo" (Pedagogia da autonomia,  Editora Paz e Terra, 42ª reimpressão, 2010, p.52-53).  Educação é fazer parte da possibilidade de transformar o mundo que nos cerca, trazendo luz, esperança, dignidade, justiça, igualdade, enfim, procurando sempre mudar e fazer a diferença. 

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

SER REAL


Estamos cercados de infinidades de novidades num universo, onde não existem distâncias e limites para os fatos e principalmente crises. Presenciamos fatos e acontecimentos, em tempo real, como se estivéssemos presentes naqueles acontecimentos. Assistimos a tudo isso como espectadores passivos, sem reagir ao mundo que nos cerca, talvez inconscientemente, pois no dia-a-dia nossos problemas são reais, carne e osso, como se diz. Passamos a agir, pois nosso papel se inverte, passamos a ser ativos e enfrentamos a realidade, os medos, as pressões de um mundo massificado, onde a regra é consumir e a meritocracia assume papel fundamental para o desenvolvimento de pessoas.  Há pouco tempo, houve o falecimento de Steve Jobs,  o multibilionário de império   “Apple”,  com ampla divulgação a nível mundial, pois foi  este cidadão, quem revolucionou a cultura  com seus engenhos. É claro, teve lucros.  Seus inventos tecnológicos, influenciaram decisivamente a cultura, pois se antes disso  tínhamos um forte referencial de autoridade pessoal e local,  com seus engenhos passamos a ter uma quantidade de indivíduos “conectados” num oceano, sem referencial algum, surgindo o poder coletivo.  No aspecto tecnológico, não se discute a melhora que ocorreu e está ocorrendo.  Mas, o que se tem observado, é que o ser humano, passou a agir como se fosse um ator, ou seja, representando papéis, em face desse poder coletivo e aparentemente feliz. Responder e ser correspondido, dizer sim ou não, tornou-se procedimento passado. Temos tristezas,  alegrias,  amores, emoções e uma infinidades de situações pessoais, que não vivemos, mas assistimos outros a viver.  Sofremos pelos outros: morte, doença, tragédia, acidentes, guerras, desempregos, entre outras situações.  Não que não seja importante a solidariedade, o amor ao próximo, mas estamos perdendo a singularidade e a identidade de um ser próprio, aparentemente dirigido pelo poder coletivo. Temos pensamentos, vontades, significação própria, com peso de fazer a diferença.  Assistimos, então como observadores passivos, a cultura do anonimato, poder coletivo, que  compartilhados por arquivos e downloads e outras invenções tecnológicas, de heróis passamos a ser vítimas, em um instante qualquer,  mesmo assim , vivemos solitários, anciosos e insatisfeitos.   “Histórias que eu não me esqueci/Momentos que eu nunca vivi/Se encontram e desapontam meu coração/Sei que é hora de recomeçar/Sem medo me abandonar/Acordar pra realidade, ser eu mesmo de verdade”. (“Ser eu mesmo”. Composição de Nando Rodrigues, Jonny e Paulo Marcio in “letras.terra.com.br/via33/1027756/ser-eu-mesmo-print.html”).      


segunda-feira, 21 de novembro de 2011

VIDA INTERESSANTE

O que faz a vida interessante, senão os acertos e os desarcertos. 
Nascimento e morte.
Alegria e tristeza.
Sorriso e choro.
Bonito e feio.
Sol e chuva.
Vento e calmaria.
Dia e noite.
Partidas e idas.
Desertos e mananciais.
Trovão e relâmpagos.
Mar e ondas.
Rios e correntezas.
Botões, flores, perfumes.
Natureza repleta de beleza.
Seres humanos, com singularidade de cada um.
Tempo passado, presente e futuro.
Tempo implacável.
Esperança, fé, medo.
Enfim é a vida.
Não é um vazio.
É um espetáculo.
Cheia de mistérios.

domingo, 20 de novembro de 2011

CABEÇA TURBINADA

Em tempos de informações diárias de atualizações de equipamentos de informática, nem sobra ao homem pensamentos. Tudo é rápido, veloz, como um avião de último tipo. Turbinar a cabeça, seria turbinar com coisas úteis e necessárias, esvaziando-se de pensamentos e idéias que não trazem benefício algum. Por exemplo, retirar o lixo do passado. Viver o passado, como fosse a única coisa a ter na cabeça, como se fosse a energia necessárias para viver. Ora, o passado não serve de fundamento para a vida hoje, porque não faz nada para você. Veja que não é limpar o passado e esquecer tudo, pois existirá certamente momentos de felicidade e lições da vida, que trazem experiências para o presente. O presente, hoje, ama o mais que o possível, no sentido de "amor pleno", inclusive, aceitando o perdão e dele utilizando-se para perdoar os que na vida lhe fizeram algum mal. Esse momento é que faz diferença na nossa vida. O futuro, o porvir, vai ficar na expectativa, na esperança e na fé, porém, não faz nada para você hoje. O tempo é um medidor implacável da vida. A vida passa o tempo permanece. Então, o melhor da vida, é ter uma cabeça turbinada, útil, certamente se terá uma excelente qualidade de vida em todos os aspectos, ou seja, com reflexos diretos na vida pessoal, familiar, no trabalho, no estudo, no meio social, na saúde, e mais no amor intenso a viver. A vida é um espetáculo sem limites, é uma chance sem igual. Por isso não ande com a cabeça cheia de minhocas, use um "delete", e adicione um "software de turbinagem de felicidade, entusiasmo, fé, superação, amor, alegria, força para viver". Cabeça turbinada de coisas úteis, é uma garantia de felicidade.  

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

CRISE DE HIPOCRISIA

Assiste-se diariamente, pela mídia, mais pela televisão, noticias diversas, tanto no panorama nacional, como internacional sobre o nível de corrupção, crises financeiras diversas, crise internacional da Grégia e do Euro, quedas de Governos no Oriente médio.O que chama atenção atualmente, além do noticiário internacional, é o que está acontecendo em palco nacional. Nesta primeira quinzena de novembro de 2011, é o caso do Ministro Carlos Luppi e da ocupação da Favela Rocinha no Rio de Janeiro, pela autoridade pública, a bola da vez das notícias. No caso do Ministro Carlos Luppi titular do Ministério do Trabalho, tive a impressão nítida que numa audiência pública (transmitido pela mídia, via televisão) realizada perante os Deputados Federais e outras autoridades, gritante hipocrisia as respostas e questionamentos, inclusive, no aspecto que respondeu a pergunta se conhecia o Sr. Adair Leite. Disse que não conhecia, e respondeu como se fosse um "um texto decorado e um ator lendo seu papel". Aí entrou em contradição, pois a mídia divulgou contatos pessoais e relacionamentos com o Sr. Adair Meira das ONGs Pró-Cerrado e Renapsi (reportagem da Revista Veja). O que perturba o cidadão é o fato de que, porque os dinheiro é distribuído em Ongs e Convênios com tanta fartura e facilidade e simplicidade. Não existe a gestão normal do Ministério, porque sobra dinheiro, se muitas instituições ligadas ao mesmo, não recebem recebe legalmente e anualmente verbas e nem melhorias. Existe então, uma Gestão deficiente, pois regula o dinheiro (deixa de repassar onde é necessário) e no final distribui de forma aleatória, pelo poder discricionário? É o que se tem visto também em outros Ministérios, pelo que é repassado via noticiário, inclusive, em audiências públicas afim de apurar "evidências de corrupção  em transferir valores e verbas para ONGs". No tocante a ocupação da Favela Rocinha, pela força pública, até parece que é uma descoberta fantástica.  Na verdade, é a prova evidente da falta de omissão do Estado em cumprir seu dever legal, para com o cidadão. Se o Estado tivesse prestado todo o serviço público naquele local, certamente não teria chegado a criminalidade e a ilegalidade, a ponto que chegou e nem a população teria ficado refém do poder paralelo por tanto tempo, como ocorreu. Diante dos fatos e das demais ocorrências de corrupção no Brasil, não é só do setor público, hoje a corrupção é um virus nacional (infelizmente) atinge pequenos e grandes empresários, agentes públicos,  gestores públicos, enfim, existem uma gama de situações onde é notório a corrupção e  jogo de interesses, inclusive a pratica de "molhar a mão" amplamente divulgado. O que deixa indignado o cidadão, pagador e contribuinte de impostos e taxas, é que num país onde tem um PIB estimado de R$-3,6 trilhões, deveria ser um paraíso, com saúde plena, segurança pública, educação pública de qualidade e exemplar, aeroportos, rodovias e ferrovias e transporte público que atendessem  de forma plena e eficaz a população, turistas e frequentadores de eventos, com a diminuição da pobreza e miséria.  Não é fácil ficar calado contras estas situações, inertes em silêncio profundo, quando está amplamente demonstrado a instalação da "crise de hipocrisia".  Só falta criar um Ministério da Moral e da Hipocrisia. Não está tudo perdido. A sociedade no estágio atual, exige  a mudança, exige a "ficha limpa" e o fim das transgressões. Exige-se por final, neste momento em que vivemos, a implantação de uma cultura da verdade, de progresso pleno, transparente,  que todos possam orgulhar da Pátria amada.  Viva a República e o povo brasileiro.     

AFINAL DE CONTAS A VIDA É REAL E NÃO VIRTUAL...

Augusto Cury, em sua obra I ntoxicação Digital, ed. Benvirá, 2a edição, 2024, p.135, escreveu: [...] A vida é dramaticamente curta para se v...