Vivemos a sociedade das palavras: muita conversa e pouca
transformação em ações...
Ressentimos de ações uns com outros; deliciamos em atualizar
nossas informações virtuais. Deixamos de ouvir nossos filhos e que estão ao
nosso lado...
Ouvir apenas. Precisamos revisar nossos procedimentos...
Trago a colação a poesia da nossa grande poeta paranaense Helena
Kolody, para compreensão da "vida" de grande simplicidade e de uma
sabedoria sem igual, escrevia sobre a vida e na época em que vivia, escrevia
temos que são reais nos dias de hoje, a “solidão
em meio ao mar de informações”.
Ouvir
como quem abraça a beija
a alma solitária
dos que ninguém escuta.
Ouvir com o coração
va confidência,
a queixa,
a longa história
dos isolados
pela indiferença alheia.
Ouvir com os olhos
e afirmar:
eu compreendo.
Nem é preciso dizer nada.
como quem abraça a beija
a alma solitária
dos que ninguém escuta.
Ouvir com o coração
va confidência,
a queixa,
a longa história
dos isolados
pela indiferença alheia.
Ouvir com os olhos
e afirmar:
eu compreendo.
Nem é preciso dizer nada.
(O dom de ouvir - Helena Kolody
- Infinita Sinfonia. Ed. Inventa, 2014, p.137).