Voto não é favor, nem ato de simpatia. Voto é delegação de poder, ato de confiança do eleitor no candidato. O voto
é o início da cidadania, consolidação da democracia. O candidato eleito, deve
prestar contas à comunidade de sua atuação, porque é pago com dinheiro público.
O eleito (agora candidato) obtém um mandato pelo voto e VOTO DEVE SER CONQUISTADO. O cidadão tem
responsabilidade pelo voto delegado e fatalmente sofrerá as conseqüências...
Tanto que o voto é relevante, que o TSE vem veiculando propagandas diariamente na TV para
que o eleitor se conscientize efetivamente do voto e da escolha certa do
candidato, alertando em muitas deles as conseqüências da escolha. Por isso a participação da comunidade no
acompanhamento do legislativo e executivo é necessário, seja pessoalmente, seja
por entidades de bairro ou a sociedade civil organizada. Quanto mais vigiar,
melhor fica... e isso que se chama "transparência". É evidente que
todo eleito tem o DEVER MORAL, ÉTICO E LEGAL DE AGIR DE FORMA LEGAL (DENTRO DA
LEI), não é nenhum atributo ser "político honesto", é um dever. Pense
nisso, quando for votar e escolher seu candidato. Por outro lado, é um credenciamento, ou seja,
o eleitor vai delegar ao futuro eleito, poderes para a pratica de atos que
invariavelmente vai influenciar no dia-a-dia da comunidade. Por exemplo, na
melhoria dos sinais de trânsito, na limpeza pública, na iluminação, na
arborização, na malha viária do município, na saúde, na educação municipal (criação
de creches e escolas), postos de saúde, parques, praças, atos que podem
melhorar ou alterar o bem estar da população em geral, enfim, coisas que atingem
diretamente o dia-a-dia do cidadão. Hoje
em Cianorte, onde estamos, a segurança é um item mais essencial que emprego,
salário e casa própria. Porque a segurança,
ela envolve saúde, bem estar, reflete no trabalho, diretamente na
preocupação do cidadão, pois na sua casa, estão seus bens necessários que vem
pagando regularmente mês a mês, com o fruto de seu sagrado trabalho, onde após
o trabalho e nas horas de descanso poderá usufruir. Segurança é liberdade, é um bem estar sem igual, uma sensação
inestimável, para andar pelas ruas da cidade, parques, praças, sem molestamento
e sem preocupação, trazendo qualidade de vida. Assim também reflete no
comércio, na prestação de serviços, na indústria, tanto para o proprietário,
quanto para o trabalhador, pois ambos tem que ter a segurança necessária, um
para desenvolver atividade empresarial outro para trabalhar,
sem qualquer preocupação, além das escolas, das universidades e das repartições
públicas. É óbvio que uma segurança eficaz, atinge também a saúde, pois melhora
a auto estima da população, evitando gastos desnecessários na compra de
remédios, atendimento hospitalar e também em equipamentos de proteção do
patrimônio. Toda a gerência do bem comum está ligada ao voto e a escolha de
nossos representantes; é evidente que se
exige constante participação da população, entidades religiosas, civis e organizadas,
objetivando a plena realização do bem comum e não de grupos.
Visa o blog divulgar matérias sobre direito, política, vida e fatos, segundo o livre pensamento do autor do blog, e inserir no leitor provocações reflexivas, demandando o mesmo a pensar sobre o que foi escrito, os fatos descritos nos artigos, a realidade, tudo quanto se puder expressar através da escrita. Quando se fala em provocações, na verdade é dar um choque de realidade sobre o que se escreve, e levar as pessoas a refletirem sobre o conteúdo do escrito.
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quinta-feira, 6 de setembro de 2012
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
VIVER ATENTAMENTE
Muitos
vivem a vida, como se fosse um caminho construído, igual uma estrada projetada por outros, sem
saber dos sentidos da vida. Vivemos o presente, como se fosse uma regra normal
da vida, vai acontecer todos os dias...
iguais sempre assim até que a morte chega e nos carrega. Mas tenho por mim que
a vida é maravilhosa demais para vivermos numa regularidade secular, sem
atentar o significo de instantes de vida. Não dominamos o tempo, ele esta aí, imutável.
Passamos por tempo, e este permanece o mesmo sempre. Mundamos a todo instante,
exigindo que o tempo possa também ser mudado, como fossemos criador, como uma
arrogância sem igual. Mensuramos o tempo em calendários, relógios, agendas,
como tivéssemos competência para isso, mais essa mensura é válida para nós e
não para o tempo, porque este tem seu curso normal imutável.Tempo tem a
competência de registrar os fatos da nossa vida: alegrias, tristezas,
esperanças, amores, desiluções, enfim, é aquele que sempre permanece conosco,
como amigo fiel em todos os instantes,
pois é imutável e implacável. Tempo que registra a demanda incansável pela
manutenção de nossa autoimagem, como se fosse a única coisa a que resta buscar
nesse mundo consumista. Tempo que cura os medos, amores, depressões, gritos de
socorro, porque a vida está passando, o tempo esgotando nossos últimos fôlegos de
vida e nós como seres falíveis, frustrados na aspiração da busca por mais
conseguir na vida, porque vencer sempre é à medida que a sociedade impõe, sem
limites. Exaustão é da vida e não do
tempo, imutável, uniforme, cada minuto exatamente igual ao próximo e o que
passou... A vida é bela, curta, preciosa, deve ser vivida intensamente com plenitude, como algo
singular, única, valiosa, um milagre a viver a todo instante.
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
FELICIDADE ETERNA
Será que existe a felicidade eterna? Tenho dúvida, porque se a vida é
passageira, tal qual não poderia ser
diferente a felicidade. Existe um princípio bíblico, que “tudo tem seu tempo
determinado para as coisas”. Evidente e óbvio que existe o tempo de felicidade,
nem que seja uma fração de tempo sequer, nenhum humano passaria por esta terra,
sem ter um tempo mínimo de felicidade. Vivemos momentos e instantes de alegria,
serenidade, paz, graça, amor, choro, angústia, esperanças, também felicidade,
porque não existiria graça nenhuma de permanência plena dessas situações. O
homem tem um ímpeto de conquistador, portanto, talvez o troféu da felicidade,
poderia durar apenas segundos, minutos, instantes, como exemplo um corredor recebendo o prêmio no “podium”
após uma corrida, ou a conquista do pico do Everest, enfim, situações diversas
poderiam ocorrer para gozarmos de um tempo de felicidade. Minutos, segundos e
instantes apenas de felicidade, talvez satisfaça nosso coração. Todavia, pelas
circunstâncias sociais em que vivemos, somos levados a buscar esse estado a
todo instante, como se fosse dever ser feliz permanentemente, algo impossível,
que nos traz o ônus de devedores eternos, incapazes perante a vida. Não podemos viver sempre num estado permanente
de felicidade, se somos rodeados a todo instante pelas tempestades da vida
(ainda que estas passam), em convivência com a morte (passeia entre nós, mas é
algo certo), fazendo parte inevitável e integrante do maior milagre que é a vida. Enquanto
temos vida, podemos ter esperança de ter felicidade, por um instante sequer, vivenciando
esse estado maravilhoso, como se fosse o
último prêmio que a vida permitisse.
terça-feira, 14 de agosto de 2012
ELEITOR DEVE ESTAR CIENTE DO VALOR DO VOTO
Trago a transcrição, artigo publicado no Jornal o Estado de S. Paulo, no Espaço aberto, escrito por RAUL MARINO JR. no dia 13 de agosto de 2012, cujo teor é de grande valia para o momento atual em que vivemos. Como candidato a vereador em Cianorte-PR, tenho constatado a indiferença do eleitor, mas sempre que possa, digo a cada eleitor "seu voto pode alterar alguma situação". Por isso o voto deve ser dado ao candidato como exercício da cidadania e como forma de participação na construção de uma efetiva democracia. Votar é o início, deve acompanhar o candidato eleito, até o final do mandato, participando e dando sugestões.
O Estado de S.Paulo
"A injustiça em qualquer lugar é uma ameaça à justiça em todo lugar"
Martin Luther King
"Revolto-me, logo existo!" Essa é a frase famosa de indignação que Albert Camus estaria dizendo se fosse brasileiro... Até quando este povo permanecerá calado e abúlico diante dos escândalos que se sucedem diariamente, na Câmara dos Deputados, no Senado e nos logradouros onde se deveria praticar a justiça? Aproximam-se novas eleições e mesmo os brasileiros mais esclarecidos não sabem mais como votar, pois a maioria dos políticos está se dividindo em dois grupos: um com gente incapaz e outro com gente capaz de tudo!
Quem quiser tornar-se um profissional neste país deve, primeiro, passar por severos vestibulares e exames até se diplomar médico, advogado, engenheiro, etc., além de levar anos para ser reconhecido como um profissional confiável. Atualmente, ser político no Brasil é o único ofício para o qual não é necessária nenhuma preparação. O próprio Lenin já disse que "toda cozinheira deve aprender a governar o Estado". Quer-nos parecer que aqui já não estamos longe disso, é só observar as consequências no Planalto.
Temo por nossos filhos. A que belo exemplo estão eles agora assistindo. Em breve não desejarão mais estudar ou se esforçar, porque, a exemplo de Pindorama, fica mais fácil gozar as benesses do "jeitinho" brasileiro. Aqui, tiriricas são apenas mais uma erva daninha...
É claro que talvez sejam "apenas" 90% dos políticos que dão aos bons 10% a péssima reputação a que assistimos. O ex-senador Romeu Tuma, chefe de tantas polícias, já afirmou: "Se você tem asco da corrupção, não pode ser um asno na votação". Mas como, por meio de um simples voto, consertar esse estado de coisas?
Se não houver melhor seleção dos candidatos, seremos sempre a eterna carneirada forçada a votar no que nos impinge a traiçoeira televisão. Falo como pessoa do povo e, após tantos anos nefastos, vejo agora que um governo nunca poderá ser melhor ou pior do que o povo que o elegeu. Temos culpa nisso, sim! Se encontramos um asno ou uma tartaruga aboletados no alto de um poste, quem pensará que lá chegaram sozinhos? Por certo tiveram a nossa ajuda.
Para nós, caráter é aquilo que fazemos quando ninguém está olhando. Quem nos ensinará a escolher homens de caráter? Despreparados para o poder vão certamente utilizá-lo mal por falta de caráter.
Qualquer psiquiatra sabe que as doenças da afetividade, como a depressão, ou as da personalidade, como a esquizofrenia, podem ter controle farmacológico. As doenças do caráter - as personalidades psicopáticas -, porém, não têm solução médica. São incuráveis e vão desde a amoralidade até o crime, além de haver ainda outras variedades. Victor Hugo dizia que, "entre um governo que pratica o mal e o povo que o consente, há certa solidariedade vergonhosa", pois o que é mau na moral o é também na política.
Na Bíblia, em Provérbios, está escrito: "A capacidade levará um homem a altas posições, mas ele precisará ter caráter para nelas permanecer". Palavras de Deus. Haverá melhor testemunho? Onde estão nossas igrejas, as protestantes e as que não protestam, que cobram de nós nossas pequenas faltas e agora se calam ou mesmo se unem aos faltosos governamentais? Onde estão os fautores das leis, que, em lugar de os colocar em suas cadeias, a eles se unem em habeas corpus ignominiosos, provando que a Justiça é cega? O Brasil ainda não tem suficientes oftalmologistas para corrigir tanta cegueira!
O saudoso Roberto Campos, tantas vezes ministro e embaixador, sabiamente afirmava: "Nenhuma sociedade pode florescer, ou mesmo funcionar, se seu povo não se sente mais responsável por ela". Atentem bem: o voto de um filósofo ou de um teólogo, ou ainda de um grande jurista, vale tanto quanto o voto de um infeliz comprado com algumas esmolas e migalhas de uma Bolsa-Família!
Estarreço-me quando ouço o governo dizer das torturas que vêm sofrendo os "pobres" mensaleiros nas comissões parlamentares de inquérito (CPIs) e, ao mesmo tempo, ver os maiores responsáveis por essa tragédia macunaímica crescendo nas pesquisas de voto. Lembram-se de Mario de Andrade, o criador de Macunaíma, o herói sem nenhum caráter?
Existirão leis, sim, mas não quem as proteja! Existirão muitos políticos "honestos", sim, geralmente aqueles que depois de comprados sempre permanecerão comprados. A verdade é que querem calar-nos, a nós, pobres eleitores, e também à mídia - como calaram já um dos maiores e honesto jornalista deste país, somente porque dizia "isto é uma vergonha"..., o que certamente incomodava muitos. Calaram também prefeitos, policiais e testemunhas, fazendo-nos crer que foram crimes comuns.
Só nos resta mesmo invocar o Evangelho: "Mestre, mande seus seguidores calarem a boca!". Respondeu Jesus: "Eu afirmo a vocês que se eles se calarem até as pedras gritarão!" (Lucas 19:40). Agora, pergunto: somos cidadãos ou somos pedras que se calam?
O filósofo Santayana já havia vaticinado três tipos de governo: "O que faz acontecer, o que assiste a acontecer e o que nem sabe o que acontece". Qual deles escolheremos?
Avizinha-se nova campanha eleitoral e alguns inconformados já dizem: "Penso, logo voto nulo!". São os que pensam que pensam... Há 2 mil anos o povo já preferia Barrabás. Preocupo-me que, de novo, vão crucificar a verdade - e novamente em benefício da mentira.
Acorda, Brasil! Só nos restará corrigir e lamentar a nossa sina: "Voto mal, logo existo!".
* RAUL MARINO JR. PROFESSOR TITULAR EMÉRITO DE NEUROCIRURGIA DA FACULDADE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO 9USP0, PROFESSOR LIVRE-DOCENTE DA ÉTICA MÉDICA E BIOÉTICA DA USP. É AUTOR DO LIVRO "BIOÉTICA GLOBAL!". (ED. HAGNOS, 2009).
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
A MORTE PASSEIA ENTRE NÓS
A morte não manda recado, ela está presente entre nós, passeia e de repente leva algum de nós. Não existe notícia antecipada da morte. Ela vem para todos, sem exceção. A vida é bela, passageira, um milagre sem igual, gostaríamos de gozar dela por tempos infinitos. Todavia, existe o tempo, o limite, e a morte. Vivemos sem saber quanto tempo resta de vida, segundos, horas, dias, meses, anos, enfim, ela esta nos rodeando, é um fato existencial natural, que alguma hora chega a cada um. Nesse momento, chegou para buscar muitos, muitos, em todos os cantos do mundo. Por isso, o tempo é valioso, a vida é um milagre sem fim, enquanto temos vida, tudo pode se realizar. Não jogue fora o tempo que tem, cada instante, cada segundo de tempo para viver em máxima felicidade, em paz, amor, união, fraternidade, solidariedade, afinal a morte vem, passeia no meio de nós... Você ainda que tem tempo de vida, lute, lute sempre porque a vida é sem igual, apesar das dores, sofrimentos, compensa lutar, porque sempre o sonho se realizará, a tempestade passará, a noite terminará e virá o sol a brilhar...
segunda-feira, 30 de julho de 2012
OLHAR JULGANDO
Temos uma tendência natural de olhar as pessoas, emitindo pré-julgamento, pela simples aparência, talvez até inconsciente.Temos padrões de beleza, e ao olharmos as pessoas, logo emitidos um pré-julgamento, como as pessoas fossem apenas embalagens, vitrines, catálagos ou cardápios. Perdemos boas amizades, amores, paixões, porque simplesmente olhamos e nem sequer paramos para atentar o "que efetivamente até além daquele ser humano". Olhamos simplesmente, como se fosse mais um objeto a apreciar numa vitrine de liquidação de um grande complexo comercial de consumo (shopping). Tenho sempre na lembrança uma passagem bíblica, quando Deus foi escolher o Rei Davi, dando a tarefa para o profeta Samuel. O profeta, segundo relato no versículo 16, I Samuel, atendendo a ordem divina, foi a luta. Chegou na casa do pai de Davi (Jessé), e já viu um "bonitão" (olhar) e pensou achei, era Eliabe, todavia, viu a aparência desse cidadão, mas não era o ungido. No verso 7 do capítulo citado, disse Deus a Samuel: "Não atentes para a sua aparência, nem para a sua altura, pois eu o rejeitei. O Senhor não vê como vê o homem. O homem olha para o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração". Esse procedimento de olhar julgando pelas aparências é humano, já vem de longos anos e décadas, o que pode resultar num grande equívoco, conforme se extraí do texto bíblico citado, podendo também ser retirado de inúmeras situações da vida, livros, contos, etc... Dentro desse contexto, trago a transcrição de um texto escrito por Dom Orlando Brandes, comentando sobre o "olhar amoroso de Deus": "... Que possamos olhar a realidade com os
olhos de Deus. Está é uma graça que cura nossas cegueiras e miopias. (...) Possamos nós
olhar a realidade com os olhos de Deus. Nossa visão não é global, mas o olhar
de Deus possibilita-nos ter uma cosmovisão mais real da vida e da história até
o dia em que o veremos face a face. ELE enxugará toda lágrima de nosso olhos".
(O olhar amoroso do Pai - Dom Orlando Brades - (Folha Opinião - Folha de
Londrina , sábado 28 de julho de 2012). Na nossa caminhada diária, possamos tirar lição maravilhosa de vida, ou seja, "as aparências enganam".
segunda-feira, 2 de julho de 2012
PROTEÇÃO LEGAL DA HONRA
Nos dias atuais,
temos tido notícias de fatos chocantes, causados por fatos reais, denunciados nos ambientes
virtuais (twitter, orkut, youtube, facebook e mídia social de relacionamentos e
redes sociais) a semelhança de “reality shows”. É óbvio que a virtualidade é
ferramenta tecnológica indispensável
para o dia-a-dia, levando em conta a dificuldade de se locomover aos quatro
cantos do mundo, a fim de realizar negócios, manter relacionamento pessoais, contatos,
estudos, enfim, infinidades de afazeres, que embora possíveis, não poderíamos realizar com
rapidez, economia e baixo custo. É fato cediço que a informação virtual é
impiedosa, sem limites e barreiras e está sendo utilizada largamente para
atingir a honra das pessoas, inclusive, na forma de anonimato. Em certos fatos,
embora não seja rotina ocorrer, temos visto que a sociedade, tem se deliciado
com “shows de xingamento e humilhação como forma de entretenimento”, contra
seus próprios semelhantes. A honra requer o respeito da sociedade, das pessoas
e uns dos outros, representado pela estima de mérito pessoal, moral,
intelectual ou profissional, que alguém goza no ambiente em que vive, inclusive.
Constitui um bem, pelo esforço pessoal,
bom nome, reputação. No Brasil, existe a proteção constitucional contida no artigo
5º, incisos V e X (é assegurado o direito
de resposta, proporcional ao gravo além da indenização por dano material, moral
ou à imagem; são invioláveis a
intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o
direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação), complementado
pelo artigo 953 do Código Civil de 2002, além da tutela penal específica dos artigos
138, 139 e 140 e em outras leis esparsas. Quando se refere à honra, logo se
associa à imagem, que projeta e individualiza uma pessoa no meio social. Sempre teve a honra uma proteção em
legislações diversas, ao longo da historia, pois segundo os romanos “a honra vale mais que a vida”. Proteger os delitos contra a honra é
um direito fundamental da pessoa humana. A lesão à honra constitui um ato
ilícito, como forma da preservação da respeitabilidade aos direitos da
personalidade (intimidade, imagem, privacidade, nome, convicções religiosas,
filosóficas, políticas, relações afetivas, etc..). Configurado a lesão e/ou ofensa
a honra, surgirá o dano, com punição a nível penal e civil. É fato notório que a dor
sofrida, não se restituirá ao plano anterior antes de sofrer a lesão, todavia,
a indenização quantificada, após a busca da tutela jurídica, do devido processo
legal, como justa medida da aplicação do direito, de certa forma trará um
alívio, um conforto, uma sensação de punição, mas jamais fará voltar ao estado
anterior, pois são danos irreversíveis, como voltar “águas passadas”. Mesmo que
a reparação patrimonial (indenização) não represente uma perfeita restituição
ao estado anterior, assumirá a indenização uma função de compensatória, a
traduzir-se no efeito pedagógico que há no pagamento de uma indenização
pecuniária, constituindo-se esta penalidade mais significativa ao lesionador
(condenado). Em nosso mundo capitalista e consumista, o “bolso é a parte mais
sensível do corpo humano”, portanto, do dinheiro e do lucro, fará com que o
agente lesionador, repense sua forma de agir.
Artigo publicado no Jornal "Folha Regional de Cianorte", edição de 01 de julho de 2012.
Artigo publicado no Jornal "Folha Regional de Cianorte", edição de 01 de julho de 2012.
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