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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

NÃO EXISTE VIDA SEM LUTO

A morte é um fato natural.  Vamos todos morrer, de uma forma ou de outra. Nunca temos uma resposta para a morte, sempre existe uma desculpa, quando ocorre. Também sempre haverá o confronto entre vida e morte. Com a morte, surge o luto para quem fica. O luto é uma realidade para quem fica, fatalmente, chegará a todos nós, cedo ou tarde,  entrará em nossas vidas. Muitos já experimentaram na vida (ou pele) esse tempo doloroso, da perda irreparável de um ente querido, amigo, irmão, enfim, a morte sempre leva alguém próximo a nós. Somente quem passa pelo luto, tem a experiência individual daquela momento ou tempo. Mas o luto passa com o tempo, afinal de contas, a vida é uma travessia. Não celebramos a morte, mas também não queremos morrer. O luto é uma separação, um rompimento, que somente o tempo pode apagar. É doloroso, pois como temos alegrias, fatalmente temos tristeza. Ninguém em plena consciência gosta da morte e nem deseja a alguém. Mas ela está aí, e chega, e temos que ter fé, coragem, para enfrentar esse momento de luto. Apesar do consolo dos amigos, do carinho, do afeto, enfim, cercados de tudo isso, certamente, continua ser um momento doloroso, ímpar da vida de quem fica. Daqueles que partiram, ficara a saudade...

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

"SOBRAM VEÍCULOS E FALTA ESPAÇO NA PR-323”.

Reportagem da Folha de Londrina, dia 23/10/2011, chama atenção entre outras Rodovias a PR-323, trecho Maringá-Cianorte. Conforme citado pela reportagem o custo por Km estaria em torno de R$-5 a 10 milhões, segundo o DER. Levando em consideração outros aspectos como pontes, viadutos e desapropriações (indenizações), não se sabe se estão incluídos no valor fornecido pelo DER, o Km sairia por R$-20 milhões/Km, total da obra de 70Km x R$-20 milhões = R$-1.400 um bilhão e quatrocentos milhões, no mínimo. O DER informa que “não há prazo” para o projeto, segundo a reportagem. Enquanto isso vidas são ceifadas,  nada se faz de melhoria na Rodovia, para evitar mais mortes. No mínimo, enquanto não há previsão de duplicação, melhorar a sinalização, ampliar as “terceiras faixas” onde já existem e em trechos onde há  “gargalos” aumentando o fluxo de circulação de veículos, seria uma solução simples e funcional, evitando acidentes e preservando vidas. Lembrando, que numa das últimas reformas, deixaram em alguns locais da estrada trecho Cianorte–Maringá, “as terceiras faixas sem manutenção”.
Obs. O presente texto foi publicado pela Folha de Londrina - Setor Cartas do Leitor - em 26/10/2011. 

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

DIMENSÃO DO AMOR

O amor não tem limites, fronteiras.
É sem medida.
Não tem peso, cor, altura.
Vivemos, sentimos, sofremos,
choramos, sorrimos.
Alegria e tristeza.
Não tem escolha, nem modelo.
Simplesmente é amor.



domingo, 23 de outubro de 2011

VIVER DE MANEIRA EQUILIBRADA

Atualmente vivemos um tempo de viver intensamente, buscando sempre alternativas tecnológicas para nossas tarefas diárias, procurando economizar tempo.  Na verdade, a realidade tecnológica, faz com que trabalhemos mais para adquiri-las, aí o nosso pretenso tempo economizado vai no trabalho a mais que realizaremos para pagar a tecnologia. O viver simples ou uma vida equilibrada, não é ser compassivo com as situações que a vida impõe. Veja que a acumulação de bens materiais, não obstante quem possui tal habilidade, retira de nós a possibilidade de desenvolver a vida de forma amorosa, pois passamos a ser subservientes, tanto daquilo que almejamos ter, para conservá-lo ou mante; quanto a tecnologia, que é sem fim, ou seja, à cada momento se tem novidade no mercado. São pontos que mais surgem em nossa vida, considerando as situações como referenciais para exemplificar a nossa busca. Cada um tem um interesse relevante, contudo, o que temos que ter em mente e como direção da vida, que a vida é presente, não é passado (porque não faz nada para hoje) e nem futuro (uma espectativa) e não tem como interferir no hoje. Como somos do mundo ocidental, com  a prática do cristianismo, Jesus é um exemplo de personificação da vida de simplicidade, citando exemplos na Bíblia, frequentemente, que faz sentido refletir sobre sua mensagem, ou seja, o equilíbrio material e espiritual. Em Provérbios 30:8, segunda parte: "não me dês nem a pobreza nem a riqueza, mas dá-me o pão que me é necessário". Em Mateus 6:19-21, resumidamente " não ajunteis tesouro na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e os ladrões minam e roubam. Mas ajuntai tesouros no céu... Porque, onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração". Outros textos bíblicos dão sentido a mensagem para ter uma vida de equilíbrio (partilha e justiça na economia, pois se quero tudo, alguém ficará sem nada). Assim citando o cristinianismo como referencial, certamente outras tradições espirituais do mundo, com certeza têm  regras para o viver de forma equilibrada.  Certamente, devem dar enfoque a regra elementar de relacionamentos "tratar os outros como gostaríamos de ser tratados",  ou seja, "uma maneira justa de viver".  

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

A VIDA E O MEDO

Ao invés de vivermos a vida, que é  maravilhosa, apesar dos contra-tempos que temos, procuramos refugiar no medo. É isso. Ficamos angustiados com inquietações de toda natureza (guerras, terrorismos, ameaças, violência) já não se sentido como humanos, nos dando a sensação que estamos em plena selva, com pavor de violência, sem sossego e medo. Temos medo, não porque sejamos totalmente bons ou pacíficos. Somos devoradores, traidores, enganadores, agressores, enfim, sempre queremos fraudar alguém, mesmo nossos familiares. Nossa tendência para o mal é evidente, pois sentimos felizes e justiceiros quando acontece o pior com os outros. Gostamos de notícias negativas, e a mídia ganha imensamente com essa tendência ao gritante, ao horrível, ao sangue escorrendo nas fotos estampadas nos jornais e telejornais. Assim assistimos a tudo, como fosse uma realidade a violência, a maldade, a morte suicida, o homicídio, contudo, não atentamos para ouvir elogios, atentar para a bondade alheia, nem para compartilhar com o sucesso  e conquistas de ninguém. Invertemos  valores, ficamos cegos, lançamos falsas acusações, inverdades, ao invés de pensar, agradecer, aplaudir, sorrir, simplesmente viver. Nisso tudo criamos o medo, o medo da descoberta da nossa fragilidade,  da nossa incompetência em amar, sorrir,, elogiar, ser parceiro, companheiro, porque não somos inteiramente anjos.   

terça-feira, 18 de outubro de 2011

IMPOSTOS EM SALÁRIOS

O Brasil,tem um custo enorme por conta da arrecadação tributária. Existem impostos mais variados possíveis, bastando verificar que a carga tributária é elevada, o que afasta investimentos estruturais no país, fato esse comprovado pelos mais variados estudos econômicos e manifestações dos economistas. Por conta de impostos, recentemente foi divulgado estudos do Sindifisco, e confirmado por especialistas na área,  que os trabalhadores garantem 9,9% da arrecadação federal, mais que o dobro dos 4,1% pagos pelas instituições financeiras. Veja a distorção tributária. Quem ganha mais é que tem pagar impostos e não os trabalhadores pois retiram valores de seu ganho ainda compulsoriamente (imposto de renda retido na fonte). Imposto incidente em salário, essa é uma ilegalidade funesta. Depois não diga que o "poder econômico não determina os destinos da sociedade". Esta aí a lógica, e o povo continua a pagar a conta. Mais, divulgou-se que o Governo não "sabe o quanto vai custar a Copa do Mundo de 2014"?

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

PESSOAS DIFERENTES

Chama-se atenção a polêmica que surgiu em São Paulo Capital, no bairro Pinheiros, entre os moradores,  em razão de instalação de um  albergue que a Prefeitura de São Paulo, instalaria no bairro. Ouve indignação dos moradores e comerciantes próximos ao local, enfim, com um abaixo-assinado dirigido ao Ministério Público pedindo providências. Ao invés de pedir providências, pertinente a não instalação do albergue no bairro, o Ministério Público, respondeu que a "representação é discriminatória, segregacionista e elitista", conforme alude a matéria veiculada amplamente nos jornais desta segunda feira 17 de outubro de 2011. Não obstante aos fatos, não se pode tirar dos moradores a devida razão, com proteção ampla concedido pelo direito pertinente aplicável que é o Direito de Vizinhança, protegido pelo Código Civil, além de outros inerentes à propriedade.  Por outro lado, os futuros moradores de rua que passaram a utilizar-se do albergue para dormir e fazer suas refeições, enfim, um atendimento humanitário, que o poder público adota para as "pessoas desprovidas de casa" - um mínimo necessário que o poder Público pode fazer às pessoas. Veja que a questão, afora o conflito instalado, denota-se que as pessoas querem distâncias de problemas e de certa forma convivência com "pessoas menos desprovidas de recursos financeiros" "ou seja "pessoas pobres", no extrair dos fatos, ou seja "pessoas diferentes". O normal é que todos tenham casa, família, emprego, sejam limpos,  esse é o padrão. Contudo, existe uma questão mais profunda em jogo, que é a "dignidade da pessoa humana", fundamento  esse decorrente do texto constitucional  art 1º, inciso  III:  "A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui=se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:  (...) III = a dignidade da pessoa humana".  Neste episódio é o Bairro Pinheiros, contudo, reflete a voz da sociedade da intolerância com os mais fracos. Não é uma questão de elite, é mais que isso, é uma questão de ordem constitucional a "dignidade da pessoa humana". O que se passa naquele local, é uma realidade  visível da sociedade, considerar "gentes diferentes" quando tem o mesmo sangue nas veias e o suor. Talvez se fosse uma "loja de pet shop" ninguém se incomodaria e não geraria polemica. Mas se existe a possibilidade de "gente diferente frequentar o bairro", não obstante as razões dos moradores e comerciantes, é impeditivo para não instalar o albergue. A sociedade deseja paz, mas ela faz a própria guerra. Não existe paz, sem justiça social. Preservar  a dignidade da pessoa humana, antes de tudo, é dever do Estado e da sociedade. Pessoa humana, é o bem supremo da ordem jurídica, o seu fundamento  e o seu fim. O Estado deve proporcionar o mínimo necessário  à existência física  e espiritual, com a idéia de uma "caridade pública", conforme ensina o jurista português Capelo de Sousa  (O direito geral de personalidade, Coimbra Editora, Portugal, p.99). Democracia é também aceitar "pessoas diferentes".    

AFINAL DE CONTAS A VIDA É REAL E NÃO VIRTUAL...

Augusto Cury, em sua obra I ntoxicação Digital, ed. Benvirá, 2a edição, 2024, p.135, escreveu: [...] A vida é dramaticamente curta para se v...