“O juiz aposentado José Eduardo Franco dos Reis, do Tribunal de Justiça de São Paulo, que se apresentava como descendente da nobreza britânica e viveu 45 anos sob a falsa identidade de Edward Albert Lancelot Dodd Canterbury Caterham Wickfield, alega ter diagnóstico de Transtorno de Personalidade Esquizoide (TPE).”https://www.opovo.com.br/.../2025/05/21/juiz-diz-que-criou-
Esses fatos relacionados do E. Magistrado, que levaram alterar seu nome
(são razões pessoais do mesmo ou decorrente de alguma situação existencial, mas
cumpriu seu “mister como Juiz emitindo decisões, sentenças, resolvendo
problemas alheios que lhe foram submetidos”, ao que consta, segundo notícias,
foi um bom Magistrado (23 anos de carreira 1995-2018).
Em algo semelhante viveu o escritor Fernando Pessoa (1888-1935) na literatura (com a arte de fingir e criar personagens em torno de 127 heterônimos viveu em Portugal), o gênio da literatura, morreu sem aposentar e não conseguiu uma vaga no Museu de “Cascais” onde pretendia trabalhar e escrever de forma tranquila como desejava.
Dizia Pessoa “o ser poeta e escritor não
constitui profissão; mas vocação”. (obra abaixo p.459).
Escreveu em “Sonnet 1”:
[...] E ao enunciar o que somos ao pensamento
Não passamos de sonhos de nós mesmos, almas em lampejos
Cada um para cada um dos sonhos de outrem”. (obra abaixo página 481)
Fernando Pessoa uma quase autobiografia (in José Paulo Cavalcanti Filho, ed. Record, 6ª edição, 2012, p. 459, 481).
O que fica dessas situações é que os fatos são reais, e cada ser humano é um “mundo” e a procura de descobrir a si próprio...