A mídia como nào tem interesse, nào divulgou amplamente a recusa do Bispo emérito de Limoeiro do Norte CE, concedida pelo Senado Federal. Vale a pena registrar a reportagem do ocorrido, pouco raro no Brasil, onde a busca pelo sucesso, poder, posição, vantagens, estào em primeiro lugar, esquecendo-se dos cidadàos que enfrentam filas e filas, afim de receber um atendimento médico, e outros direitos sociais garantidos pela Constituição (saúde, educação, habitação, emprego, segurança), enquanto a classe política é privilegiada com aumento de seus vencimentos e garantias de forma estupenda e o salário mínimo com no máximo 7%, e algums achando que esse aumento compromete o orçamento do governo. É real, veja a entrevista do Min. Mantega, recentemente divulgada pela mídia.
Bispo recusa comenda concedida pelo Senado Federal
O bispo emérito de Limoeiro do Norte (CE), dom Manuel Edmilson da Cruz, 86, recusou a Comenda de Direitos Humanos Dom Helder Camara, entregue hoje, 21, no Senado Federal, a pessoas que se destacaram na defesa dos Direitos Humanos. Dom Edmilson, que teve seu nome indicado pelo senador Inácio Arruda (CE), disse que receber a Comenda seria “um desrespeito aos direitos humanos do contribuinte” por causa do aumento de 61% do salário que os parlamentares se deram na semana passada.
“A condecoração hoje outorgada não representa a pessoa do cearense maior que foi Dom Helder Camara. Desfigura-a, porém. Sem ressentimentos e agindo por amor e por respeito a todos os Senhores e Senhoras, pelos quais oro todos os dias, só me resta uma atitude: recusá-la!”, disse o bispo.
Para dom Edmilson, o aumento do salário recebido pelos parlamentares deveria ser na mesma proporção do aumento do salário mínimo e do aposentado. “O aumento a ser ajustado deveria guardar sempre a mesma proporção que o aumento do salário mínimo e da aposentadoria. Isto não acontece. O que acontece, repito, é um atentado contra os Direitos Humanos do nosso povo”.
Além de dom Edmilson, foram condecorados o bispo emérito de São Felix do Araguaia (MT), dom Pedro Casaldáliga; os defensores públicos, Wagner de La Torre e Antônio Roberto Cardoso e o deputado estadual do Rio de Janeiro, Marcelo Freixo. A escolha dos nomes foi feita pelo Conselho da Comenda de Direitos Humanos Dom Hélder Câmara, e pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal (CDH).
Confira a íntegra do discurso de dom Edmilson
A surpresa chegou aos meus ouvidos à noitinha, quinta-feira 16 de dezembro. Como o alvorecer da aurora e a vibração cantante de um bom-dia. Mais que surpresa: era como se alguém de extraordinária generosidade tivesse enfocado uma libélula projetando a sua leveza e levando-a a atingir as proporções de um águia ou de um condor.
Passa por esse crivo o meu cordial agradecimento ao senhor Senador Inácio Arruda, aos seus ilustres Pares que o apoiaram e a todo Congresso Nacional.
Pensei, em vista dos meus oitenta e seis anos, em receber essa honraria por meio de um representante. Mas Congresso Nacional merece respeito. Verdadeiro Congresso Nacional é sinal de verdadeira democracia.
A honrosa condecoração, porém, dos Pais da “Pátria”, (como diriam os Romanos “Patres Conscripti”), me faz refletir. Precatórios que se arrastam por décadas; aposentados, idosos com suas aposentadorias reduzidas; salários mínimos que crescem em ritmo de lesmas... depois de três meses de reivindicações e de greves, os condutores de ônibus do transporte coletivo urbano de Fortaleza, dos cerca de 26% de aumento pretendido, mal conseguiram e a duras penas, pouco mais de 6%, quer para a categoria, quer para o povo, principalmente os pobres da quinta maior cidade do nosso Brasil.
Pois é exatamente neste momento que o Congresso Nacional aprova o aumento de 61% dos honorários de seus Parlamentares que em poucos minutos chegam a essa decisão e ao efeito cascata resultante e o impõe ao povo brasileiro, o seu, o nosso povo. O povo brasileiro, hoje de concidadãos e concidadãs, ainda os considera Parlamentares? Graças ao bom Deus há exceções decerto em tudo isso. Mas excetuadas estas, a justiça, a verdade, o pundonor, a dignidade e a altivez do povo brasileiro já tem formado o seu conceito. Quem assim procedeu não é Parlamentar. É para lamentar. Prova disto? Colha na Internet.
Bem verdade é que a realidade não é assim tão simples e a desproporção numérica, um dado inarredável. Já existe – e é de uma grandeza bem aventurada! – o SUS; o bolsa família. Aí estão trinta milhões de brasileiros, que da linha de pobreza, às vezes até da indigência, alcançaram a classe média. É verdade a atuação do Ministério da Saúde. Existe o Ministério da Integração Nacional. É verdade! Mas não são raros os casos de pacientes que morreram de tanto esperar o tratamento de doença grave, por exemplo, de câncer, marcado para um e até para dois anos após a consulta. Maldita realidade desumana, desalmada! Ela já é em si uma maldição. E me faz proclamar em pleno Congresso Nacional, como já o fiz em Assembléia Estadual e em Câmara Municipal: Quem vota em político corrupto está votando na morte! Mesmo que ele paradoxalmente seja também uma pessoa muito boa, um grande homem. Ainda não do porte de um Nelson Mandela que, ao ser empossado Presidente da República do seu país, reduziu em 50% o valor dos seus honorários.
Considerações finais
Senhores e Senhoras,
Sinto-me primeiro, perplexo; depois, decidido. A condecoração hoje outorgada não representa a pessoa do cearense maior que foi Dom Helder Camara. Desfigura-a, porém. Sem ressentimentos e agindo por amor e por respeito a todos os Senhores a Senhoras, pelos quais oro todos os dias, só me resta uma atitude: recusá-la! Ela é um atentado, uma afronta ao povo brasileiro, ao cidadão, a cidadã contribuintes para o bem de todos com o suor de seu rosto e a dignidade do seu trabalho. É seu direito exigir justiça e eqüidade em se tratando de honorários e de salários. Se é seu direito e eu aceitar, estou procedendo contra os Direitos Humanos. Perderia todo o sentido este momento histórico. O aumento a ser ajustado deveria guardar sempre a mesma proporção que o aumento do salário mínimo e da aposentadoria. Isto não acontece. O que acontece, repito, é um atentado contra os Direitos Humanos do nosso povo.
A atitude que acabo de assumir, assumo-a com humildade. A todos suplico compreensão e a todos desejo a paz com os meus sinceros votos e uma oração por um abençoado e Feliz Natal e um próspero e Feliz Ano Novo!
DEUS SEJA BENDITO PARA SEMPRE!
Visa o blog divulgar matérias sobre direito, política, vida e fatos, segundo o livre pensamento do autor do blog, e inserir no leitor provocações reflexivas, demandando o mesmo a pensar sobre o que foi escrito, os fatos descritos nos artigos, a realidade, tudo quanto se puder expressar através da escrita. Quando se fala em provocações, na verdade é dar um choque de realidade sobre o que se escreve, e levar as pessoas a refletirem sobre o conteúdo do escrito.
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domingo, 16 de janeiro de 2011
domingo, 9 de janeiro de 2011
NOSSAS FRAGILIDADES
Antes de adentrarmos ao texto, um início prudente é definir o que seja "fragilidades". Segundo pesquisa nos dicionários, é a "facilidade de quebrar", ou seja, "fraco, frágil, sem consistência". Quando se fala em fragilidades, logo vem a mente a "fragilidade humana". Embora esse é o assunto a comentar, existe as fragilidades econômicas, sociais, democráticas, ambientais.... No que tange as nossas fragilidades, essas são visivelmente presentes no dia-a-dia, o que nos leva a refletir sobre a situação em que estamos vivenciando. Talvez alguns digam "eu não sou frágil" "eu não quebro fácil" "sou vitorioso" "sou um castelo forte", assim prossegue a vida. Mas, a verdade é que somos frágeis, simplesmente frágeis, porque somos humanos, pessoas, gente. Amamos, choramos, sorrimos, comemos, bebemos, trabalhamos, temos emoção, alegrias, enfim, um turbilhão de sensações. A cada momento, somos testados pela vida, porque a vida é uma "eterna construção" ("Nada nasce pronto" como fiz Corvello). Assim prosseguimos a caminhada. Importante na situação da fragilidade, apegar-se a sentimentos retidos, como a espiritualidade, buscando refúgio, pois nessa situação, tentamos subsistir por esforços próprios, contudo, quanto mais lutamos, menos forças temos. Álém disso, a solidariedade é importante nesses momentos, pois temos a sensação de apóio. A fé subsiste as sensações que não haverá mais um fim, a situação tormentosa daquele momento, como se fosse uma eternidade ou se estivessesmos no meio do mar perto do porto e não consegueríamos atracar. Quanto mais nadamos mais temos a sensação de estarmos longe de chegar ao porto seguro. Portanto, nas fragilidades da vida, é que somos testados a descobrir nossas forças, nossa fé, nossa espiritualidade, nossos amigos, e ultrapassadas estas, talvez saiamos do aquário do comodismo e vislumbramos nossos horizontes. Assim é a vida, bela e cheia de emoções. Essa vivência diária no descobrimento cotidiano, é que no empolga a lutar sempre.Vivenciar as fragilidades é necessário, nos dá o suporte para caminhar pela existência, enquanto temos um segundo sequer de folego de vida.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
JÁ NÃO HÁ MAIS TEMPO PARA CHORAR
As pessoas andam tão corridas que nem sequer param para mais chorar. Quando alguém morre, faz o passamento ou velório do falecido, ali presentes seus entes queridos, familiares e amigos, num gesto de amor, amizade, solidariedade, diante da morte ocorrida, um fato natural, mas que, nesse momento de despedida não parece natural, não conformamos com ela, não sabemos como lidar com essa situação. A emoção toma conta. É dolorido a separação, a partida, a saudade, enfim, nossos sentimentos naquele momento superam a razão e de certa forma, aderimos a situação.
Veja que a vida estão tão corrida, com tanta carga de compromissos e obrigações, que não chegamos a tempo de chorar, pois o rito funeral foi tão rapido, sob a alegação de não mais prolongar o sofrimento. A morte sempre teve um ritual. Em tempos passados perdia-se dias e trabalho, afim de presenciar o ato funeral. Hoje, tudo é rápido, turbinado, em nome do menor sofrimento possóvel. Certamente alguém implatará um velório virtual, inclusive, com as devidas honras ao defunto e aos seus familiares. Mas, e o choro. Chorar faz bem. Alivia a angustia e libera a tensão, ficamos calmos e relaxados. Não é sinal de fraqueza para os homens o ato de chorar. Para as mulheres alivia a tensão e interfe na variação hormonal. Então, enquanto é tempo vamos "chorar pois faz bem e ajuda emocionalmente", e nunca é tarde para isso.
Veja que a vida estão tão corrida, com tanta carga de compromissos e obrigações, que não chegamos a tempo de chorar, pois o rito funeral foi tão rapido, sob a alegação de não mais prolongar o sofrimento. A morte sempre teve um ritual. Em tempos passados perdia-se dias e trabalho, afim de presenciar o ato funeral. Hoje, tudo é rápido, turbinado, em nome do menor sofrimento possóvel. Certamente alguém implatará um velório virtual, inclusive, com as devidas honras ao defunto e aos seus familiares. Mas, e o choro. Chorar faz bem. Alivia a angustia e libera a tensão, ficamos calmos e relaxados. Não é sinal de fraqueza para os homens o ato de chorar. Para as mulheres alivia a tensão e interfe na variação hormonal. Então, enquanto é tempo vamos "chorar pois faz bem e ajuda emocionalmente", e nunca é tarde para isso.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
TURBINAGEM COMPLETA
Estamos cercados de inovações tecnológicas a todo momento. Cada um procura adquirir bens com maior tecnologia possível. O exemplo mais comum é o aparelho celular, antes um instrumento de desejo, somente para disposição de ligar e ficar ligado (comodidade/utilidade), atualmente, vem com tanta turbinagem que não é mais nem necessário o item de ligar, pois os acessórios anexos, nos mantém ligado via internet, rádio, tv, etc. É isso, novas invenções, produtos novos, que para utilizarmos teríamos que fazer um "curso". Veja tanta tecnologia a nossa disposição, que temos que fazer "curso" para o seu uso e manter conosco o manual de instrução para uso, a cada ítem a utilizar, pois não conseguimos ainda decifrar a utilidade do aparelho anterior, já estamos adquirindo outro. Anciosidade completa pelo novo, pelo turbinado, pelo tecnológico, propagado pelo circo da mídia impressa, televisa e virtual. Gastamos muito tempo para assimilar a sua funcionabilidade (isso se conseguirmos utilizar todos os recursos prometidos). Como se diz na gíria "overdose de novidades". Estamos na verdade sendo envolvidos por tudo isso, e esquecemos que somos pessoas e cidadãos, pagantes de impostos e taxas. Tanta turbinagem que nos envolve que esquecemos de pensar, amar, refletir, criar, admirar e seduzidos pela rotina (não que a tecnologia e a inovação não seja importante) mais o importante mesmo é saber que somos pessoas, humanos, que produzimos suor, alegria, e temos a capacidade de construir nossa própria felicidade, pois a vida é uma eterna construção.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
SÁBIO CONSELHO
" A melhor maneira que a gente tem de fazer possível amanhã alguma coisa que não é possível de ser feita hoje, é fazer hoje aquilo que hoje pode ser feito. Mas se eu não fizer hoje o que hoje pode ser feito e tentar fazer hoje o que não pode ser feito, dificilmente eu faço amanhã o que hoje também não pude fazer”.
Paulo Freire (Paulo Reglus Neves Freire (Recife, 19 de setembro de 1921 — São Paulo, 2 de maio de 1997) foi um educador e filósofo brasileiro. Destacou-se por seu trabalho na área da educação popular, voltada tanto para a escolarização como para a formação da consciência. É considerado um dos pensadores mais notáveis na história da pedagogia mundial, tendo influenciado o movimento chamado pedagogia crítica).
http://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_Freire.
Decidir é nossa tarefa a cada momento de vida, por isso, enquanto temos vida e folego, vamos caminhar para realizar tudo aquilo que nos é proposto: amar, chorar, correr, brincar, sorrir, falar, gritar, enfim, coisas que são aparentemente naturais as quais retemos como uma figura de "Escravos sem algemas". O tempo é imutável, por isso somos chamados a ocupá-lo.
Paulo Freire (Paulo Reglus Neves Freire (Recife, 19 de setembro de 1921 — São Paulo, 2 de maio de 1997) foi um educador e filósofo brasileiro. Destacou-se por seu trabalho na área da educação popular, voltada tanto para a escolarização como para a formação da consciência. É considerado um dos pensadores mais notáveis na história da pedagogia mundial, tendo influenciado o movimento chamado pedagogia crítica).
http://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_Freire.
Decidir é nossa tarefa a cada momento de vida, por isso, enquanto temos vida e folego, vamos caminhar para realizar tudo aquilo que nos é proposto: amar, chorar, correr, brincar, sorrir, falar, gritar, enfim, coisas que são aparentemente naturais as quais retemos como uma figura de "Escravos sem algemas". O tempo é imutável, por isso somos chamados a ocupá-lo.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
REFLEXÕES DE 2010
Encerra-se hoje o ano de 2010. Óbvio que nem tudo foi alegria geral, mas estamos vivos, com a benção e a graça de Deus, após as devidas tempestades ultrapassadas no decorrer de 2010. Muitas fatos importantes na vida nacional e internacional ocorreram. Pela primeira vez na história do Brasil, foi eleita uma mulher presidente da República, seguindo a tradição de alguns países da América do Sul que já tinham eleito mulheres: Argentina, Chile, Uruguai, o que em parte justifica a eleição de Dilma no Brasil. É notório que existe a efetiva participação da mulher em todos os setores, e parabéns para a democracia (vontade da maioria, se bem que na urna eletrônica não tinha a tecla "voto nulo"?.) Vamos torcer por um tempo novo. A esperança e a fé continua na vida, no Brasil, na família, no amor, no perdão, na conciliação, na paz, na alegria, no sorriso, e no choro, se tiver, embora gostamos de sorrir. A música dos Titás "Epitáfio" composição Sérgio Britto, abaixo transcrita, retirada do site
http://letras.terra.com.br/titas/48968, é de ser lembrada nesse momento reflexivo do final de ano, após as batalhas ultrapassadas em 2010. O título de música "Epitáfio" deriva dos tempos antigos "onde na inscrição tumular incluía informações biográficas e breves palavras lisonjeiras ao defunto pela forma escrita, em versos, escrito talvez pelo próprio falecido, antes de seu passamento". Da letra, não concordo com o trecho, quando se refere ao "Acaso", porque quem tem que decidir as ações da vida, somos nós mesmos, e não outros e nem o "acaso", que em caso de sermos Cristãos agradecer a Deus pela proteção e pela esperança do porvir. Cada um substitui o "acaso" por sua crença e rito e naquilo que acredita. Abstraindo-se desse texto, é uma letra de uma amplitude de pensamentos, importando meditar mesmo sobre o que passou e que poderá ser mudado daqui para frente. Vale a pena refletir.
Música Titãs
Composição: Sérgio Britto
Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer...
Queria ter aceitado
As pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria
E a dor que traz no coração...
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...
Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor...
Queria ter aceitado
A vida como ela é
A cada um cabe alegrias
E a tristeza que vier...
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...(2x)
Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr...
Muito obrigado pelo ano de 2010 e um feliz e prospero ano de 2011.
http://letras.terra.com.br/titas/48968, é de ser lembrada nesse momento reflexivo do final de ano, após as batalhas ultrapassadas em 2010. O título de música "Epitáfio" deriva dos tempos antigos "onde na inscrição tumular incluía informações biográficas e breves palavras lisonjeiras ao defunto pela forma escrita, em versos, escrito talvez pelo próprio falecido, antes de seu passamento". Da letra, não concordo com o trecho, quando se refere ao "Acaso", porque quem tem que decidir as ações da vida, somos nós mesmos, e não outros e nem o "acaso", que em caso de sermos Cristãos agradecer a Deus pela proteção e pela esperança do porvir. Cada um substitui o "acaso" por sua crença e rito e naquilo que acredita. Abstraindo-se desse texto, é uma letra de uma amplitude de pensamentos, importando meditar mesmo sobre o que passou e que poderá ser mudado daqui para frente. Vale a pena refletir.
Música Titãs
Composição: Sérgio Britto
Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer...
Queria ter aceitado
As pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria
E a dor que traz no coração...
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...
Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor...
Queria ter aceitado
A vida como ela é
A cada um cabe alegrias
E a tristeza que vier...
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...(2x)
Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr...
Muito obrigado pelo ano de 2010 e um feliz e prospero ano de 2011.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
VIVER COM SIMPLICIDADE
Viver com simplicidade, é uma forma de vida, que muitos procuram ter, apesar do mundo atual contaminado pelo circo da mídia e do consumo. É de relevância extrema para o homem viver uma vida simples (depende somente dele, é decisão pessoal), longe de uma sociedade alienadora, movida pelos elementos nítidos materialistas. Não se pode viver tão longe, contudo, podemos decidir por uma vida simples, com autenticidade de ações, cumprindo os deveres cívicos e morais, relacionando com seus semelhantes. Pela ótica cristã Jesus nos convida a uma vida de simplicidade, assim como também, em outras tradições espirituais do mundo, existem regras de viver uma vida simples, em paz consigo mesmo e com seus semelhantes e com a comunidade. O exemplo cristão de vida, nos é dada por Jesus, demonstra que Ele (como filho de Deus) despiu-se de toda a conotação material e de poder, nos dando a lição de que "a aquisição de bens materiais não deveriam ser nosso alvo principal. Ao contrário, demonstrou que deveríamos viver e se desenvolver nossa vida em amor, perdão, partilha, amor ao próximo". Demonstra a Bíblia, com frequência à necessidade de ser manter um equilíbrio entre os aspectos material e espiritual da vida. Pela citação dos textos bíblicos temos essa referência:
Provérbios 30:8 "Afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza, mas dá-me só o pão que me é necessário".
Mateus 6:19-21 "Não ajunteis tesouros na terra onde a traça e a ferrugem destroem e onde os ladrões arrombam e roubam. Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem destroem e onde os ladrões não arrombam e nem roubam. Pois onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração".
Mateus 6:25-26 "Por isso vos digo: Não andeis ansiosos pela vossa vida, quando ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário?
Olhai para as aves do céu; não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros, e contudo, o vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?"
I João 3:17 "Quem tiver bens do mundo e, vendo seu irmão necessitado, cerrar-lhes o seu coração, como estará nele o amor de Deus?".
Os textos descritos, são uma base para o viver de simplicidade, neste mundo, em paz consigo mesmo, com seu semelhante e com a natureza (já que estamos desgastando os recursos naturais demasiadamente). A sabedoria cristã, leva o enfoque da partilha, do amor, da justiça, do perdão, da doação àqueles que não têm nada, e isso é visto no livro de Atos dos Apóstolos, capitulo 4, versículo 32: "Era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns.
Em nossos dias é interessante rever nosso cotidiano, nossas necessidades e interesses, repensando valores e métodos de vida, encorajando-nos a viver com simplicidade, com liberdade, realização pessoal, enquanto, ao mesmo tempo, promovemos uma maneira de viver, justa e equilibrada, evitando o caos da nossa biosfera. A sociedade precisa repensar valores e métodos de vida. É decisão pessoal de cada um. Basta querer.
Provérbios 30:8 "Afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza, mas dá-me só o pão que me é necessário".
Mateus 6:19-21 "Não ajunteis tesouros na terra onde a traça e a ferrugem destroem e onde os ladrões arrombam e roubam. Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem destroem e onde os ladrões não arrombam e nem roubam. Pois onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração".
Mateus 6:25-26 "Por isso vos digo: Não andeis ansiosos pela vossa vida, quando ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário?
Olhai para as aves do céu; não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros, e contudo, o vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?"
I João 3:17 "Quem tiver bens do mundo e, vendo seu irmão necessitado, cerrar-lhes o seu coração, como estará nele o amor de Deus?".
Os textos descritos, são uma base para o viver de simplicidade, neste mundo, em paz consigo mesmo, com seu semelhante e com a natureza (já que estamos desgastando os recursos naturais demasiadamente). A sabedoria cristã, leva o enfoque da partilha, do amor, da justiça, do perdão, da doação àqueles que não têm nada, e isso é visto no livro de Atos dos Apóstolos, capitulo 4, versículo 32: "Era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns.
Em nossos dias é interessante rever nosso cotidiano, nossas necessidades e interesses, repensando valores e métodos de vida, encorajando-nos a viver com simplicidade, com liberdade, realização pessoal, enquanto, ao mesmo tempo, promovemos uma maneira de viver, justa e equilibrada, evitando o caos da nossa biosfera. A sociedade precisa repensar valores e métodos de vida. É decisão pessoal de cada um. Basta querer.
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